Tomb Raider: A Origem (2018), dirigido por Roar Uthaug e estrelado por Alicia Vikander, trouxe uma nova visão para a icônica heroína dos videogames, Lara Croft. Inspirado no reboot do jogo de 2013, o filme apresenta uma Lara mais jovem e vulnerável, explorando sua transformação em uma aventureira destemida. Disponível no Amazon Prime Video, Tomb Raider é uma aventura repleta de ação, mistério e revelações. Neste artigo, explicamos o final do filme, os segredos por trás da trama e o que o desfecho significa para o futuro de Lara Croft.
Resumo da trama de Tomb Raider: A Origem
O filme apresenta Lara Croft (Alicia Vikander), uma jovem de 21 anos que vive como entregadora de bicicleta em Londres, recusando a herança de seu pai, Lord Richard Croft (Dominic West), desaparecido há sete anos. Determinada a descobrir o que aconteceu com ele, Lara encontra pistas em um quebra-cabeça deixado por Richard. Essas pistas a levam à ilha de Yamatai, no Japão, onde ele investigava o túmulo da mítica Rainha Himiko, conhecida por supostamente controlar a vida e a morte.

Acompanhada pelo capitão de navio Lu Ren (Daniel Wu), Lara enfrenta perigos na ilha, incluindo Mathias Vogel (Walton Goggins), um arqueólogo rival ligado à organização secreta Trinity. Vogel busca o túmulo de Himiko para obter seu poder, enquanto Lara tenta impedir que a tumba seja aberta. A trama mistura ação, enigmas e flashbacks que revelam o passado de Lara e a conexão com seu pai.
O clímax na tumba de Himiko
O final de Tomb Raider: A Origem se desenrola na tumba de Himiko, onde Lara, Richard e Vogel confrontam o mistério da rainha. Após superar armadilhas mortais, como uma ponte instável e um rio turbulento, Lara descobre que seu pai está vivo, preso por Vogel na ilha há anos. Richard revela que Himiko não era uma feiticeira sobrenatural, mas uma portadora de uma doença altamente contagiosa, transmitida pelo toque. Seus generais a isolaram na tumba para proteger o mundo, e a Trinity quer usar essa doença como arma biológica.
Durante o confronto, Lara e Richard lutam contra Vogel e seus mercenários. Richard, sabendo do perigo, decide se sacrificar. Ele destrói a entrada da tumba e enfrenta Vogel, que tenta roubar um frasco com a doença. Em um momento crítico, Lara força Vogel a inalar a substância mortal, selando seu destino. Vogel sucumbe rapidamente à infecção, mas Richard, ferido, não sobrevive. Antes de morrer, ele pede que Lara continue sua missão de proteger o mundo dos segredos de Himiko.
O desfecho: Lara abraça seu destino
Após escapar da tumba, Lara retorna a Londres com uma nova perspectiva. Ela assina os documentos que a tornam dona da Croft Holdings, aceitando oficialmente a herança de seu pai. No entanto, ao revisar suas anotações, Lara descobre algo perturbador: Ana Miller (Kristin Scott Thomas), uma associada da empresa, pode estar ligada à Trinity. Essa revelação sugere que a organização ainda representa uma ameaça.
Na cena final, Lara volta à loja de penhores onde vendeu um pingente no início do filme. Lá, ela compra duas pistolas, um aceno às icônicas armas duplas de Lara Croft nos jogos. Essa escolha simboliza sua transformação completa na heroína aventureira que os fãs conhecem. O título do filme aparece na tela apenas nesse momento, reforçando que a jornada de Lara está apenas começando.
Cena pós-créditos e o futuro da franquia
Tomb Raider: A Origem não possui uma cena pós-créditos tradicional, mas a compra das pistolas por Lara funciona como um gancho para possíveis sequências. O filme planta sementes para futuras aventuras, especialmente com a desconfiança de Lara sobre Ana Miller e a Trinity. Apesar do sucesso relativo, com US$ 78,4 milhões na China e críticas elogiando a atuação de Vikander, a sequência planejada foi cancelada em 2022, após a MGM perder os direitos da franquia.
Alicia Vikander expressou entusiasmo por retornar como Lara, mas a aquisição da MGM pela Amazon e mudanças na produção interromperam os planos. Um novo reboot, incluindo uma série e um jogo, está em desenvolvimento na Amazon Studios, mas sem Vikander.
O significado do final
O final de Tomb Raider: A Origem é sobre a evolução de Lara Croft. Diferente da versão de Angelina Jolie, que era mais estilizada e sexualizada, a Lara de Vikander é realista e crível, uma jovem que cresce enfrentando perdas e desafios. Sua jornada reflete a do jogo de 2013, mostrando-a como uma heroína em formação, não uma super-heroína invencível. A cena inicial, onde ela leva um soco em uma luta, estabelece essa vulnerabilidade.
A revelação sobre Himiko desmistifica o sobrenatural, alinhando-se com a mensagem do filme: mitos muitas vezes escondem verdades racionais. A doença de Himiko, em vez de magia, reforça o tom pé no chão do reboot. A escolha de Lara de continuar a missão de seu pai, apesar da dor da perda, marca sua aceitação como arqueóloga e defensora contra ameaças como a Trinity.
Por que Tomb Raider: A Origem se destaca?
O filme se diferencia por sua fidelidade ao jogo de 2013, com cenas de ação inspiradas diretamente nos videogames, como a sequência na cachoeira e os enigmas na tumba. Vikander, fã declarada da franquia, trouxe autenticidade ao papel, realizando várias cenas de ação sem dublês. Apesar de críticas ao roteiro previsível e ao ritmo irregular, a atuação dela foi elogiada por sua intensidade e realismo.
A abordagem não sexualizada de Lara, com roupas práticas em vez dos shorts curtos dos filmes anteriores, reflete a evolução da personagem nos jogos modernos. O filme também aborda temas de luto e legado, com a relação entre Lara e Richard sendo o coração emocional da história.
O que os fãs podem esperar?
Embora Tomb Raider: A Origem não tenha gerado uma franquia como planejado, seu impacto permanece. A bilheteria sólida, especialmente na China, e a recepção positiva no Rotten Tomatoes (52%) mostram o apelo de Lara Croft.







