Crítica de Tron: Ares | Vale a Pena Assistir o Filme?

Tron: Ares, lançado em 9 de outubro de 2025, marca o retorno da franquia Tron após 15 anos. Dirigido por Joachim Rønning e estrelado por Jared Leto, o filme de 1h59min mistura ação e ficção científica em um mundo digital. Com Greta Lee e Evan Peters no elenco, a trama explora o cruzamento entre o real e o virtual. Mas o terceiro capítulo da saga convence? Abaixo, analiso o filme com foco em enredo, atuações e produção. Esta versão concisa resume os essenciais, sem rodeios.

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Premissa que mistura nostalgia e inovação

A história segue Ares (Jared Leto), um programa avançado do Grid, o mundo digital da franquia. Enviado por Julian Dillinger (Evan Peters), neto do vilão original, Ares invade o mundo real para recuperar um código de permanência roubado pela rival Encom. Lá, ele alia-se a Eve Kim (Greta Lee), CEO da Encom, que usa o código para criar vida orgânica a partir do digital.

A premissa atualiza o lore de Tron, trocando o foco em humanos digitais por IA benevolente. Rønning, de Piratas do Caribe, injeta urgência com missões de alto risco. No entanto, o roteiro de Jesse Wigutow cai em exposições didáticas, explicando o universo para novatos. O conflito central, entre IA como arma ou salvação, ecoa debates atuais, mas perde força em reviravoltas previsíveis.

Elenco forte, mas personagens rasos

Jared Leto incorpora Ares com intensidade robótica, alternando entre guerreiro impassível e ser curioso. Seu visual, com barba escura e HUD cibernético, impressiona, mas o ator reduz a humanidade ao mínimo, tornando-o unidimensional. Greta Lee, como Eve, traz nuance à visionária ética, defendendo a IA como força positiva. Sua aliança com Ares gera faíscas, mas o arco dela é subdesenvolvido.

Evan Peters, como o megalomaníaco Julian, rouba cenas com carisma vilanesco, evocando o avô de 1982. Gillian Anderson, como sua mãe, oferece um tapa icônico em uma cena analógica. Jeff Bridges reaparece em cameo etéreo, ligando ao legado. O elenco brilha em interações, mas diálogos fracos limitam o impacto emocional.

Visuais deslumbrantes e ação imersiva

Rønning prioriza espetáculo. Os efeitos visuais, em IMAX 3D, recriam o Grid com neon vibrante e light cycles redesenhados. Sequências de perseguição, como Ares em um surf-speeder, fluem com coreografia precisa. Transições entre mundos – zoom em telas para o digital – inovam, borrando real e virtual.

A trilha sonora, com Daft Punk ausente, usa eletrônica hipnótica que ofusca falhas narrativas. Fechar os olhos vira um concerto, como notado por críticos. A ação é sólida, com batalhas aéreas e tanques voadores. Porém, o orçamento alto (estimado em US$ 150 milhões) não salva o ritmo irregular, com montagens que aceleram demais.

Pontos fortes e fraquezas evidentes

Os visuais neon e a ação são imbatíveis em tela grande. A ideia de IA benevolente refresca o tema, e cameos como Bridges adicionam emoção. A produção Disney polida garante diversão visual.

Fraquezas incluem roteiro incoerente, com plot holes em viagens digitais. Personagens secundários, como Athena (Jodie Turner-Smith), são esquecíveis. O tom oscila entre sério e piegas, e o final, com reviravoltas, parece forçado. Críticos como IGN e Guardian chamam de “entediado” e “desnecessário”.

Vale a pena o ingresso?

  • Nota: 5/10.

Tron: Ares diverte em IMAX, com ação e som que cativam. Fãs da franquia perdoam falhas por nostalgia. Para novatos, é um espetáculo vazio. Assista se ama sci-fi visual; pule se busca trama profunda. Uma sessão basta.

Tron: Ares brilha em efeitos, mas tropeça em história. Leto e Lee elevam o material, mas Rønning prioriza espetáculo sobre substância.

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Magui Schneider
Magui Schneider

Como Editora-Chefe do Séries Por Elas, Magdalena (Magui) é responsável pela curadoria e tom editorial do portal. Magui traz um diferencial único: sua formação como Psicóloga (CRP-RS 07/27539). Ela utiliza sua expertise no comportamento humano para enriquecer as críticas de cinema e TV, oferecendo uma visão analítica e humana sobre o desenvolvimento de personagens e tramas.

Especialista em narrativas de drama, romance e comédia, a ‘Little Monster’ fã declarada da Lady Gaga, traduz sua visão profissional em análises que conectam o público às emoções das telas. É ela quem garante que, aqui, a paixão de fã e a análise séria andem de mãos dadas.

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