O cinema italiano traz uma provocação ousada com O Evangelho Segundo Judas, drama dirigido por Giulio Base que estreou nesta quinta-feira. Com Rupert Everett no papel de Caifás e Paz Vega como Maria Madalena, o filme reimagina a Paixão de Cristo pelo olhar de Judas Iscariotes. Essa perspectiva inovadora desafia visões tradicionais da Bíblia, transformando o vilão em herói trágico. Se você viu o filme e ficou intrigado com o desfecho, este artigo explica o final de O Evangelho Segundo Judas, detalha o que acontece com os personagens e explora temas profundos.
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Sinopse de O Evangelho Segundo Judas
Ambientado na Judeia antiga, O Evangelho Segundo Judas reconta os eventos da Última Ceia e da crucificação sob a narrativa de Judas. Filho de uma prostituta assassinada no parto, ele cresce em um bordel, marcado por abusos e violência. Adolescente, Judas vinga a mãe matando os exploradores e assume o controle do prostíbulo. Sua vida muda ao conhecer Jesus (interpretado por um ator não creditado em detalhes iniciais), que salva sua irmã Maria Madalena da lapidação.
Fascinado pela sabedoria e compaixão de Jesus, Judas abandona o pecado e se junta aos apóstolos como o último chamado. Anos de pregação seguem, cheios de milagres, debates e tensões internas. O filme usa uma estrutura não linear: flashbacks da infância de Judas intercalam com a Paixão, criando um mosaico emocional. Com duração de 93 minutos, a produção italiana filma tudo com luz natural – lanternas e fogueiras à noite –, dando um ar cru e autêntico.
O elenco brilha em papéis secundários. John Savage vive José de Arimateia, um aliado discreto. Darko Peric e Abel Ferrara completam o time, trazendo intensidade a figuras como Pedro e Pilatos. Giulio Base, roteirista e diretor, baseia-se em evangelhos apócrifos para questionar: e se a traição fosse um ato de amor?
A Trama Desenrolada: Do Pecado à Fé de Judas
O filme abre com Judas (voz em off, rosto oculto) pendurado em uma árvore, revivendo sua vida nos momentos finais. Essa escolha visual simboliza o “espelho” com Jesus: ambos “pendurados”, destinos entrelaçados. A infância de Judas é brutal – abusado no bordel, ele internaliza raiva. O assassinato dos tenutários marca sua ascensão como protetor das prostitutas, incluindo Maria.
Jesus surge como luz: salva Maria e convence Judas a segui-lo. Nos anos de discipulado, Judas gerencia finanças do grupo, mas questiona milagres. Ele vê Jesus não como Messias político, mas profeta gnóstico – ecoando o Evangelho de Judas apócrifo, onde o corpo é prisão da alma. Tensões crescem com Caifás e fariseus, que veem Jesus como ameaça.
A Última Ceia é pivotal. Jesus sussurra a Judas: “Você me libertará do corpo mortal”. A traição não é ganância, mas obediência. Judas entrega Jesus por 30 moedas, mas o faz chorando, sabendo que cumpre a profecia. O julgamento, flagelação e crucificação seguem, com Judas assistindo de longe, atormentado.
Final Explicado: A Morte de Judas e o Sentido da Traição
Aqui vai o cerne: o final de O Evangelho Segundo Judas redefine o suicídio bíblico. Após a crucificação, Judas devolve as moedas ao templo, gritando arrependimento. Caifás (Everett) zomba: “Você é o pecador eterno”. Sozinho, Judas foge para um bosque e se enforca – mas não antes de uma visão alucinante.
Pendurado, ele revive a vida: o parto da mãe, abusos, o encontro com Jesus. Em delírio, Judas “conversa” com o Mestre crucificado. Jesus revela: “Sua traição me elevou; sem você, não haveria salvação”. Isso ecoa o gnosticismo – Judas sacrifica o “homem que veste” Jesus, libertando sua essência divina. A câmera foca no rosto oculto de Judas, agora revelado em close-up: lágrimas misturam-se a sangue, simbolizando purificação.
A morte é simultânea à de Jesus: poucos metros afastados, ambos “pendurados” ao pôr do sol. O filme corta para Maria Madalena no túmulo vazio, sussurrando: “Ele viveu por nós”. Sem ressurreição explícita, o foco é na redenção de Judas. Ele não é traidor, mas mártir necessário. Base altera o final canônico (Mateus: enforcamento por remorso; Atos: queda fatal) para enfatizar perdão divino, evitando o “ódio eterno”.
Críticos notam: o rosto de Judas, sempre escondido até o fim, representa o “invisível” da história oficial. Sua revelação final humaniza o mito.
Temas Centrais: Redenção, Fé e o Olhar Gnóstico
O Evangelho Segundo Judas usa Judas para explorar redenção. Filho do pecado, ele espelha Jesus: ambos sofrem para salvar. A traição vira ato de amor, questionando dogmas. Influenciado pelo Evangelho apócrifo (século II), o filme sugere que Judas entendeu melhor os ensinamentos – corpo como prisão, alma como luz.
Fé versus destino permeia: Judas pergunta se livre-arbítrio existe. Base responde com visuais – sombras no bordel viram auras nos milagres. O erotismo inicial contrasta com a ascese apostólica, mostrando transformação.
Comparado a A Última Tentação de Cristo (Scorsese), é menos onírico, mais visceral. Para SEO, buscas como “Judas herói no cinema” crescem, pois o filme humaniza o apóstolo, inspirando debates teológicos.
O Evangelho Segundo Judas fecha um ciclo: o traidor vira narrador, provando que histórias têm múltiplos lados. Seu final – morte redentora, visão de perdão – convida reflexão. Quem é o verdadeiro salvador? O filme não responde, mas provoca. Compartilhe nos comentários: mudou sua visão de Judas? Para mais explicados, busque nossos artigos sobre dramas bíblicos.
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