Monstro: A História de Ed Gein, final explicado | O verdadeiro monstro revelado

A nova temporada de Monstro, criada por Ryan Murphy e Ian Brennan, mergulha nos horrores reais de Ed Gein, o assassino que moldou ícones do terror como Norman Bates e Leatherface. Estreando em 3 de outubro de 2025 na Netflix, Monstro: A História de Ed Gein segue o estilo das antecessoras: Dahmer: Um Canibal Americano e Monstros: Irmãos Menendez: Assassinos dos Pais. Com Charlie Hunnam no papel principal, ao lado de Laurie Metcalf e Tom Hollander, a série reconta os crimes do “Açougueiro de Plainfield” em oito episódios intensos. Se você terminou de assistir e ficou com dúvidas sobre o desfecho, este artigo explica o final de forma clara.

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Sinopse de Monstro: A História de Ed Gein

Ambientada na década de 1950, em uma fazenda isolada de Wisconsin, a série retrata Edward Gein (Charlie Hunnam) como um homem atormentado pela mãe dominadora, Augusta (Laurie Metcalf). Augusta, uma viúva religiosa fanática, incute no filho visões distorcidas de pecado e pureza feminina. Após sua morte em 1945, Ed mergulha em um declínio psicológico. Ele vive recluso, consertando objetos para vizinhos enquanto esconde segredos sombrios.

A trama avança com os crimes de Gein: ele viola túmulos de mulheres que lembram Augusta, usando pele e ossos para criar “vestimentas” e itens domésticos. A série destaca dois assassinatos confirmados – a dona de loja Bernice Worden e a mãe de um vizinho, Mary Hogan – descobertos em 1957. O xerife local (Tom Hollander) lidera a investigação, revelando a casa de horrores de Gein. Murphy mistura fatos históricos com drama psicológico, explorando temas de trauma familiar e isolamento rural. Diferente de Dahmer, que foca no canibalismo, aqui o horror reside na necrofilia e na obsessão materna.

O desenvolvimento dos crimes e a captura

Nos episódios iniciais, vemos a infância de Gein: abusado pelo pai alcoólatra e pelo irmão Henry (suspeito de morte acidental, mas nunca provada), ele se apega a Augusta como ídolo. Após a morte dela, alucinações a trazem de volta, justificando seus atos como “reconstrução” de sua imagem. A série sugere que Gein matou Henry para herdar a fazenda, uma teoria controversa da vida real, mas sem confissão oficial.

A virada ocorre no episódio 5, quando o sumiço de Bernice leva à batida policial. A casa de Gein choca: máscaras de pele humana, um corpo decapitado pendurado e um traje feito de seios e vulvas. Hunnam entrega uma performance visceral, alternando entre vulnerabilidade e loucura. Metcalf brilha como Augusta, cujas pregações ecoam nas visões de Ed. A captura é rápida: Gein confessa, alegando “blackouts”, e é declarado insano em julgamento. A série usa flashbacks para humanizá-lo, questionando se o monstro nasce ou é forjado.

Final explicado: A guinada nas alucinações

O episódio final, “O Verdadeiro Monstro”, abandona o gore habitual por uma reflexão profunda. Em vez de mais violência, as alucinações de Gein se transformam. Ele imagina ajudar o FBI a capturar Ted Bundy (interpretado por um ator convidado), usando seu “conhecimento” de mentes criminosas para prever movimentos do serial killer. Essa visão simbólica sugere redenção impossível: Gein, o “padrinho dos serial killers”, vira caçador em sua mente fragmentada.

Enquanto isso, na realidade, Gein é transferido para o Hospital Central de Estado de Wisconsin. O clímax mostra sua rotina monótona: terapia, jardinagem e visitas esporádicas de jornalistas sensacionalistas. Uma cena chave revela cartas de fãs – incluindo aspirantes a assassinos – que o idolatram, ecoando a crítica de Murphy à obsessão cultural por monstros. O episódio termina com Gein, idoso, morrendo em 1984 de insuficiência cardíaca, sussurrando “Mamãe me perdoou”. A tela escurece com texto factual: Gein inspirou Psicose, O Massacre da Serra Elétrica e O Silêncio dos Inocentes, transformando horror real em entretenimento.

Essa guinada, segundo entrevista de Murphy à Netflix, substituiu uma ideia inicial com Metcalf reaparecendo como fantasma. A escolha enfatiza o legado: Gein não é só vítima de Augusta, mas co-criador de um arquétipo que assombra Hollywood.

Temas centrais: Quem é o verdadeiro monstro?

Monstro: A História de Ed Gein questiona a natureza do mal. É Gein, com sua esquizofrenia não diagnosticada, o vilão? Ou a sociedade rural que o isolou, ignorando sinais? A série critica o voyeurismo midiático, similar a Dahmer, onde crimes viram espetáculo. Hunnam, em entrevista, reflete: “Ed era um rapaz quebrado, moldado por abuso, mas escolheu o caminho da loucura”. Metcalf adiciona camadas à Augusta, retratada não como pura maldade, mas como produto de fanatismo religioso.

Comparada às temporadas anteriores, esta explora o “monstro vizinho” – o perigo cotidiano. Enquanto os Menendez culpam pais abusivos, e Dahmer nega empatia, Gein mistura delírio com astúcia. O final reforça: o maior horror é como histórias como a dele alimentam ciclos de fascínio, inspirando novos crimes.

Por que assistir Monstro: A História de Ed Gein na Netflix?

Disponível globalmente desde hoje, esta temporada eleva a antologia com horror psicológico afiado. Fãs de true crime encontrarão fatos precisos misturados a drama, mas alertamos: cenas de necrofilia são gráficas. Se Dahmer chocou com canibalismo, Gein assusta pela proximidade – ele era o fazendeiro quieto da vizinhança.

O final deixa um gancho sutil para futuras temporadas, talvez explorando inspirados como Bundy. Com críticas iniciais positivas (85% no Rotten Tomatoes), é essencial para quem ama o gênero. Assista na Netflix e debata: Gein nasceu monstro ou foi criado como um? Compartilhe nos comentários sua visão.

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Magui Schneider
Magui Schneider

Como Editora-Chefe do Séries Por Elas, Magdalena (Magui) é responsável pela curadoria e tom editorial do portal. Magui traz um diferencial único: sua formação como Psicóloga (CRP-RS 07/27539). Ela utiliza sua expertise no comportamento humano para enriquecer as críticas de cinema e TV, oferecendo uma visão analítica e humana sobre o desenvolvimento de personagens e tramas.

Especialista em narrativas de drama, romance e comédia, a ‘Little Monster’ fã declarada da Lady Gaga, traduz sua visão profissional em análises que conectam o público às emoções das telas. É ela quem garante que, aqui, a paixão de fã e a análise séria andem de mãos dadas.

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