O filme Garotas em Fuga, disponível na Netflix, é uma comédia de ação e suspense que homenageia o cinema exploitation dos anos 60 e 70, com um twist queer e irreverente. Dirigido por Ethan Coen em sua primeira empreitada solo desde Onde a Arte Está (2021), e roteirizado ao lado de Tricia Cooke, o longa de 1h 24min traz Margaret Qualley como Jamie, a festeira impulsiva, e Geraldine Viswanathan como Marian, a introspectiva leitora voraz.
Com Beanie Feldstein como a ex-policial Sukie e cameos de peso como Pedro Pascal e Miley Cyrus, a produção captura o espírito de road movies como Thelma & Louise e Bonnie e Clyde, mas infunde humor absurdo e empoderamento lésbico. O final, um clímax caótico e catártico, amarra laços com risos e reflexões. Aqui, resumimos a trama e explicamos o desfecho: o que há na maleta? As garotas escapam? Descubra a seguir.
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Resumo de Garotas em Fuga
Ambientado no final dos anos 90, em uma Filadélfia chuvosa, Garotas em Fuga abre com Santos (Pascal), o “Coletor”, decapitado em um beco após uma traição. Paralelamente, Jamie (Qualley), uma lésbica extrovertida e festeira, é chutada de casa pela namorada Sukie (Feldstein), uma policial de pavio curto. Sua melhor amiga Marian (Viswanathan), uma mulher de 30 anos reprimida e obcecada por Henry James, lida com flertes errados no trabalho e um coração partido por um amor antigo.
Para se distrair, Marian aluga um carro drive-away para visitar a tia em Tallahassee, na Flórida. Jamie se convida, transformando a viagem em uma road trip picante: “Vou te arrumar uma mulher em cada parada!”. No agência, Curlie (Bill Camp) – contatado por um misterioso “Chefe” (Colman Domingo) para entregar um Dodge Aries específico – entrega o carro às garotas por engano. Elas partem, ignorando o porta-malas grafitado com “O amor é uma jornada de trenó para o inferno”.
A jornada vira farsa: pit stops em motéis rurais, festas lésbicas e brigas leves. Marian resiste aos avanços de Jamie, mas flashbacks revelam sua atração latente. Enquanto isso, capangas do Chefe – Arliss (Joey Slotnick) e Flint (C.J. Wilson), um duo cômico e incompetente – rastreiam o carro, guiados por Sukie vingativa. Intercalados, vislumbres psicodélicos dos anos 60 mostram o senador Gary Channel (Matt Damon) jovem, moldando seu pênis para Tiffany Plaster Caster (Cyrus), uma escultora de falos famosos – base real em Cynthia Plaster Caster.
Coen filma com estética B-movie: cores saturadas, trilha rock’n’roll e diálogos afiados. O tom equilibra humor sexual (body shots em bares) com sátira: Channel, agora conservador, caça seus “erros juvenis” para preservar “valores familiares”. Aos 1h 24min, o ritmo acelera para um clímax que mistura Pulp Fiction com Kiss Me Deadly.
A Descoberta da Maleta: Dildos, Segredos e uma Corrida Contra o Tempo
O turning point explode na Flórida: o Dodge tem furo no pneu. Ao abrir o porta-malas, as garotas acham a maleta prateada – e a cabeça preservada de Santos. O código já aberto revela o conteúdo: uma coleção de dildos moldados de celebridades, incluindo o de Channel. É o MacGuffin perfeito: absurdo, erótico e simbólico. As garotas fogem para um hotel chique, onde Jamie liga para Sukie: “Investigue a agência; tem um assassinato aí”.
Jamie planeja um encontro com Channel para resgatar o caso – e dinheiro. Antes, um jantar romântico: Jamie confessa sentimentos; Marian, tocada, retribui com sexo oral. Pela manhã, Marian acorda com Jamie se masturbando com um dos dildos – revelação hilária que quebra barreiras. Arliss e Flint invadem: o Chefe explica a missão: recuperar os moldes para “apagar” o passado libertino de Channel, agora senador hipócrita pandering à direita.
Flint, invejoso de Arliss, mata o parceiro e o Chefe, mas a arma falha com as garotas. Elas escapam, amarradas mas astutas. Sukie, com o cachorro Alice (referência a Alice B. Toklas, ícone lésbica), segue para a Flórida. Coen usa o absurdo para sátira: os dildos simbolizam juventude reprimida, contrastando com o “decoro” de Channel. Viswanathan’s Marian evolui de tímida para empoderada; Qualley’s Jamie, de caótica para protetora.
O Encontro com o Senador: Traição, Tiros e Justiça Poética
O clímax ecoa o início: Marian e Jamie encontram Channel no She Shed, um bar lésbico em Miami. Disfarçado, ele paga pelos dildos – mas explode em raiva por esperar em um “antro de devassidão”. Rancoroso contra “jovens e mulheres inadequadas”, ele saca a arma. Sukie intervém: vê o senador armado e o derruba com eficiência policial.
Channel é pego com a maleta fora do bar – manchete: “Eu explico”. É catarse: o hipócrita cai por seu passado, exposto em um espaço queer. Feldstein’s Sukie redime o arco: de ex-ciumenta a aliada, reconcilia-se com Jamie, adotando Alice como ponte.
O Final das Garotas: Casamento, Dildos e uma Viagem Sem Fim
Dias depois, Jamie e Marian celebram em um restaurante chique, rindo da loucura. Marian lamenta perder os dildos; Jamie revela: mandou fazer cópias do de Channel – “presente de noivado”. Tia Ellis (Connie Jackson) as busca; Jamie menciona Massachusetts: “Casamento na próxima”. O atendente de estacionamento pega o saco de dildos por engano – punchline cômica.
Título final: Drive-Away Dykes – uma vitória lapidária, aludindo a títulos exploitation como Faster, Pussycat! Kill! Kill!. Coen e Cooke, que tentaram o filme nos anos 2000, celebram: queer em gêneros bobos normaliza visibilidade. Sem sequência confirmada, mas o tom sugere mais aventuras.
O Significado do Final: Empoderamento Queer e Sátira Exploitation
Garotas em Fuga usa o B-movie para causas reais: normaliza lésbicas como protagonistas sem justificativas, como Cooke queria. Os dildos – de Channel’s juventude livre a moldes coletados – simbolizam repressão: o senador caça seu passado para vender “valores familiares”, ecoando hipocrisias políticas de 2025. A road trip transforma Jamie e Marian: de amigas confusas a casal confiante, com sexo como celebração, não tabu.
O final é otimista: Channel exposto, Sukie redimida, garotas casando. É Thelma & Louise com risos: fuga leva a liberdade, não tragédia. Coen infunde psicodelia (flashbacks de Channel) para homenagear Corman, mas subverte: queer vence os “dopes” repressivos. Em 2025, com avanços LGBTQ+ sob ameaça, o filme ressoa: amor é sleigh ride para o inferno – e de volta.
O caso extraordinário fecha com dildos voando – literal e metaforicamente. Qual cena mais riu você: o Butter Churn ou o She Shed? Compartilhe nos comentários. Garotas em Fuga acelera: queer acelera, heteronormatividade trava.
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