Ku Klux Klan tem na Netflix? Onde assistir e qual o nome do filme

O cinema frequentemente atua como um espelho da sociedade, refletindo seus desafios, triunfos e, por vezes, suas cicatrizes mais profundas. Entre as obras que ousam mergulhar em períodos complexos da história, filmes que abordam a segregação racial e o legado de organizações como a Ku Klux Klan se destacam por sua capacidade de provocar reflexão e debate. Uma dessas produções que frequentemente surge nas buscas por conteúdo relevante é Raça e Redenção (The Best of Enemies), um drama impactante que narra uma improvável aliança em meio à turbulência dos direitos civis nos Estados Unidos.

Este artigo se aprofunda nos detalhes de “Raça e Redenção”, explorando sua trama, o elenco estelar, os bastidores de sua produção e a recepção crítica, além de esclarecer as dúvidas mais frequentes sobre sua disponibilidade em plataformas de streaming. Prepare-se para uma análise completa sobre este filme que ilumina um capítulo crucial da história americana.

Raça e Redenção: Uma Jornada de Transformação e Conflito

“Raça e Redenção” é um drama americano lançado em 2019, que marca a estreia de Robin Bissell na direção e roteiro de um longa-metragem. A narrativa é baseada no livro “The Best of Enemies: Race and Redemption in the New South”, de Osha Gray Davidson, uma obra que detalha a real e complexa rivalidade entre a ativista dos direitos civis Ann Atwater e o líder da Ku Klux Klan, C. P. Ellis, na Durham dos anos 70.

O filme transporta o espectador para o ano de 1971, em Durham, Carolina do Norte, um cenário onde as tensões raciais eram palpáveis e a segregação ainda ditava as regras sociais. Ann Atwater, interpretada com maestria por Taraji P. Henson, é uma incansável organizadora comunitária afro-americana, dedicada a lutar por melhores condições de moradia para a população negra e por justiça em um sistema dominado por painéis judiciais compostos inteiramente por brancos. Do outro lado da moeda está C. P. Ellis, vivido por Sam Rockwell, o presidente local da Ku Klux Klan, um homem profundamente enraizado em suas crenças racistas e protetor de sua família branca.

A trama ganha um ponto de virada dramático quando um incêndio atinge a escola das crianças negras, levantando a possibilidade de que elas precisem ser transferidas para escolas frequentadas por crianças brancas. Esse cenário gera pânico e fúria entre a comunidade branca, especialmente em Ellis. É nesse contexto que entra em cena Bill Riddick, interpretado por Babou Ceesay, um mediador que propõe uma série de “charrettes” – encontros comunitários facilitados para discutir questões de segregação e outros problemas sociais. O objetivo era encontrar um consenso e votar sobre o futuro das escolas e da integração na cidade.

A ideia de sentar-se à mesma mesa com seu inimigo era, a princípio, repelente tanto para Ann quanto para C. P. Ellis. A repulsa mútua e o ódio profundamente arraigado tornavam a colaboração algo impensável. No entanto, convencidos da importância da iniciativa para o futuro da comunidade, ambos aceitam participar. A tensão inicial é palpável, com Ellis se recusando até mesmo a se sentar ao lado de Bill e Ann, em uma demonstração clara de seu preconceito.

O processo das charrettes envolve a seleção aleatória de membros da comunidade, brancos e negros, para votarem nas questões debatidas ao final das sessões. Ellis tenta influenciar esses eleitores, mas suas tentativas são rejeitadas. Um reverendo negro propõe que músicas gospel sejam tocadas ao final de cada sessão, o que Ellis contrapõe exigindo a exibição de símbolos da KKK. Em um momento crucial, Ann recusa, mas Bill, buscando a equidade e o equilíbrio da discussão, aceita.

