Possessor, Final Explicado: O que Acontece com Tasya?

O filme Possessor (2020), dirigido por Brandon Cronenberg, mergulha no body horror com uma mistura de ficção científica e suspense psicológico. Com duração de 1h44min, o longa explora os limites da mente humana em um mundo corporativo impiedoso. Disponível na HBO Max e Amazon Prime Video, o filme se tornou um marco do terror moderno, influenciado pelo legado de David Cronenberg, pai do diretor. Se você assistiu e ficou confuso com o final, este artigo desvenda tudo. Aqui, explicamos a trama, o mecanismo de possessão e, principalmente, o desfecho chocante.

VEJA TAMBÉM:

Sinopse de Possessor

Possessor se passa em um futuro próximo, onde uma corporação secreta usa implantes cerebrais para permitir que assassinos controlem corpos alheios. Tasya Vos, a protagonista, é uma agente experiente que vive isolada emocionalmente. Sua vida pessoal desmorona: separada do marido Michael (Rossif Sutherland) e distante do filho Ira (Gage Graham-Arbuthnot), ela prioriza missões letais.

A trama central gira em torno de uma operação para eliminar John Parse (Sean Bean), dono de uma empresa de mineração de dados. O plano visa transferir o controle para um herdeiro manipulável, beneficiando a corporação de Tasya. Para isso, ela possui Colin Tate, noivo da filha de Parse, Ava (Tuppence Middleton). O que começa como uma infiltração precisa vira um caos de identidades fragmentadas, questionando o que significa ser humano em um sistema que devora almas.

Cronenberg constrói tensão gradual, alternando entre cenas de violência gráfica e momentos introspectivos. A narrativa não linear revela flashbacks de Tasya, mostrando como o trabalho a transformou em uma casca vazia. Com um orçamento modesto, o filme brilha pela direção precisa e atuações intensas, especialmente Riseborough, que transmite o vazio crescente de sua personagem.

Como Funciona a Possessão em Possessor?

Entender o mecanismo de possessão é essencial para decifrar o final. Não se trata de sobrenatural, mas de tecnologia avançada: um dispositivo tipo realidade virtual isola o usuário em uma sala segura, com um assistente para extração. Para conectar, usa-se um fragmento físico do hospedeiro – cabelo, sangue ou pele –, criando um laço psíquico.

Na mente compartilhada, possessor e hospedeiro coexistem em um plano de consciência. Apenas um controla o corpo por vez, como uma luta interna. A extração exige a morte do hospedeiro, forçada pelo possessor, para “puxar” a mente de volta. Após, debriefings confirmam a identidade com objetos pessoais, mas o processo deixa sequelas: memórias misturadas, perda de empatia e instintos violentos.

Essa mecânica serve de metáfora para invasões digitais modernas, como redes sociais que “possuem” nossa atenção. No filme, falhas técnicas e resistências psíquicas complicam tudo, elevando o horror de algo cerebral a visceral.

Eventos Principais: Da Infiltração ao Colapso

A história abre com Tasya possuindo uma cúmplice, Gabrielle, para um assassinato. Em vez de um tiro limpo, ela apunhala a vítima repetidamente, revelando um sadismo emergente. De volta ao corpo, Tasya esconde o deslize de Girder, sua chefe ambiciosa, que a vê como sucessora.

Para a missão Parse, Tasya treina com itens de Colin: uma lâmina e um isqueiro, para ancorar sua mente. A possessão inicial falha; Colin resiste durante um ato sexual, forçando Tasya a lutar por controle. Sucesso parcial: ela mata Ava brutalmente, mas o sangue chama mais sangue. Parse é espancado, não morto de imediato, e Tasya tenta suicídio em Colin – mas ele bloqueia o comando “puxe-me para fora”.

Colin danifica o implante com vidro e foge. Agora, uma guerra interna: Tasya e Colin alternam domínio. Ele acessa memórias dela – infância, família –, invertendo papéis. Colin invade a casa de Tasya, confronta Michael e, sob influência dela, o esfaqueia selvagemente. Tasya, no controle, incentiva: “Ele me segurava para trás”. Ira, o filho, apunhala Colin no pescoço em retaliação.

No clímax, Tasya atira sem mirar, matando Ira. Ambos caem sangrando. Ira sussurra “puxe-me para fora”, chocando todos. Tasya retorna ao laboratório, exausta, enquanto Girder acorda de outra possessão.

Final Explicado de Possessor: Spoilers e Revelações Chocantes

O desfecho de Possessor é um soco no estômago, culminando em uma cozinha ensanguentada onde mentes colidem. Após o tiroteio, Tasya desperta em seu corpo, no laboratório. Girder também emerge de uma possessão – a twist: ela controlava Ira o tempo todo, usando o menino como marionete para eliminar ameaças. Isso explica as palavras finais de Ira, ecoando o protocolo de extração. Girder, pragmática, aprova o caos: a missão falhou, mas Tasya provou lealdade ao sacrificar sua família.

No debriefing final, Tasya identifica objetos de infância. Uma borboleta que ela matou e montou aos 8 anos surge. Antes, ela expressava culpa; agora, nada. Um sorriso frio fecha a cena, sinalizando sua transformação completa. Tasya não é mais humana – é o monstro que o sistema forjou, vazia de remorso, pronta para mais jobs.

Colin morre no corpo baleado, sua resistência fútil contra a máquina corporativa. Parse sobrevive inicialmente, mas o controle da empresa muda de mãos, cumprindo o objetivo indireto. O ciclo de violência persiste: possessões em camadas revelam que ninguém está seguro, nem chefes nem filhos.

Essa ambiguidade reforça o horror: Tasya “vence”, mas perde tudo. O final não oferece redenção, apenas um vazio existencial, ecoando Videodrome de David Cronenberg.

Siga o Séries Por Elas no Twitter e no Google News, e acompanhe todas as nossas notícias!

Magui Schneider
Magui Schneider

Como Editora-Chefe do Séries Por Elas, Magdalena (Magui) é responsável pela curadoria e tom editorial do portal. Magui traz um diferencial único: sua formação como Psicóloga (CRP-RS 07/27539). Ela utiliza sua expertise no comportamento humano para enriquecer as críticas de cinema e TV, oferecendo uma visão analítica e humana sobre o desenvolvimento de personagens e tramas.

Especialista em narrativas de drama, romance e comédia, a ‘Little Monster’ fã declarada da Lady Gaga, traduz sua visão profissional em análises que conectam o público às emoções das telas. É ela quem garante que, aqui, a paixão de fã e a análise séria andem de mãos dadas.

Artigos: 5697

Um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *