Wicked: Final Explicado do Filme Parte 1

O musical Wicked, um dos maiores sucessos da Broadway, ganha vida nas telas com a adaptação grandiosa de Jon M. Chu, lançada em 2024. Estrelado por Cynthia Erivo como Elphaba e Ariana Grande como Glinda, o filme mistura comédia musical, fantasia e drama em uma narrativa que reimagina o universo de O Mágico de Oz. Após meses nos cinemas, Wicked agora está disponível no Amazon Prime Video, além de opções de aluguel na Apple TV, Google Play Filmes e YouTube. Com a Parte 2, Wicked: For Good, prevista para 21 de novembro de 2025 – e já em exibição limitada –, fãs dissecam o cliffhanger da primeira parte. Neste artigo, explicamos o final detalhadamente, o que ele significa e como prepara o terreno para a sequência. Atenção: spoilers completos à frente!

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Resumo de Wicked – Parte 1

A história começa na Universidade de Shiz, onde Elphaba, uma jovem de pele verde e talento mágico inato, enfrenta bullying por sua aparência. Marcada pelo preconceito contra animais falantes – como o professor Doctor Dillamond (Peter Dinklage) –, ela sonha em mudar Oz. Sua vida vira de cabeça para baixo ao ser pareada com Glinda, a loira popular e vaidosa, para um quarto compartilhado. O que começa como rivalidade evolui para uma amizade profunda, temperada por triângulos amorosos com Fiyero (Jonathan Bailey), o príncipe Winkie charmoso.

Juntas, elas viajam à Cidade das Esmeraldas, atraídas pela promessa do Mágico (Jeff Goldblum). Madame Morrible (Michelle Yeoh), a decana manipuladora, as incentiva, vendo em Elphaba uma ferramenta para seu poder. A trama culmina na corte do Mágico, revelando segredos sombrios sobre o regime de Oz. Dirigido por Chu, conhecido por Em Um Bairro de Nova York, o filme brilha com coreografias elaboradas, cenários deslumbrantes e uma trilha sonora que inclui hits como “Popular” e “Defying Gravity”. A adaptação fiel ao musical de Stephen Schwartz e Winnie Holzman prioriza emoção, mas adiciona toques visuais que enriquecem o lore de L. Frank Baum.

O Clímax na Cidade das Esmeraldas

O ápice ocorre quando Elphaba e Glinda chegam ao palácio do Mágico. Encantada, Elphaba aceita o convite para uma audiência privada. O Mágico, um showman carismático, revela planos grandiosos para unificar Oz, prometendo inclusão para todos – inclusive os Animais. Ele a convida a participar, lisonjeando seu talento. Madame Morrible reforça, apresentando o Grimmerie, o livro de feitiços lendário. Como teste, o Mágico pede que Elphaba decifre um encantamento para fazer o capitão dos guardas-macacos voar.

Elphaba, fluente no idioma arcano – ao contrário de Morrible, que mal lê palavras –, lança o feitiço com facilidade. O resultado? Terrível. Não só o capitão, mas todos os macacos-guardas convulsionam, brotando asas em agonia. Horrorizada, Elphaba percebe a armadilha: o Mágico e Morrible orquestram a discriminação contra Animais para criar um “inimigo comum” que una os humanos de Oz. É propaganda pura, inspirada em táticas reais de unificação por medo. O Mágico, um impostor sem magia verdadeira, usa truques para manter o controle.

Essa cena, filmada com efeitos visuais impressionantes, marca o turning point. Elphaba, que via no Mágico um salvador, sente-se traída. Seu ativismo pela igualdade animal – motivado pela perda de Dillamond – choca com a realidade cruel. Glinda, pressionada pela ambição social, sugere calma: “Ouça-os”. Mas Elphaba, em fúria justa, rouba o Grimmerie e foge, perseguida por macacos alados. Morrible ativa o sistema de intercomunicação da cidade, rotulando-a como fugitiva e inimiga pública. Ela ordena que Glinda a convença a voltar, explorando a fraqueza da amiga por aprovação.