Em uma das sessões, um grupo de adolescentes negros tenta destruir os itens da KKK em exibição, mas Ann os impede, enfatizando a importância de compreender a natureza da organização. Ellis observa a cena, um ponto de reflexão inicial em sua jornada. Bill Riddick, em sua busca pela integração, insiste que os membros do grupo, brancos e negros, sentem-se juntos na cafeteria durante as refeições. Ele intencionalmente coloca Ellis e Ann para sentarem sozinhos, resultando em um silêncio tenso. É nesse momento que Ann pergunta a Ellis sobre seu filho em Murdock, um centro para meninos com deficiência. Ellis reluta em falar sobre Larry, que tem Síndrome de Down.

A fragilidade humana de Ellis é exposta quando ele corre para Murdock ao saber que Larry está em um quarto com outro menino que está gritando, perturbando-o. Ellis exige um quarto individual para o filho, mas os enfermeiros afirmam que ele não pode pagar por isso. Ann, demonstrando compaixão, visita Larry e convence Bernadette, uma funcionária do local, a providenciar um quarto próprio para o menino. Este gesto de Ann começa a quebrar as barreiras entre os dois.

Em outro momento transformador, Bill leva Ann, Ellis e o restante do grupo para visitar a escola negra que foi queimada. Ellis fica chocado com a extensão dos danos. A filha de Ann cumprimenta a mãe, mas lança um olhar de desaprovação para Ellis ao reconhecê-lo. Mary, a esposa de Ellis, grata pela ajuda de Ann com o filho, vai agradecê-la, revelando que Ellis sempre foi um homem racista, o que torna a ajuda de Ann ainda mais significativa.

Na noite anterior à votação final, os amigos de Ellis na KKK o ameaçam e tentam coagir os eleitores selecionados a votarem contra a dessegregação. Ellis fica consternado ao descobrir. Ao saber do ocorrido, Ann confronta Ellis, chamando-o de covarde.

Durante a votação, todas as questões são aprovadas, restando apenas a da dessegregação. Os eleitores votam um a um. Ann vota a favor da dessegregação. Para a surpresa de todos, C. P. Ellis faz o mesmo, tendo uma epifania sobre o ódio da KKK. Ele então faz um discurso emocionante e rasga seu cartão de membro da KKK, para a fúria de seus antigos aliados. Eles o ameaçam e tentam incendiar seu posto de gasolina, mas Ellis consegue apagar o fogo. A comunidade branca, em retaliação, o ignora e boicota seu negócio. Em um ato de solidariedade, Ann e Bill mobilizam a comunidade negra para apoiar Ellis, comprando em seu posto.

A história real de Ann Atwater e C. P. Ellis é ainda mais notável. Após os eventos retratados no filme, eles viajaram juntos por diversas cidades, compartilhando suas experiências e a mensagem de que a mudança é possível. A amizade entre eles perdurou até o fim da vida de C. P. Ellis, com Ann Atwater proferindo o elogio fúnebre em seu funeral, um testamento do poder da reconciliação e da compreensão mútua.

O Filme Sobre a Ku Klux Klan tem na Netflix?

A pergunta sobre a disponibilidade de filmes que abordam a Ku Klux Klan e temas de segregação racial em plataformas de streaming é bastante recorrente. Para os interessados em “Raça e Redenção”, a boa notícia é que sim, o filme “Raça e Redenção” está disponível no catálogo da Netflix.

Esta produção, que mergulha nas complexidades da segregação racial nos Estados Unidos dos anos 1970, pode ser facilmente encontrada na plataforma de streaming sob seu título original, “Raça e Redenção”. No Brasil, o filme também é conhecido pelo título “O Melhor dos Inimigos”, embora o título original seja o mais comum para pesquisa no serviço.

Ficha Técnica Completa de Raça e Redenção

Para quem busca informações detalhadas sobre a produção deste marcante drama, a ficha técnica oferece um panorama completo do trabalho envolvido.

