Crimes na Madrugada (2017), dirigido por Baran bo Odar, é um thriller de ação que tenta reviver o espírito de remakes hollywoodianos dos anos 90. Com Jamie Foxx no centro da trama, o filme segue um policial corrupto em uma corrida contra o tempo para salvar seu filho sequestrado. Lançado diretamente em DVD em 29 de agosto de 2017, com duração de 1h35min, ele mistura tiroteios e perseguições em um enredo familiar. Disponível na Amazon Prime Video e Netflix, ou para alugar na Apple TV e Google Play Filmes e TV, o longa adapta o francês Nuit Blanche. Mas será que supera os clichês do gênero? Nesta análise, destrinchamos os acertos e falhas para você decidir.
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Premissa agitada, mas previsível
A história gira em torno de Vincent Downs (Jamie Foxx), um detetive de Las Vegas que, ao lado do parceiro Sean (Tip “T.I.” Harris), rouba uma carga de drogas de um cartel. O plano dá errado quando o filho adolescente de Vincent, DJ, é sequestrado por Stan (Scoot McNairy), um traficante vingativo. Enquanto o xerife Jennifer Bryant (Michelle Monaghan) pressiona por respostas, Vincent invade cassinos e becos escuros para recuperar a mercadoria e salvar o garoto.
O roteiro de Andrea Berloff, inspirado no original francês, promete tensão non-stop. A corrida contra o tempo, com o sequestro como estopim, cria urgência inicial. No entanto, o enredo cai em armadilhas comuns: reviravoltas óbvias e diálogos forçados. Como notado no Omelete, a trama avança sem surpresas, com Vincent resolvendo enigmas de forma conveniente. O foco no submundo de drogas e corrupção é superficial, priorizando ação sobre profundidade emocional.
Elenco talentoso desperdiçado
Jamie Foxx carrega o filme com sua intensidade habitual. Como Vincent, ele transita entre desespero paternal e fúria implacável, ecoando papéis em Django Livre. Sua química com o filho, interpretado por Octavius J. Johnson, adiciona toques humanos raros. Michelle Monaghan, como a detetive Bryant, tenta injetar empatia, mas seu personagem oscila entre aliada relutante e entrave burocrático, sem brilho.
Dermot Mulroney surge como o chefe do cartel, um vilão genérico que depende de olhares ameaçadores. Scoot McNairy, como Stan, rouba cenas com uma loucura contida, mas o roteiro o reduz a estereótipo. O elenco de apoio, incluindo David Harbour como um oficial corrupto, esforça-se, mas os arcos são rasos. Críticas no AdoroCinema destacam que, apesar do talento, as atuações soam contidas, limitadas por um script que prioriza explosões sobre desenvolvimento.
Direção eficiente em sequências de ação
Baran bo Odar, conhecido por Dark, traz um visual polido a Crimes na Madrugada. A fotografia noturna captura o neon de Las Vegas, com perseguições de carro que lembram Drive. As cenas de luta, especialmente uma em um cassino, são coreografadas com precisão, usando o espaço confinado para tensão. O ritmo de 95 minutos evita pausas desnecessárias, zumbindo como um motor sobrecarregado.
Contudo, a direção falha na sutileza. Transições abruptas e edições aceleradas mascaram furos no enredo, como alianças improváveis. A trilha sonora eletrônica amplifica a adrenalina, mas soa genérica. Como apontado no Cinema com Rapadura, o filme entrega “tiros, porrada e farinha” sem inovação, transformando um thriller promissor em entretenimento descartável.
Pontos fortes e limitações evidentes
Os acertos incluem sequências de ação bem executadas e o carisma de Foxx, que mantém o espectador grudado. O cenário de Las Vegas adiciona brilho visual, e o tema de redenção paternal ressoa em momentos tocantes. Com duração curta, é ideal para uma sessão rápida.
As limitações dominam: enredo previsível, vilões caricatos e falta de tensão real. Diálogos como “Eu vou pegar meu filho de volta” soam clichês, e o final, com uma reviravolta forçada, decepciona. Avaliações no IMDb (5.2/10) e AdoroCinema reforçam: é “assistível, mas não memorável”. A produção de baixo orçamento transparece em cenários repetitivos, e a ausência de surpresas torna o clímax anticlimático.
Vale a pena assistir Crimes na Madrugada?
Crimes na Madrugada diverte quem busca ação descompromissada. Com Foxx no comando, as perseguições e lutas entretêm por 95 minutos, sem pretensões. Disponível em streaming, é uma opção para noites preguiçosas na Netflix ou Prime Video. No entanto, fãs de thrillers sofisticados acharão superficial, como alertam resenhas no Canaltech.
Se você curte remakes rápidos ou o estilo de Foxx em papéis intensos, dê uma chance. Para narrativas mais profundas, opte por Sicario ou o original francês. Em escala de 1 a 10, dou 5: mediano, com picos de adrenalina, mas vales de tédio. Assista se o tédio bater, mas não espere insônia de empolgação.
Crimes na Madrugada é um thriller que acerta na dose de ação, mas erra na substância. Baran bo Odar entrega visuais noturnos cativantes, e Jamie Foxx segura a barra com garra paternal. Ainda assim, o roteiro genérico e o tom previsível o condenam a esquecimento. Em um catálogo lotado de 2025, ele serve como filler, não como destaque. Para uma maratona de ação leve, vale o play. Caso busque inovação, mude de canal – o sono pode vir antes do fim.
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