O filme Casa Gucci (2021), dirigido por Ridley Scott, reviveu o escândalo que abalou a moda italiana. Lady Gaga interpreta Patrizia Reggiani, a “Viúva Negra” que orquestrou o assassinato do ex-marido, Maurizio Gucci, herdeiro da icônica marca. Aos 75 anos em 2025, Patrizia vive uma rotina isolada em Milão. Presa em 1997 por homicídio e outros crimes, ela cumpriu 18 anos de pena, reduzida por transtorno de personalidade narcisista. Solta em outubro de 2016, recusa-se a trabalhar formalmente: “Nunca trabalhei na vida e não pretendo começar agora”. Este artigo rastreia sua vida pós-prisão. Baseado em relatos de 2016-2021, ligamos o passado ao presente: de mesadas milionárias a filhas distantes e rivalidade com Gaga.
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O Crime que Inspirou Casa Gucci
Patrizia Reggiani, nascida em 1954, casou com Maurizio Gucci em 1972. A união rendeu luxos: viagens, joias e uma pensão anual de £600 mil após o divórcio em 1991. Mas o ódio cresceu. Maurizio planejava casar com Paola Franchi, o que cortaria sua mesada pela metade – para ela, “uma tigela de lentilhas”. Em 27 de março de 1995, ele foi morto a tiros em Milão, aos 46 anos. Patrizia pagou £250 mil a pistoleiros, economizados da pensada.
Investigação durou dois anos. Denúncia anônima levou à prisão dela em 1997. Julgamento de cinco meses virou circo: Patrizia chegava de Gucci head-to-toe, apelidada “Viúva Negra”. Promotoria alegou ciúme e ganância pelo império familiar. Testemunhas citaram sua frase à governanta: “Se for a última coisa que eu faça, quero vê-lo morto”. Condenada a 29 anos por homicídio, ocultação de cadáver e outros crimes, pena caiu para 18 em apelação. Citação icônica no tribunal: “É melhor chorar em um Rolls-Royce do que ser feliz em uma bicicleta”.
O caso inspirou Casa Gucci, com Gaga capturando sua extravagância. Mas Patrizia irritou-se: em 2021, à agência ANSA, reclamou que Gaga não a visitou. “Fiquei irritada. Ela não teve consideração para me conhecer”, disse. Gaga rebateu no Good Morning America: “Não quis endossar o crime ou glamourizar o assassinato”. Filme faturou US$ 153 milhões, mas dividiu: 37% no Rotten Tomatoes. Para Patrizia, foi revitimização – e oportunidade de voz.
Vida Pós-Prisão: Milão Solitária e Trabalho Relutante
Solta em 2016, após 18 anos na prisão de San Vittore, Patrizia voltou a Milão. Aos 62, morava com a mãe, Pina Austin, então com 89 anos. Rotina? Passeios em bairros chiques nos fins de semana, lendo revistas de moda. Em 2016, à The Guardian, lamentou: “Estamos em um mau momento. Elas [filhas] não me entendem e cortaram meu suporte financeiro. Não tenho nada, nem conheci meus netos”.
Trabalho? Recusou programas de semiaberto com labor. Em 2014, aceitou parole na Bozart, firma de joias e fantasias. Função: assessorar design, folhear revistas. Criou coleção arco-íris inspirada em seu papagaio Bo – bolsas e acessórios coloridos. Mas parou: “Não pretendo trabalhar”. Hoje, aos 75, vive de pensão residual e herança materna. Proibida de usar sobrenome Gucci, rebate: “Ainda me sinto Gucci – a mais Gucci de todas”. Residência? Apartamento modesto em Milão, longe do glamour passado.
Filhas Distantes: Alessandra e Allegra, o Corte Doloroso
Patrizia tem duas filhas com Maurizio: Alessandra (n. 1976) e Allegra (n. 1981). Elas herdaram £600 mil anuais da Gucci, mas cortaram laços. Em 2016, Patrizia culpou o divórcio e prisão: “Elas me veem como monstro”. Alessandra, empresária em moda, e Allegra, discreta, evitam mídia. Netos? Dois, não conhecidos por ela. “Não tenho nada”, repetiu à Guardian. Rivalidade familiar persiste: filhas gerenciam herança Gucci, enquanto Patrizia clama por reconciliação – sem sucesso até 2025.
Rivalidade com Lady Gaga: O Filme que Feriu Mais que a Prisão
Casa Gucci reviveu Patrizia em 2021. Gaga, como ela, ganhou indicação ao Globo de Ouro. Mas a recusa de Gaga em visitá-la doeu: “Ela interpretou minha vida sem me conhecer”, disse à ANSA. Gaga explicou: “Não quis coludir com algo que não acredito – ela mandou matar o marido”. Patrizia, fã de Gaga, esperava colaboração. Hoje, ironiza: “Gostei da atuação, mas faltou respeito”. Filme a expôs globalmente, mas isolou: filhas viram “glamourização do crime”.
Cotidiano em 2025
Aos 75, Patrizia mantém rotina baixa. Morando sozinha pós-morte da mãe (2020), cuida de Bo, o papagaio. Passeios em Milão, visitas a salões – ecos de glória. Saúde? Problemas visuais citados no crime: “Minha visão não é boa – não quis errar o tiro”. Em 2016, à TV italiana, rebateu repórter: “Por que contratar matador? Não quis falhar”. Hoje, evita câmeras, mas fofocas persistem: “Viúva Negra envelhecida, mas elegante”.
Sem renda fixa, depende de royalties residuais. Filhas? Contato mínimo. “Elas me cortaram”, repetiu em 2016. Netos crescem sem avó. Patrizia reflete: “Prisão tirou tudo, mas Gucci é meu sangue”. Em 2025, Casa Gucci na Netflix impulsiona buscas – e debates sobre impunidade feminina.
Patrizia simboliza excessos: de socialite a assassina por ciúme. Julgamento expôs misoginia: “Mulher louca” por narcisismo. Hoje, feministas veem em seu caso falhas sistêmicas – rica, mas vítima de machismo Gucci. Filme Scott critica dinastia, mas humaniza Maurizio. Para Patrizia, é lembrete: “Eu era a Gucci mais Gucci”. Aos 75, isolada, ela sobrevive – invisível como no filme.
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