Crítica de Wicked: Vale A Pena Assistir o Filme?

Wicked, lançado em 21 de novembro de 2024, marca o início de uma ambiciosa adaptação bipartida do musical da Broadway. Dirigido por Jon M. Chu, com roteiro de Winnie Holzman e Dana Fox, o filme de 2h40min mistura comédia musical e fantasia em uma releitura de O Mágico de Oz. Cynthia Erivo interpreta Elphaba, a futura Bruxa Má do Oeste, enquanto Ariana Grande dá vida a Glinda, a Bruxa Boa. Com Jonathan Bailey como Fiyero, a produção chega aos cinemas e já está disponível na Amazon Prime Video, além de opções de aluguel na Apple TV, Google Play Filmes e YouTube. Nesta crítica, avalio se o primeiro ato justifica o hype global.

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Premissa cativante e releitura ousada

A história se passa antes dos eventos de O Mágico de Oz. Elphaba chega à Universidade de Shiz como uma jovem discriminada por sua pele verde. Lá, forma uma amizade improvável com a vaidosa Galinda, que logo vira Glinda. Juntas, navegam por intrigas acadêmicas, romances incipientes e questionamentos sobre poder e preconceito na terra de Oz.

Baseado no livro de Gregory Maguire e no musical de Stephen Schwartz, o filme expande o universo com toques de sátira social. A narrativa critica o elitismo e a manipulação midiática, atualizando temas para 2024. Sem spoilers, o ato um constrói tensão gradual, culminando em um clímax emocional que prepara o terreno para a sequência. A duração extensa permite imersão, mas pode testar a paciência de espectadores menos pacientes.

Elenco estelar e química explosiva

Cynthia Erivo domina como Elphaba. Sua voz poderosa em “Defying Gravity” eleva a personagem de outsider para ícone de empoderamento. Erivo infunde vulnerabilidade e fúria, tornando a jornada de aceitação palpável. Ariana Grande surpreende como Glinda. Longe de papéis pop, ela equilibra superficialidade cômica com camadas de insegurança, provando versatilidade além de hits como “Thank U, Next”.

Jonathan Bailey, de Bridgerton, traz carisma a Fiyero, o príncipe rebelde que desperta dilemas românticos. Seu triângulo amoroso com as protagonistas pulsa com tensão sutil. Michelle Yeoh, como Madame Morrible, adiciona autoridade intimidante, enquanto Jeff Goldblum rouba cenas como o excêntrico Mágico de Oz. A química entre Erivo e Grande é o coração do filme – uma amizade que evolui de rivalidade para lealdade, ecoando laços reais de mulheres fortes.

Direção visualmente deslumbrante

Jon M. Chu, de Em um Mundo de Meu Jeito, transforma Oz em um espetáculo visual. A fotografia de Alice Brooks usa CGI orgânico para criar florestas encantadas e torres flutuantes, sem exageros artificiais. Os cenários de Nathan Crowley, inspirados na arquitetura vitoriana, misturam grandiosidade com intimidade. Sequências como o baile de máscaras brilham com figurinos de Paul Tazewell, cheios de cor e textura.

A coreografia de Ashley Wallen eleva números musicais, com movimentos fluidos que integram multidões e efeitos especiais. Chu equilibra escala épica com momentos pessoais, como close-ups em Elphaba que capturam sua dor interna. Críticas no Rotten Tomatoes (89% de aprovação) elogiam essa imersão, mas alguns, como no Letterboxd, acham o visual “turístico demais”. Ainda assim, é um banquete para os olhos.

Trilha sonora icônica e números memoráveis

A trilha de Stephen Schwartz, com 17 canções, é o pulso do filme. Hits como “Popular” e “Dancing Through Life” ganham vida em arranjos orquestrais grandiosos. Erivo e Grande brilham em duetos, com harmonias que arrepiam. O score de John Powell amplifica emoções, misturando orquestra clássica com toques modernos.

Comparado ao musical da Broadway, o filme encurta algumas faixas, como notado por Roger Ebert, mas ganha em dinamismo cinematográfico. Números como o final de ato elevam o público, promovendo catarse coletiva. Para fãs, é uma celebração; para novatos, uma introdução acessível ao gênero musical.

Pontos fortes e limitações

Os acertos são claros: atuações magnéticas, especialmente Erivo e Grande; visuais de tirar o fôlego; e uma mensagem de empatia que ressoa em tempos polarizados. O filme celebra diversidade, com elenco multirracial refletindo Oz moderno. Sua duração permite desenvolvimento orgânico de temas como bullying e identidade.

Limitações incluem o tamanho: 2h40min arrasta em cenas expositivas, como flashbacks desnecessários. Alguns diálogos soam datados, e o tom oscila entre leveza e melodrama, como criticado no New Yorker. Para famílias, Common Sense Media alerta para intensidade emocional, recomendando 10+ anos. Ainda assim, o carisma compensa falhas.

Vale a pena assistir?

Sim, Wicked vale cada minuto para quem ama musicais ou busca inspiração. É um evento cinematográfico que transforma salas em palcos coletivos, com aplausos espontâneos em pré-estreias. Com 98% de aprovação do público no Rotten Tomatoes, ele cativa gerações. Assista nos cinemas pela imersão sonora; em casa, via Prime Video, para conforto.

Se prefere tramas rápidas, o ritmo pode cansar. Para fãs de Hamilton ou Into the Woods, é essencial. Em 2025, com a Parte Dois no horizonte, este ato um é um convite irresistível ao mundo de Oz. Vá, defie a gravidade e saia transformado.

Wicked não reinventa o musical, mas o eleva com brilho hollywoodiano. Erivo e Grande ancoram uma narrativa de amizade e rebelião que emociona e diverte. Apesar de comprimento e tropeços tonais, sua magia visual e sonora o tornam imperdível. Em um ano de blockbusters, ele se destaca como hino à diferença. Assista e sinta o vento mudar.

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