Crítica de As Trapaceiras: Vale A Pena Assistir o Filme?

As Trapaceiras (2019), dirigido por Chris Addison, é uma comédia de reviravoltas que tenta atualizar um clássico com toques feministas. Com Anne Hathaway e Rebel Wilson no centro, o filme segue duas golpistas rivais em uma disputa por presas ricas na Riviera Francesa. Lançado em 25 de julho de 2019, com 1h34min de duração, ele chega à Netflix e Amazon Prime Video, além de opções de aluguel na Apple TV, Google Play e YouTube. Mas, em 2025, com o catálogo lotado de comédias afiadas, a produção ainda diverte? Nesta análise, desmontamos os acertos e falhas para decidir se vale o play.
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Premissa reciclada sem frescor
A trama gira em torno de Josephine (Anne Hathaway), uma vigarista sofisticada, e Penny (Rebel Wilson), uma trapaceira atrapalhada. Elas se encontram em Beau Lorraine, onde Josephine caça milionários com charme e Penny atrai vítimas com palhaçadas. Uma aposta surge: quem golpear primeiro um herdeiro inocente (Alex Sharp) ganha o território. O roteiro, de Jac Schaeffer e Stanley Shapiro, promete empoderamento feminino – mulheres explorando a ingenuidade masculina –, mas cai em fórmulas previsíveis.
O filme abre com energia, zombando de estereótipos de gênero. Penny invade um trem de luxo para roubar, enquanto Josephine seduz em iates. No entanto, o meio arrasta com esquemas repetitivos: disfarces, perseguições e diálogos forçados. A crítica inicial de machismo vira autoajuda superficial, sem explorar as desigualdades reais. Críticos como os do Rotten Tomatoes (13% de aprovação) notam que o twist feminista adiciona pouco além de trocas de papéis. Em 94 minutos, o ritmo acelera no final, mas o desfecho é anticlimático, deixando um gosto de déjà-vu.
Elenco carismático, química ausente
Anne Hathaway brilha como Josephine, alternando elegância e cinismo com sotaques falsos e olhares afiados. Sua transição de Cinderela para vilã é divertida, ecoando papéis em O Diabo Veste Prada. Rebel Wilson, como Penny, entrega o esperado: quedas cômicas e one-liners autodepreciativos. Sua energia caótica contrasta com a polidez de Hathaway, criando momentos isolados de faísca.
Alex Sharp, como o nerd Thomas, serve de alívio cômico ingênuo, mas fica preso ao estereótipo do bonzinho. O elenco secundário, com Tim Blake Nelson como um rival trapaceiro, adiciona cor, mas não salva o todo. O problema central: falta química entre as protagonistas. Elas parecem atuar em filmes separados, como aponta Roger Ebert, que elogia o compromisso individual, mas lamenta a ausência de groove. No IMDb (nota 5.5/10), espectadores dividem-se: fãs de Wilson acham graça nas palhaçadas, mas outros sentem desconforto com piadas de peso e aparência.
Direção leve, mas sem punch
Chris Addison, em sua estreia no cinema após séries como The Thick of It, opta por um tom leve e visualmente chamativo. A fotografia captura a Riviera com tons pastel e locações glamorosas – cassinos, hotéis e praias que evocam sofisticação europeia. Cenas de golpismo, como uma falsa ópera ou um leilão fraudulento, têm timing cômico preciso, com edição rápida que mantém o fluxo.
Ainda assim, a direção peca pela timidez. Addison não arrisca sátira afiada, preferindo gags físicas a comentários sociais. O som, com trilha upbeat, reforça a vibe de feriado, mas diálogos ecoam vazios, como critica o Common Sense Media, que acusa o filme de regredir a clichês de “mulheres rivais” e “piadas gordas”. Em 2019, isso já soava datado; em 2025, parece relicário de uma era pré-#MeToo plena. O orçamento de US$ 24 milhões rende polimento, mas não inovação.
Pontos fortes em meio ao caos
Nem tudo falha. Hathaway e Wilson, isoladas, roubam cenas: uma simula cegueira para extorquir, outra finge ser uma influenciadora falida. Esses bits destacam o talento delas para comédia física e verbal. A mensagem inicial – mulheres superando subestimação masculina – ressoa, mesmo diluída. Visualmente, o filme é um cartão-postal da França, ideal para uma sessão leve.
Críticas como a do NY Times elogiam a replicação fiel, mas questionam a necessidade. O Common Sense Media alerta pais: piadas de body-shaming e rivalidade feminina não envelhecem bem, recomendando 13+ com ressalvas. Em 2025, com comédias como Barbie redefinindo empoderamento, As Trapaceiras parece um passo lateral, divertido mas inofensivo.
Vale a pena assistir As Trapaceiras?
As Trapaceiras divide opiniões: 13% no Rotten Tomatoes reflete o desdém crítico, mas audiências no RT (55%) acham graça na bobagem. Se você busca uma comédia brain-off para uma noite chuvosa, sim – Hathaway e Wilson valem o tempo curto. Disponível na Netflix ou Prime, é acessível para um binge rápido.
No entanto, se prefere humor inteligente ou atual, pule. O filme decepciona fãs de originais e decepciona expectativas feministas. Em um catálogo rico, é filler: risos esporádicos, mas esquecível. Alugue só se Wilson for sua crush cômica; caso contrário, opte por Ocean’s 8 para golpismo girl power de verdade.
As Trapaceiras tenta reviver um clássico com estrelas carismáticas, mas tropeça em reciclagem preguiçosa e tom inconsistente. Hathaway e Wilson brilham em flashes, mas sem química ou inovação, o resultado é uma comédia morna. Em 94 minutos, diverte superficialmente, mas não marca. Para 2025, vale como curiosidade nostálgica na Netflix ou Prime – assista se quiser leveza, mas não espere ouro. Uma refilmagem que trapaceia o potencial, deixando-nos com migalhas de riso.
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