Crítica de Acertando o Tom: Vale A Pena Assistir o Filme?

Acertando o Tom (2023), dirigido por Tina Gordon, é um musical dramático que mistura aspirações musicais com mensagens de fé e amizade. Estrelado por Chloe Bailey como Sam, uma jovem talentosa forçada a se juntar a um coro gospel em Atlanta, o filme chega como uma versão gospel de Pitch Perfect. Lançado em 11 de julho de 2023 no Telecine, ele está disponível para alugar na Apple TV, Amazon Prime Video, Google Play Filmes e YouTube. Com elenco jovem e trilha sonora vibrante, promete diversão leve. Mas entrega algo além do óbvio? Nesta análise, destrinchamos acertos e falhas para guiar sua escolha.

Premissa cativante, mas formulaica

Sam Watson, interpretada por Chloe Bailey, sonha em se tornar uma estrela pop. Após problemas familiares, ela se muda para Atlanta e é obrigada a integrar o coro gospel de uma igreja local, liderado pela estrita Dayan. O grupo, subestimado, se prepara para o concurso nacional de corais, enfrentando rivalidades e dilemas pessoais. O roteiro, assinado por Tina Gordon e Brandon Broussard, equilibra humor, romance e drama espiritual.

A história ressoa com temas universais: superação, identidade e o poder da música. A fusão de gospel com batidas modernas, incluindo faixas originais, injeta energia fresca. No entanto, a narrativa segue um molde previsível. Twists como traições no coro ou romances adolescentes ecoam comédias musicais genéricas. Sem inovações, o filme perde fôlego no terceiro ato, onde o foco em lições morais ofusca o ritmo. Ainda assim, para fãs de feel-good movies, a jornada de Sam inspira sem ser piegas.

Elenco jovem e carismático

Chloe Bailey brilha como Sam, exibindo carisma vocal e presença de tela. Sua transição de aspirante pop para coral gospel convence, destacando vulnerabilidade e determinação. Anjelika Washington complementa como Destiny, a amiga leal e cética, formando um duo dinâmico que carrega cenas cômicas e emocionais. Quavo, do Migos, surge como o interesse romântico, Aaron, trazendo autenticidade ao papel de mentor musical.

O elenco de apoio, incluindo Mary J. Blige como a mentora Dayan e Koryn Hawthorne em números musicais, adiciona peso. Blige, ícone do R&B, eleva diálogos sobre fé e ambição. Contudo, personagens secundários, como rivais do coro, ficam rasos, servindo apenas como obstáculos. A química geral sustenta o filme, mas faltam camadas para além da superfície feel-good.

Direção energética com toques inspiracionais

Tina Gordon, conhecida por A Little Something for Your Birthday, dirige com vitalidade. A fotografia captura as ruas vibrantes de Atlanta, contrastando o caos urbano com a serenidade da igreja. Coreografias de corais, filmadas em takes longos, destacam a energia coletiva. A trilha sonora, com produções de Dr. Dre e composições gospel modernas, é o coração pulsante, misturando hinos tradicionais a beats pop.

Gordon infunde mensagens de autoaceitação e comunidade sem forçar sermões. Cenas de ensaios noturnos evocam paixão genuína pela música. No entanto, o tom oscila: momentos hilários cedem a lições espirituais abruptas, diluindo o suspense do concurso. Com duração de 111 minutos, o filme mantém o ritmo, mas poderia cortar subtramas românticas para apertar o foco. É uma estreia sólida para Bailey, provando seu potencial em musicais.

Pontos fortes e limitações

Os acertos residem na música e no elenco. Faixas como “Praise Him” e “No Matter What” impulsionam cenas, com vocais de Bailey rivalizando profissionais. O humor, em sketches de ensaios desastrosos, diverte sem ofender. A representação positiva da comunidade gospel atrai famílias, promovendo inclusão.

Limitações surgem na previsibilidade: o arco de redenção de Sam segue o manual de underdog. Diálogos expositivos sobre fé soam didáticos, e o romance com Quavo carece de química. Produzido por Will Packer, o orçamento reflete em coreografias polidas, mas cenários repetitivos limitam a imersão. No geral, é inofensivo, mas não inovador.

Vale a pena assistir Acertando o Tom?

Acertando o Tom diverte em uma tarde chuvosa, especialmente para fãs de Chloe Bailey ou musicais inspiracionais. Com 85% de aprovação do público no Rotten Tomatoes, ele cativa quem busca positividade. Assista se curte corais energéticos e mensagens de superação; evite se prefere narrativas complexas.

Alugue na Amazon Prime ou Apple TV por R$ 14,90. É uma sessão uplifting, perfeita para teens e famílias. Não redefine o gênero, mas entrega sorrisos e canções memoráveis. Em 2025, com Bailey em ascensão, revisitar vale pelo talento emergente.

Acertando o Tom é um musical feel-good que celebra a música gospel com entusiasmo. Chloe Bailey lidera com brilho, e a trilha sonora eleva o pacote. Apesar de clichês e ritmo irregular, sua energia contagia. Ideal para quem quer leveza, é uma adição simpática ao streaming. Assista e sinta o ritmo – pode ser o tom certo para seu dia.

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Magui Schneider
Magui Schneider

Como Editora-Chefe do Séries Por Elas, Magdalena (Magui) é responsável pela curadoria e tom editorial do portal. Magui traz um diferencial único: sua formação como Psicóloga (CRP-RS 07/27539). Ela utiliza sua expertise no comportamento humano para enriquecer as críticas de cinema e TV, oferecendo uma visão analítica e humana sobre o desenvolvimento de personagens e tramas.

Especialista em narrativas de drama, romance e comédia, a ‘Little Monster’ fã declarada da Lady Gaga, traduz sua visão profissional em análises que conectam o público às emoções das telas. É ela quem garante que, aqui, a paixão de fã e a análise séria andem de mãos dadas.

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