Lançado em 3 de março de 2023, Creed III marca a estreia de Michael B. Jordan como diretor, além de seu retorno ao papel principal como Adonis Creed. Com roteiro de Zach Baylin e Keenan Coogler, o filme de 1h57min de drama esportivo eleva a franquia Rocky ao explorar traumas pessoais e legados familiares. Ao lado de Tessa Thompson como Bianca e Jonathan Majors como o antagonista Damian Anderson (Dame), a produção arrecadou US$ 276 milhões globalmente e ganhou elogios pela coreografia de lutas inovadora. Neste artigo, dissecamos o enredo e o final impactante, revelando vitórias, reconciliações e ganchos para o futuro. Atenção: spoilers completos à frente!
Resumo da Trama de Creed III
Adonis Creed vive uma vida estável em Los Angeles, aposentado do boxe após vitórias épicas contra rivais como Viktor Drago. Agora, ele promove lutas e treina jovens talentos, como o campeão Felix Chavez, equilibrando carreira com família: a esposa Bianca, uma produtora musical lidando com perda auditiva, e a filha Amara, uma menina curiosa que desenha boxeadores. Um flashback para 2002 revela o passado sombrio de Adonis: órfão de Apollo Creed, ele cresceu nas ruas com o amigo Damian Anderson, sonhando em escapar da pobreza através do ringue.
Juntos, eles treinam sob a tutela da mãe adotiva de Adonis, Mary-Anne, mas uma noite violenta muda tudo. Após agredirem Leon, um abusador local, Damian é preso por porte de arma ilegal e cumpre 18 anos de pena, enquanto Adonis foge e constrói sua carreira sem olhar para trás. Anos depois, Damian sai da prisão e reaparece na vida de Adonis, charmoso mas ressentido. Ele busca uma chance no boxe, culpando o amigo por seu abandono – cartas enviadas da cadeia nunca chegaram, escondidas por Mary-Anne para proteger Adonis de um “mau elemento”. Inicialmente relutante, Adonis dá a Damian uma oportunidade contra Chavez, mas o ex-presidiário vence de forma brutal, expondo fraquezas no camp de Adonis.
Um twist revela que Damian orquestrou o ataque a Drago, pagando um companheiro de cela para feri-lo e abrir caminho para sua própria luta pelo título. Essa traição culmina em uma briga familiar: Adonis confronta Mary-Anne, que sofre um derrame fatal logo após, confundindo-o com Apollo em seus momentos finais. Devastado, Adonis decide voltar ao ringue para enfrentar Damian, não por glória, mas para confrontar fantasmas internos. A narrativa, sem a presença de Rocky Balboa, foca na maturidade de Adonis, misturando ação visceral com terapia emocional através do boxe.
A Luta Final: Quem Vence Entre Adonis e Dame?
O clímax de Creed III é a luta pelo título dos pesos-pesados, um espetáculo de 12 rounds filmado em plano-sequência inovador, sem público para intensificar o isolamento emocional. Damian, apelidado “Diamond Dame”, entra como underdog vingativo, usando táticas sujas – cotoveladas e golpes baixos – para desestabilizar Adonis. Ele acerta um soco devastador no estômago no round 12, ecoando um trauma de infância que quase nocauteia Adonis, forçando-o a cair de joelhos em agonia. O árbitro conta até nove, e por um instante, parece que Dame reivindicará o que sente ser seu destino roubado.
Mas Adonis se levanta, canalizando raiva reprimida e lições de perdão. Treinado por Tony “Little Duke” Evers e com apoio de Viktor Drago – agora aliado em Los Angeles –, ele contra-ataca com precisão cirúrgica. Um uppercut poderoso ao queixo de Damian o derruba, garantindo a vitória por nocaute técnico. Adonis reconquista o cinturão, mas o triunfo não é sobre troféus: simboliza sua superação do medo de falhar como pai e filho.
Jordan, como diretor, usa ângulos subjetivos para mergulhar na mente dos lutadores, tornando a sequência uma metáfora de duelo interno. Dame, por sua vez, luta não só por fama, mas por validação – sua prisão o endureceu, transformando amizade em obsessão. A vitória de Adonis fecha o ciclo de culpa, provando que o legado de Apollo não é sinônimo de violência, mas de resiliência.
