As Trapaceiras, Final Explicado: Quem Dá o Golpe Em Quem?

Lançado em 25 de julho de 2019, As Trapaceiras continua a divertir plateias com sua mistura de comédia escrachada e golpes engenhosos. Dirigido por Chris Addison e roteirizado por Jac Schaeffer e Stanley Shapiro – este último inspirado no clássico Os Trapaceiros de 1964 –, o filme de 1h 34min é um remake feminista de Dirty Rotten Scoundrels. Anne Hathaway brilha como a elegante Josephine Chesterfield, ao lado de Rebel Wilson como a atrapalhada Penny Rust, e Alex Sharp como o ingênuo Thomas Westerburg. Aqui, dissecamos a trama, o clímax hilário e o desfecho surpreendente. Atenção: spoilers completos para quem ainda não assistiu!
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Resumo de As Trapaceiras
A história abre com Penny Rust, uma vigarista australiana de baixa extração, aplicando um golpe tosco em um bar: ela finge ser a irmã desesperada de uma mulher para extorquir dinheiro de um ricaço. Acuada pela polícia, ela foge para a Riviera Francesa, sonhando com alvos milionários. Lá, cruza com Josephine Chesterfield, uma con artist britânica sofisticada que reina em Beaumont-sur-Mer, enganando playboys com charme e disfarces impecáveis. Josephine, ajudada pelo inspetor de polícia Brigitte (Ingrid Oliver) e seu cúmplice Albert (Nicholas Woodeson), rouba joias de um dinamarquês casado, mas logo percebe Penny como ameaça.
A dupla inicia uma rivalidade cômica. Josephine engana Penny, mandando-a para o lugar errado e até para a prisão, mas acaba resgatando-a ao ver potencial na novata. Penny implora lições de maestria, e Josephine aceita – desde que Penny prove valor. Elas executam o golpe “O Senhor dos Anéis”: Josephine atrai noivos ricos, faz-os propor casamento e rouba os anéis, com Penny como “fantasma” para espantar as vítimas.
O esquema rende fortunas, mas Josephine nega a parte de Penny, acendendo a faísca da traição. Desconfiada de que Josephine é a lendária “Medusa” – uma trapaceira mítica que sumiu com milhões –, Penny declara guerra. Elas apostam: quem roubar primeiro US$ 500 mil de um milionário fica com o território. O alvo? Thomas Westerburg, um nerd desajeitado criando um app de queimação de fotos.
A competição vira circo. Penny finge cegueira para conquistar a pena de Thomas, que perdeu a avó para a mesma doença. Josephine se infiltra como oftalmologista, aplicando “testes” sádicos em Penny. No cassino e em boates, as rivais sabotam uma à outra com disfarces absurdos e armadilhas. Penny, aos poucos, se apaixona de verdade por Thomas, complicando o plano. O filme equilibra piadas físicas de Wilson com o timing impecável de Hathaway, satirizando o mundo dos ricos enquanto explora amizade improvável entre classes sociais opostas.
A Competição pelo Coração – e pelo Bolso – de Thomas
O miolo da trama ferve na caçada a Thomas. Penny, com maquiagem exagerada e bengala, cativa o rapaz ao contar histórias lacrimosas sobre sua “cegueira”. Ele, tocado pela semelhança com a avó, banca cirurgias falsas e jantares românticos. Josephine contra-ataca como “Dra. Emily Smith”, uma cirurgiã plástica que “examina” Penny com agulhas e lasers cômicos, prometendo curá-la para ganhar a confiança de Thomas. A tensão escala quando Penny tenta sabotar Josephine em uma suíte de hotel, colando a mão na parede com supercola – só para ser flagrada por Thomas, que interpreta o “milagre” como sucesso da operação.