A Fuga de Elphaba

Acuada em uma torre do palácio, onde o icônico balão de ar quente do Mágico é guardado, Elphaba enfrenta guardas. Glinda a confronta, implorando retorno para “salvá-la”. Mas Elphaba recusa, declarando: “Eu escolho meu próprio caminho”. Abrindo o Grimmerie, ela tenta o feitiço de voo novamente – agora para si. Glinda a interrompe, mas o encanto pega um cabo de vassoura próximo, animando-o.

Enquanto cantam “Defying Gravity” – o hino de empoderamento que define o musical –, as amigas se despedem. Glinda percebe a verdade: Elphaba deve seguir princípios, não conveniência. Lágrimas escorrem enquanto Elphaba sobe no vassoura voadora, desafiando a gravidade literal e metafórica. A música, com vocais potentes de Erivo e Grande, eleva a cena a um espetáculo emocional. Elphaba escapa para o Oeste, deixando Glinda para trás, dividida entre lealdade e ascensão social.

Esse momento icônico não é só fuga; é declaração de independência. Elphaba abraça sua “maldição” verde como força, ecoando temas feministas do musical. Glinda, ao deixá-la ir, planta sementes de dúvida sobre seu papel no sistema opressivo. A sequência, com visuais de Oz se desdobrando abaixo, simboliza o fim da inocência e o início da lenda da Bruxa Má do Oeste.

Como Wicked Parte 1 Prepara Wicked: For Good

Fiel ao Ato 1 do musical, o final deixa fios abertos para a Parte 2, que adapta o Ato 2 e estreia em 21 de novembro de 2025. Elphaba, agora foragida, se refugia no Oeste, tornando-se a “Bruxa Má” na narrativa oficial de Oz – uma vilanização que o filme desconstrói como injustiça. Seu confronto com o Mágico escalará, expondo-o como charlatão dependente de ilusões, não magia. Como ativista, ela continuará lutando pelos Animais, usando o Grimmerie para contra-ataques.

Glinda assume o manto de “Bruxa Boa”, servindo Oz enquanto protege Elphaba secretamente. Essa dualidade criará tensão: ela navegará a corte, pressionada por Morrible e o Mágico, mas questionará sua cumplicidade. O triângulo amoroso com Fiyero ganha urgência; o príncipe, ativista animal, segue Elphaba, rompendo com sua herança nobre. Sua transformação em Espantalho – revelada em O Mágico de Oz – será explorada, adicionando camadas românticas e trágicas.

Personagens secundários brilham mais na sequência. Nessarose (Marissa Bode), irmã de Elphaba e governadora de Munchkinland, ganha destaque com sua dependência mágica e rivalidade fraterna. A chegada de Dorothy Gale do Kansas colide com a trama, forçando alianças improváveis. O Mágico, com Goldblum injetando carisma cínico, aprofundará sua agenda unificadora, talvez invocando mais propaganda. Morrible, a manipuladora, orquestrará caçadas, testando lealdades.

Essa setup promete um arco mais sombrio: de amizade jovial a resistência política. Chu indicou que a Parte 2 explorará “consequências reais”, com mais foco em Oz como alegoria para preconceito e poder. Fãs do musical sabem o destino – Elphaba “morre”, mas renasce –, mas o filme pode twistar, enfatizando redenção coletiva.

O Significado do Final: Temas de Identidade e Resistência

Além da trama, o desfecho ressoa profundamente. “Defying Gravity” não é só um número musical; é manifesto contra conformismo. Elphaba representa marginalizados – sua pele verde como metáfora para raça, deficiência ou diferença –, escolhendo autenticidade sobre aceitação. Glinda, privilegiada, aprende empatia, questionando como poder corrompe amizades.

O filme atualiza o musical para 2024/2025, com mensagens sobre fake news (a propaganda de Morrible) e ativismo ambiental (direitos dos Animais). Erivo e Grande entregam atuações nuançadas: a primeira, vulnerável e feroz; a segunda, doce mas ambiciosa. Chu’s direção, com sequências aéreas inovadoras, captura a magia sem CGI excessivo, honrando o palco.

Se você cantou junto ou chorou na fuga de Elphaba, qual momento mais impactou? Compartilhe nos comentários. Assista agora e prepare-se para voar alto com For Good.

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