Reconciliação com Dame
Após a campana final, o filme evita clichês de rivalidade eterna. Adonis, ainda ofegante e com o rosto inchado, visita Damian no vestiário da prisão – uma ironia poética, invertendo papéis de 18 anos atrás. Vestindo uma jaqueta com a bandeira americana em branco, Adonis estende a mão: “Não foi sua culpa, irmão. Nem minha”. Damian, exausto e quebrado, admite que aprendeu “novos movimentos” com Adonis, reconhecendo o crescimento mútuo. Eles relembram a infância nas ruas de Los Angeles, o abuso de Leon e as promessas quebradas, perdoando-se sem desculpas vazias.
Essa cena, filmada em close-ups crus, é o coração de Creed III. Majors entrega uma performance nuançada, humanizando Dame como vítima de um sistema que pune os vulneráveis. A reconciliação não apaga cicatrizes – Damian volta à prisão por seus crimes –, mas abre portas para redenção. Adonis oferece apoio futuro, sugerindo que a amizade, testada pelo tempo, sobrevive ao ringue. Temas de perdão ecoam a franquia Rocky, mas aqui ganham profundidade racial e social, refletindo como o encarceramento desproporcional afeta comunidades negras. Sem ressentimentos, os ex-amigos se separam em paz, com Dame ganhando respeito pelo esforço, pavimentando um possível retorno legítimo ao boxe.
Dinâmicas Familiares
A família Creed é o eixo emocional do final. Antes da luta, Adonis lida com a morte de Mary-Anne, revelada como guardiã secreta: ela escondeu as cartas de Damian para impedir que o filho revivesse traumas, mas isso alimentou o ressentimento. Em seu leito de morte, Mary-Anne o confunde com Apollo, sussurrando perdão por “abandoná-la” – uma inversão que força Adonis a confrontar seu próprio abandono emocional. Essa perda catalisa sua volta ao boxe, mas também fortalece laços com Bianca e Amara.
Bianca, interpretada com sutileza por Thompson, evolui de musicista para mentora, aceitando a surdez como força. Ela apoia Adonis, mas questiona sua obsessão pelo passado, criando tensão realista. Amara, a filha de 10 anos, rouba cenas com sua inocência feroz: vítima de bullying por desenhos de boxe, ela soca o agressor, despertando em Adonis um mentor relutante. No pós-luta, com o estádio vazio, Adonis e Amara treinam juntos – ela “vence” simbolicamente o título, erguendo o cinturão. Bianca junta-se, formando um triângulo unido. Essa cena final, ao som de uma trilha orquestral crescente, enfatiza o ciclo de legado: Adonis passa a tocha não para rivais, mas para sua filha, quebrando padrões de violência paterna.
Como o Final de Creed III Prepara Sequências e Spin-Offs
Creed III não fecha portas; ele as escancara. Com Creed IV confirmado, mas adiado para 2026, o foco pode girar para Amara entrando no boxe, explorando temas de empoderamento feminino no esporte. Sua vitória simbólica no ringue vazio sugere uma jornada de herdeira, talvez enfrentando sexismo ou rivais como uma adulta Drago. Damian, agora redimido, abre caminho para um spin-off: Majors brilhou tanto que um filme solo sobre sua ascensão pós-prisão seria natural, talvez como heel reformado ou mentor.
Viktor Drago, lesionado mas aliado, ganha setup para expansão – rumores de um filme focado nele circulam desde 2023. A ausência de Rocky, justificada por Sylvester Stallone, sinaliza independência da franquia original, com Adonis como patriarca. Temas de trauma geracional preparam arcos mais profundos, como Amara lidando com o peso de três gerações de Creeds. Em 2025, com Jordan dirigindo projetos paralelos, Creed III solidifica a saga como epopeia moderna, misturando ação com terapia cultural.
Disponível no Prime Video, é ideal para maratonas familiares. Qual cena mais te impactou – a reconciliação ou o nocaute? Compartilhe nos comentários. Assista agora e sinta o uppercut do perdão.
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