Home Girl Power! 5 séries criadas e protagonizadas por mulheres para você começar agora!
5 séries criadas e protagonizadas por mulheres para você começar agora!

5 séries criadas e protagonizadas por mulheres para você começar agora!

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Nesta semana da mulher, de 1º a 8 de março, portais nerds feministas se juntaram em uma ação coletiva para discutir de temas pertinentes à data e à cultura pop, trazendo análises, resenhas, entrevistas e críticas que tragam novas e instigantes reflexões e visões. São eles: Collant Sem Decote, Delirium Nerd, Ideias em Roxo, Lótus Power, Momentum Saga, Nó de Oito, Preta, Nerd & Burning Hell, Prosa Livre, Psicologia e Cultura Pop.

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Muitas séries atuais contam com personagens femininas fortes, donas de si e cheias de poder. Mas quando se trata de números, ainda temos muito a melhorar em relação à representatividade na frente e atrás das telinhas. Uma pesquisa realizada pelo Center for the Study of The Women in Television and Film e divulgada no ano passado revelou que apenas 39% das personagens femininas em programas de TV possuem falas. Isso mesmo, p.o.s.s.u.e.m.  f.a.l.a.s!

Outro número pra lá de revoltante é que os homens tem duas vezes mais probabilidade de serem retratados como líderes nas telinhas. Na temporada 2015-2016, apenas 26% das posições atrás das telas (criação, direção, produção, produção executiva, edição e mais) foram preenchidas por mulheres e esse número cresce a passos de tartaruga (na temporada 2014-2015 ele era de 25%).

Esses dados evidenciam um fato: como a maioria das séries de TV são criadas, roteirizadas e produzidas por homens, nada mais natural do que ter uma representatividade feminina falha, não é mesmo? Algumas mulheres maravilhosas, entretanto, vão além: além de conseguirem transpor as barreiras e emplacar suas criações seriadas na TV ainda as protagonizam.

Para elas, além de todo o nosso amorzinho e devoção, queremos dar cada vez mais ibope e publicidade. Então que tal começar a assistir uma série dessa listinha maravilhosa agora mesmo?

Confira:

Girls

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Girls acompanha a vida de quatro jovens mulheres mostrando as dificuldades típicas desta etapa da vida de forma realista e incrível. Sem falso moralismo, a série aborda questões como relacionamentos amorosos, autoestima, carreira, amizade e empoderamento feminino de uma forma tão legal que a identificação é quase imediata. É claro que uma maravilha dessa só poderia ser criada por uma mulher maravilhosa, né? Neste caso, estamos falando de Lena Dunham que, além de interpretar Hannah (a protagonista), é criadora, produtora e escritora da série. Apaixone-se por Jessa, Marnie, Shoshanna e Hannah e coloque Girls na sua listinha de séries para ver urgentemente!

Chewing Gum

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Chewing Gum é sobre Tracery:  uma mulher, negra e periférica lidando com suas questões e buscando descobrir quem ela é de verdade. A série acerta ao discutir religião e suas extremidades; ao mostrar a ingenuidade em sua nuance mais profunda; ao mostrar relacionamento inter-racial; acerta quando humaniza todos os personagens – dos mais normais aos mais estranhos. Michaela Coel, criadora e protagonista do show, é uma poetisa britânica, cantora, compositora, dramaturga e atriz premiada. Ufa, respira! Quer mais um motivo para começar a ver Chewing Gum agora? A primeira temporada está disponível na Netflix. Falamos um pouco mais sobre a série no texto “Chewing Gum: protagonismo feminino, autenticidade e muito humor

Insecure

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Sabe aquele casamento perfeito entre a proposta e a execução? Então… a série conta com humor a amizade, os problemas amorosos e profissionais de duas jovens mulheres negras: Issa, interpretada pela própria Issa Rae, e Molly, interpretada por Yvonne Orji. Talvez seja esse mesmo o seu diferencial: esse “quê” de autobiografia que consegue, de fato, deixar a trama verdadeira e gera uma empatia quase imediata pelas personagens principais. Inspirada na websérie “The Misadventures of Awkward Black Girl“, Insecure é engraçada e dramática na medida certa. Abrange com consistência a temática da mulher negra, evidenciando suas lutas, opressões diárias e altos e baixos da vida. Tudo com humor inteligente e extremamente bem construído.

Broad City

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Se você nunca ouviu falar em Broad City apenas largue o que tiver fazendo neste momento e corra para o primeiro episódio da primeira temporada, faça uma maratona, volte aqui, obrigada, de nada.  Abbi Jacobson e Ilana Glazer, as protagonistas da série, começaram a fazer Broad City como uma web série de 2009 até 20011 e são elas que criam as piadas, o roteiro, a maioria dos episódios e por isso é um grande orgulho pro público feminino e feminista. A representatividade é absurda porque o tema central principal é a amizade super crua e orgânica entre as duas personagens principais (que são elas mesmas inclusive com o mesmo nome) que têm uma química incrível. O empoderamento pessoal acaba sendo o reflexo de todas as histórias megalomaníacas em que as personagens se envolvem em cada episódio. Aposto que você quer começar agora, né? Falamos um pouco mais sobre a série no texto “Você precisa conhecer Broad City! YAAAAS KWEEEN” e sobre a websérie no texto “Amizade, empoderamento feminino e muito humor: por que você precisa assistir a websérie Broad City agora!“.

The Mindy Project

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The Mindy Project é uma série de comédia romântica criada e protagonizada por Mindy Kaling (The Office) que retrata a vida de uma médica genecologista atrapalhada que ama assistir filmes românticos e sonha em conhecer o homem ideal. Engraçada e politicamente incorreta, Mindy Lahiri está determinada a ser mais pontual, gastar menos, perder peso e ler mais. Ao acreditar que tudo isso vai lhe trazer o homem dos sonhos (e ao ter isso como finalidade central), de todas as séries que citamos Mindy pode facilmente ser a “menos” empoderada de todas, mas a verdade é que acompanhar a rotina dessa mulher não-branca  é uma delícia e, em certa medida, um alerta em relação ao estilo de vida “mulher solteira à procura”.

Curtiu a listinha? Deixamos alguma série importante de fora? Conta pra gente aí nos comentários o que você achou do texto, tá bem? Então tá bem!

Carolina Maria Jornalista, feminista-esquerdista-bolivariana, cegamente apaixonada por alguns personagens de seriados e sonhadora convicta. Aprendeu com as séries a importância da representatividade e nunca mais quis parar de falar sobre isso.

Comment(1)

  1. O piloto de Insecure, pra mim, foi um exemplo de como uma única cena (Issa humilhando a amiga com aquele rap) pode destruir toda uma série. Eu estava começando a me interessar pelas dramédias pessoais das protagonistas até que Issa, por insegurança ou sei lá o quê, apronta uma daquelas com Molly e depois vem com jeito de sonsa pedir perdão. Não tem segunda chance.
    Espero que Chewing Gum não tenha dessas “presepadas”. Devo arriscar ver o piloto?
    Abs.

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