AspectoDetalhe
Título OriginalThe Best of Enemies
Ano de Lançamento2019
DireçãoRobin Bissell
RoteiroRobin Bissell (baseado no livro de Osha Gray Davidson)
GêneroDrama
Baseado em“The Best of Enemies: Race and Redemption in the New South” por Osha Gray Davidson
ProduçãoDanny Strong, Fred Bernstein, Matt Berenson, Robin Bissell, Dominique Telson, Tobey Maguire, Matthew Plouffe (Material Pictures)
Distribuição (EUA)STX Entertainment
Orçamento de Produção$10 milhões
Bilheteria TotalAproximadamente $10.21 milhões (Norte América e outros territórios)
Lançamento em Mídia Física18 de junho de 2019 (DVD e Blu-ray)

Elenco de Raça e Redenção

Ku Klux Klan Netflix

O sucesso de “Raça e Redenção” também se deve às performances poderosas de seu elenco, que trouxe à vida personagens complexos e emocionalmente carregados.

  • Taraji P. Henson como Ann Atwater, a determinada organizadora comunitária.
  • Sam Rockwell como C. P. Ellis, o líder da Ku Klux Klan.
  • Babou Ceesay como Bill Riddick, o mediador que une os dois lados.
  • Anne Heche como Mary Ellis, a esposa de C. P. Ellis.
  • Wes Bentley como Floyd Kelly.
  • Nick Searcy como Garland Keith.
  • Bruce McGill como Carvie Oldham.
  • John Gallagher Jr. como Lee Trombley.
  • Gilbert Glenn Brown como Howard Clement.
  • Nicholas Logan como Wiley Yates.
  • Caitlin Mehner como Maddy Mays.
  • Afemo Omilami como Franklin Mose.
  • Sope Aluko como Henrietta Kaye.
  • Carson Holmes como Kenneth Wade Ellis.

A química entre Taraji P. Henson e Sam Rockwell é um dos pontos altos do filme, transmitindo a profundidade da transformação de seus personagens e a tensão inerente à sua relação inicial.

Produção e Lançamento

O caminho para levar “Raça e Redenção” às telas começou em junho de 2015, quando foi anunciado que Taraji P. Henson e Sam Rockwell estrelariam um drama de direitos civis, uma adaptação da história de Osha Gray Davidson. Robin Bissell foi escolhido para fazer sua estreia na direção com base em seu próprio roteiro, demonstrando uma visão clara para a narrativa.

As filmagens tiveram início em 22 de maio de 2017, no estado da Geórgia, nos Estados Unidos, um local frequentemente utilizado para produções que buscam retratar o Sul americano. Em julho de 2018, a STX Entertainment adquiriu os direitos de distribuição doméstica do filme, preparando-o para seu lançamento. A equipe de produtores era robusta, incluindo nomes como Danny Strong, Fred Bernstein, Matt Berenson, o próprio Bissell, Dominique Telson, e Tobey Maguire e Matthew Plouffe pela Material Pictures, garantindo o apoio necessário para a realização da obra. O trailer do filme foi divulgado em 11 de outubro de 2018, gerando expectativa para o público.

“Raça e Redenção” foi lançado nos cinemas dos Estados Unidos em 5 de abril de 2019, pela STX Entertainment. Posteriormente, como é comum na indústria, o filme chegou ao mercado de mídia física, com seu lançamento em DVD e Blu-ray em 18 de junho de 2019, permitindo que o público pudesse assistir à produção em casa.

Recepção Crítica

A recepção de “Raça e Redenção” foi variada, tanto em termos de bilheteria quanto de crítica especializada. Nos Estados Unidos e Canadá, o filme arrecadou um total de US$ 10.2 milhões, com um adicional de US$ 11.831 em outros territórios, totalizando aproximadamente US$ 10.21 milhões contra um orçamento de produção de US$ 10 milhões. Em seu fim de semana de estreia, lançado ao lado de grandes títulos como “Shazam!” e “Cemitério Maldito”, as projeções indicavam uma arrecadação entre US$ 6 e 12 milhões em 1.705 cinemas. No entanto, o filme estreou com US$ 4.4 milhões, ficando em sexto lugar nas bilheterias. No segundo fim de semana, houve uma queda de 55%, arrecadando US$ 2 milhões e caindo para a décima posição.

