Os Ratos: Uma História de The Witcher | Final Explicado

O universo de The Witcher ganha mais uma camada com Os Ratos: Uma História de The Witcher, um especial de 80 minutos lançado na Netflix em 30 de outubro de 2025. Dirigido por Mairzee Almas, conhecida por episódios de The Haunting of Bly Manor, e ambientado no Continente turbulento da saga, o filme mergulha no passado da gangue de ladrões adolescentes que cruza o caminho de Ciri na 3ª temporada. Com ação frenética, fantasia sombria e toques de heist movie, a produção une Ação, Aventura e Fantasia em uma narrativa coesa. Disponível na Netflix, o filme já acumula milhões de views, impulsionado pelo hype da 5ª e última temporada. Aqui, revelamos o enredo completo e dissecamos o final, com twists, mortes e conexões à série principal. Spoilers inevitáveis – prossiga com cautela!

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Resumo de Os Ratos: Uma História de The Witcher

Seis meses antes de Ciri se juntar aos Ratos na 3ª temporada, o filme abre em um Continente devastado pela conquista de Nilfgaard sob o imperador Emhyr. A gangue de jovens foras da lei – os Ratos – surge como uma família improvisada em meio ao caos. Liderados por Giselher (Ben Radcliffe), o grupo inclui Iskra (Aggy K. Adams), a ladra astuta; Kayleigh (Fabian McCallum), o batedor charmoso; Reef (Juliette Alexandra), a vigia silenciosa; Asse (Connor Crawford), o brutamontes leal; e Mistle (Christelle Elwin), a impulsiva de passado nobre. Formados durante as pilhagens nilfgaardianas, eles roubam dos ricos para sobreviver, ecoando um Robin Hood distorcido.

O foco recai em Mistle, atormentada pela perda de sua família nobre e de Juniper, sua amante secreta e dama de companhia. Separadas durante um ataque liderado pelo mercenário Bert Brigden – aliado de Nilfgaard –, Mistle acredita que Brigden matou Juniper. Seu ódio a impulsiona ao plano ousado: assaltar a arena de lutas clandestina de Dom Houvenaghel em Amarillo, uma fortaleza guardada por monstros e guardas. Brigden administra o local, acumulando riquezas sujas de apostas sangrentas.

Para invadir, os Ratos recrutam Brehen (Dolph Lundgren), um bruxo renegado da Escola do Gato, afogado em culpa e álcool. Sua conexão com Geralt? No episódio 3 da 1ª temporada, Brehen era o terceiro bruxo contratado pelo rei Foltest para caçar a striga (a filha amaldiçoada). Enquanto Geralt hesitava e o companheiro Remus morria, Brehen fugiu com o pagamento, carregando remorso eterno. Agora, os Ratos o chantageiam com seu medalhão de bruxo, forçando-o a se juntar. Brehen, mentor relutante, treina Asse para se passar por lutador na arena e revela que o cofre de Brigden é protegido por um jalowik – uma besta alquímica mutada.

A trama avança como um heist tenso: distrações na arena, infiltração no subsolo e combates brutais. Cada Rato encarna um arquétipo clássico – o cérebro (Giselher), o músculo (Asse), a sedutora (Iskra) –, enquanto Brehen lida com o jalowik. Mas segredos emergem: o monstro é Juniper, transformada por experimentos alquímicos de Brigden para criar armas vivas. Mistle confronta seu passado, e a chegada de Leo Bonhart, primo de Houvenaghel e caçador de bruxos sádico, vira o caos em carnificina. O filme equilibra lutas coreografadas com diálogos afiados, destacando temas de trauma, lealdade e o custo da sobrevivência no mundo de The Witcher.

O Plano do Assalto e as Revelações Familiares

O heist inicia com Asse entrando na arena como gladiador, distraindo a multidão com vitórias sangrentas treinadas por Brehen. Enquanto isso, Reef e Kayleigh sabotam guardas, e Iskra e Giselher acessam o cofre subterrâneo. Mistle e Brehen enfrentam o jalowik, uma abominação de garras e fúria que ecoa as mutações nilfgaardianas. Brehen usa uma poção para enfraquecer a maldição, revelando traços humanos na besta – olhos que imploram misericórdia.

O twist central: o jalowik é Juniper, vítima de torturas alquímicas ordenadas por Brigden para vingar uma rebelião local. Mistle, devastada, recusa-se a matá-la inicialmente, optando por atrair Brigden ao covil para transferir a maldição como vingança poética. Asse, cuja irmã Dulcie foi morta por Brigden anos antes, junta-se à fúria pessoal. Brehen, redimindo-se, protege o grupo, mas sua poção é destruída na confusão. Juniper ataca em agonia, forçando Mistle a um mercy kill doloroso – um momento de closure, pois Juniper reconhece seu amor nos instantes finais, morrendo em paz relativa.

