Creed III, lançado em 2 de março de 2023 nos cinemas, marca a estreia de Michael B. Jordan como diretor na franquia Rocky. Com 1h57min de duração, o drama de boxe mistura ação, emoção e reflexões sobre amizade e redenção. Jordan retorna como Adonis Creed, ao lado de Tessa Thompson e Jonathan Majors. Disponível no Amazon Prime Video, ou para alugar na Apple TV, Google Play Filmes e TV, e YouTube, o filme continua a saga do filho de Apollo Creed. Mas supera os antecessores? Nesta análise, avaliamos pontos fortes e fracos para decidir se vale o play.
Premissa e Enredo de Creed III
Adonis Creed vive no auge: campeão aposentado, empresário bem-sucedido e pai dedicado. Sua vida idílica é abalada pelo retorno de Damian Anderson, amigo de infância interpretado por Jonathan Majors. Preso por anos, Damian busca vingança e uma chance no ringue. O que começa como reencontro nostálgico vira confronto brutal, forçando Adonis a enfrentar fantasmas do passado.
A trama avança com flashbacks para a juventude dos dois em Los Angeles, revelando traições e sacrifícios. Sem Sylvester Stallone pela primeira vez, o foco muda para o legado pessoal de Adonis. A narrativa é direta, com reviravoltas previsíveis, mas o ritmo mantém o engajamento. Críticos como Variety elogiam a urgência emocional, enquanto Roger Ebert critica o tom cartoonish. O enredo prioriza drama interno sobre lutas grandiosas, o que refresca a fórmula, mas peca em originalidade.
Elenco e Performances
Michael B. Jordan brilha duplamente: como Adonis, ele transmite vulnerabilidade e fúria contida. Sua direção amplifica a intensidade, especialmente nas cenas de ringue. Tessa Thompson, como Bianca, ganha mais espaço, oferecendo apoio emocional com sutileza. Seu arco de musicista surda adiciona camadas à família Creed.
Jonathan Majors rouba a cena como Damian. Seu físico imponente e olhos expressivos capturam raiva reprimida e ambição desesperada. A química com Jordan evoca rivalidades clássicas, como em Rocky II. Phylicia Rashad, como mãe de Adonis, e Wood Harris, como treinador, mantêm a coesão. O elenco jovem, incluindo Mila Davis-Kent como a filha Amara, traz frescor. No geral, as atuações elevam um roteiro mediano, com Majors merecendo destaque, como notado pela Deadline.
Direção e Estilo Visual
Para um debut, Jordan demonstra maestria. Ele filma as lutas com coreografias inovadoras: sequências em prisão e ringue imaginário usam ângulos dinâmicos e slow-motion impactante. A fotografia de Kramer Morgenthau capta Los Angeles com tons quentes, contrastando o brilho da fama com sombras do passado.
A montagem de Michael McCusker acelera o ritmo, intercalando flashbacks fluidos. A trilha de Joseph Shirley Jr., com batidas hip-hop, energiza as sequências de ação. Críticos do IGN elogiam a confiança visual, comparando-a a um videoclipe. No entanto, algumas transições parecem forçadas, e o CGI em lutas finais divide opiniões. Jordan evita excessos, focando em close-ups que revelam emoções, tornando o filme mais íntimo que espetacular.
Temas e Profundidade Emocional
Creed III aprofunda questões raciais e de masculinidade negra. Damian representa os esquecidos pelo sistema, enquanto Adonis encarna o sucesso frágil. O filme questiona: o que custa subir na vida? Temas de paternidade e perdão ressoam, especialmente na relação pai-filha de Adonis.
Rolling Stone destaca o comentário sobre raiva acumulada em comunidades marginalizadas. As cenas de terapia e confrontos verbais adicionam peso psicológico. Ainda assim, o drama às vezes soa didático, sem a sutileza de Creed II. A ausência de Stallone permite explorar o “pós-glória”, mas falha em inovar além do óbvio. É um filme com consciência social, mas preso a tropos de redenção.
Vale a Pena Assistir?
Creed III entretém fãs da franquia com lutas viscerais e atuações potentes. Jordan prova talento multifacetado, e Majors eleva o vilão a memorável. Disponível no Prime Video, é ideal para uma noite de ação dramática. No entanto, previsibilidade e tom irregular frustram quem busca inovação.
Com 88% no Rotten Tomatoes, é aprovado, mas não essencial. Se ama boxe e histórias de superação, assista. Para novidades, pule. Dura pouco, mas impacta emocionalmente, especialmente em tela grande – ou streaming com som alto.
Creed III consolida Michael B. Jordan como força criativa. Com enredo sólido, elenco estelar e direção confiante, ele honra a herança Rocky enquanto pavimenta o futuro. Temas de raça e redenção adicionam peso, apesar de falhas em frescor. No Prime Video ou aluguel, é uma vitória parcial: empolgante, mas não nocaute. Para fãs, obrigatório; para novatos, um bom portal à saga.
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