Enquanto isso, Josephine seduz Thomas com jantar à luz de velas, mas ele resiste, mantendo tudo profissional. Penny, consumida por ciúmes reais, confessa a Josephine: “Estou me apaixonando por ele de verdade”. A mentora, cínica, eleva a aposta: agora, é sobre conquistar o coração de Thomas, não só o dinheiro. No dia seguinte, Josephine expõe a farsa da cegueira de Penny, virando o jogo. Thomas, magoado, vai embora, mas não sem pagar pela “cura” de Penny – US$ 500 mil que ela entrega a ele para o app. Josephine, fingindo vitória, investe a mesma quantia em Thomas, achando que ele é o bilionário perfeito para sugar.
Essas cenas capturam o humor negro do filme: os golpes são criativos, mas as emoções genuínas de Penny humanizam o caos. Addison filma com ritmo frenético, usando locações glamorosas da França para contrastar o absurdo das trapaceiras. A rivalidade evolui para cumplicidade relutante, questionando se o mundo dos cons permite laços reais.
O Golpe Final: A Virada de Thomas e a Revelação de Medusa
O clímax explode no aeroporto. Penny descobre que Thomas não é rico – seu app é um sonho frágil, e o dinheiro foi para salvá-lo. Devastada, ela o vê partir no jato particular. Josephine, triunfante, persegue o avião e exige o dinheiro de volta, só para Thomas revelar a bomba: ele as enganou. O “nerd inocente” era uma fachada; Thomas Westerburg é o novo Medusa, herdeiro da lenda que Josephine tanto temia. Sua avó original era a trapaceira mítica, e ele usou as duas para financiar o app YaBurnt, que viraliza e rende US$ 6 milhões.
Por texto, Thomas confessa: “Meus sentimentos por você eram reais, Penny”. Josephine, furiosa, expulsa a parceira, mas a solidão a faz repensar. Duas semanas depois, Penny parte com o dinheiro do “Senhor dos Anéis”, que Josephine libera por pena. O destino intervém: Thomas reaparece durante um golpe natalino contra turistas, incluindo as duas. Elas o confrontam com uma arma de água – e US$ 2 milhões em jogo. Após negociações tensas, Thomas propõe: “Nós três formaríamos uma equipe imbatível”. Relutantes, Josephine e Penny aceitam, selando uma aliança improvável.
O desfecho é puro feel-good cômico: a dupla, agora trio, aplica um golpe perfeito no Natal, roubando um magnata (Rob Delaney) disfarçado de Papai Noel. Penny e Thomas se beijam, enquanto Josephine rola os olhos, mas sorri. Elas navegam em um iate ao pôr do sol, prontas para mais aventuras. Addison fecha com otimismo, transformando rivais em família disfuncional.
Cena Pós-Créditos e o Significado do Final
A cena pós-créditos é um deleite para fãs de referências. Josephine e Penny reaparecem em um dos golpes iniciais do “Senhor dos Anéis”, fingindo ser personagens de O Senhor dos Anéis para roubar um anel de noivado. Elas piscam para a câmera, confirmando que os cons continuam – agora com mais sofisticação e cumplicidade. É um aceno leve ao remake original, reforçando que as trapaceiras evoluíram, mas o jogo nunca acaba.
As Trapaceiras usa o golpe final de Thomas para subverter expectativas: em um mundo de mentirosos, a honestidade emocional vence. Medusa não é vilã isolada, mas legado familiar, ecoando temas de herança e reinvenção. Penny, a “outsider”, ganha agência ao priorizar amor sobre ganância, enquanto Josephine aprende vulnerabilidade. O trio simboliza empoderamento feminino – e masculino, no caso de Thomas –, criticando sutilmente o machismo dos alvos ricos.
O final otimista critica o cinismo das comédias de golpe: laços reais superam esquemas. Schaeffer injeta feminismo leve, mas evita pregação, focando no humor. Em 2025, com debates sobre relacionamentos fluidos, o filme ressoa como lição: traições constroem pontes, não muros.
Qual golpe mais riu você: a cegueira falsa ou a sedução falha? Compartilhe nos comentários. Em dezembro de 2025, As Trapaceiras lembra: o melhor golpe é o do coração.
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