A crítica especializada teve opiniões divididas. No agregador de resenhas Rotten Tomatoes, “Raça e Redenção” possui uma aprovação de 51% com base em 82 críticas, com uma nota média de 6/10. O consenso crítico do site aponta que o filme “tem as melhores das intenções, mas elas são desviadas por uma perspectiva problemática e uma decepcionante falta de discernimento”. Essa observação sugere que, embora o filme aborde um tema importante, a execução talvez não tenha sido totalmente satisfatória para alguns críticos em termos de profundidade e nuances.

Já no Metacritic, que atribui uma pontuação normalizada de 0 a 100 com base em resenhas de críticos, o filme obteve uma pontuação de 49 em 100, a partir de 25 críticos, indicando “críticas mistas ou médias”. Apesar das ressalvas da crítica, o público demonstrou uma resposta mais positiva. Pesquisas de audiência realizadas pelo CinemaScore deram ao filme uma nota média de “A” em uma escala de A+ a F. Da mesma forma, aqueles entrevistados pelo PostTrak concederam uma pontuação positiva geral de 82% e uma “recomendação definitiva” de 70%, indicando que a mensagem e a narrativa ressoaram bem com o público em geral.

Por Que Assistir o Filme Sobre a Klu Klu Klan “Raça e Redenção”?

“Raça e Redenção” não é apenas um drama histórico; é um lembrete pungente de que a mudança é possível mesmo nos contextos mais hostis. A história de Ann Atwater e C. P. Ellis transcende a narrativa de um período específico da história americana, oferecendo lições universais sobre a natureza do preconceito, a coragem de confrontá-lo e o poder transformador do diálogo e da empatia. O filme ilustra vividamente como indivíduos com ideologias radicalmente opostas podem, sob as circunstâncias certas e com a mediação adequada, encontrar um terreno comum e até mesmo desenvolver uma amizade genuína.

A relevância do filme se estende aos debates contemporâneos sobre racismo, polarização e a busca por reconciliação. Em um mundo que ainda lida com divisões profundas, a jornada de Ellis, que abandona suas crenças de ódio para se tornar um defensor da igualdade, e a resiliência de Atwater em buscar a justiça sem perder a humanidade, servem como um poderoso testemunho. A complexidade de seus personagens e a evolução de seu relacionamento oferecem uma perspectiva matizada sobre como o entendimento e a cooperação podem, por vezes, superar anos de preconceito e dor.

Uma História de Superação e Esperança

“Raça e Redenção” é um filme que se propõe a contar uma história de redenção e a desafiar a noção de que algumas divisões são intransponíveis. Ao focar na improvável aliança entre Ann Atwater e C. P. Ellis, a produção oferece um olhar sobre a capacidade humana de crescimento e transformação. Apesar de ter recebido uma recepção mista por parte da crítica, a resposta entusiástica do público reforça a importância de narrativas que exploram a superação de barreiras raciais e sociais.

A busca por este filme, frequentemente associada a questões sobre a Ku Klux Klan e sua disponibilidade em plataformas de streaming como a Netflix, destaca o contínuo interesse do público em obras que abordam temas históricos complexos com uma perspectiva humana. “Raça e Redenção” permanece como um testemunho cinematográfico da capacidade de transcender o ódio e construir pontes, um filme que, sem dúvida, convida à reflexão e ao debate sobre o passado e o futuro das relações humanas.

Priscilla Kinast
Priscilla Kinast

Priscilla (Pri), é a força estratégica que une dados e criatividade no Séries Por Elas. Jornalista (MTB 0020361/RS) e graduanda em Administração, ela combina o rigor da apuração com uma visão de negócios orientada para resultados.

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