Brigden surge, zombando de Mistle como “nobrezinha caída”, mas Asse o embosca e o mata brutalmente, decapitando o vilão em um ato catártico. A cena pulsa com raiva acumulada, mostrando como Nilfgaard destrói vidas comuns. No entanto, o triunfo é efêmero: Leo Bonhart invade, atraído por rumores de bruxo e fundos desviados. Colecionador de medalhões de bruxos por esporte, Bonhart vê Brehen como troféu e os Ratos como presas futuras.

O Clímax e o Sacrifício de Brehen

O confronto final explode no subsolo da arena. Bonhart, armado com bestas e lâminas envenenadas, massacra guardas e avança implacável. Brehen, sabendo de sua fraqueza etária, tranca-se no covil com Bonhart para dar tempo aos Ratos de fugirem com o butim – joias e ouro suficientes para uma nova vida. “Vão. Construam algo melhor que isso”, ele grita, ecoando seu arrependimento com Remus.

A luta é visceral: Brehen, rejuvenescido por elixires, dança como um gato selvagem, cortando Bonhart em golpes precisos. Mas o caçador é astuto, usando armadilhas e veneno para desgastá-lo. Em um ato final de redenção, Brehen detona uma bomba de dimeritium – metal que anula magia –, colapsando o teto e soterrando a arena. Bonhart sobrevive por pouco, emergindo coberto de poeira, mas reivindica o medalhão da Escola do Gato como espólio. Ferido mas vivo, ele jura: “Vocês só adiaram o inevitável. Eu os caçarei como ratos”.

Os Ratos escapam para a floresta, exaustos mas ricos. Mistle chora por Juniper e Brehen, enquanto Giselher motiva o grupo: “Somos livres agora”. Eles sonham com uma cabana remota, longe das guerras. O tom é de esperança frágil, contrastando a brutalidade do mundo witcheriano.

Final Explicado: A Queda Inevitável e Conexões com Ciri

O filme usa uma moldura narrativa impactante: flashes para o “presente” pós-finale da 4ª temporada, onde Bonhart narra a história a uma Ciri acorrentada (Freya Allan, em cameo). Ele matou todos os Ratos – decapitando Mistle, Iskra e os outros em uma emboscada em Jealousy –, coletando cabeças como prova para Emhyr. Ciri, forçada a assistir ao desmembramento de Mistle (sua breve amante na 3ª temporada), quebra emocionalmente, gritando em fúria.

Esse twist revela o filme como prequel trágico: o heist “sucesso” leva diretamente à caçada de Bonhart, explicando seu ódio pessoal e o medalhão visto na 4ª temporada. Brehen’s sacrifício adia, mas não impede, o massacre – os Ratos, traumatizados mas ingênuos, baixam a guarda, permitindo que Bonhart os rastreie. Mistle’s arco fecha com closure sobre Juniper, aprofundando sua vulnerabilidade que atrai Ciri: ambas órfãs de guerra, buscando conexão em meio ao caos.

Conexões ao universo maior: Brehen’s backstory liga à striga de Season 1, humanizando a Escola do Gato como falha e redentora. Bonhart, primo de Houvenaghel, torna-se ponte para intrigas nilfgaardianas, com seu medalhão simbolizando a caça aos bruxos. Diferente dos livros de Sapkowski – onde os Ratos são mais marginais –, o especial expande Mistle’s nobreza e amor por Juniper (ausente nos romances), tornando sua morte mais poignant para Ciri’s arco de perda e vingança na 5ª temporada.

Como o Final Prepara a 5ª Temporada de The Witcher

Lançado em meio à contagem regressiva para a 5ª temporada (prevista para 2026), Os Ratos setupa o confronto final de Ciri com Bonhart. Sua captura, motivada pela promessa de Emhyr por sua cabeça (mas ele a mantém viva por valor político), impulsiona sua jornada de sobrevivente para rainha. O luto por Mistle – agora enriquecido por seu passado compartilhado de abuso e amor queer – catalisa Ciri’s fúria elder blood, potencializando poderes em batalhas épicas.

O especial também critica o imperialismo nilfgaardiano: experimentos como o de Juniper ecoam as mutações de monstros na série, questionando o “progresso” de Emhyr. Sem diferenças radicais dos livros, ele adapta fielmente o espírito, mas adiciona camadas emocionais para TV. Fãs especulam que flashbacks de Brehen aparecerão na finale, ligando ao legado de Geralt (Henry Cavill, em aparição holográfica?).

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Magdalena Schneider
Magdalena Schneider
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