DNA do Crime

DNA do Crime: Série da Netflix tem história real ligada ao PCC

A série DNA do Crime, disponível na Netflix, mergulha os espectadores em um thriller policial repleto de ação, investigação forense e uma trama inspirada em eventos reais. Mas até que ponto a produção se baseia em fatos verídicos? Neste artigo, exploramos a origem da história por trás de DNA do Crime, detalhes da produção, elenco, curiosidades e como a série reflete um dos maiores assaltos da América do Sul.

Ambientada na fronteira entre Brasil e Paraguai, DNA do Crime acompanha uma equipe de policiais federais em busca de um grupo criminoso responsável por um dos maiores assaltos a banco já registrados na América Latina. Usando tecnologia forense de ponta, especialmente as análises de DNA, o enredo mostra como esses profissionais unem expertise científica com um faro investigativo apurado para desvendar o caso.

Leia também: DNA do Crime: Quando estreia a temporada 3 na Netflix?

Roubo do Século: A história real por trás de DNA do Crime

Roubo do Século

O caso que inspirou DNA do Crime continua sendo um dos assaltos mais ousados da história da América Latina. Em 24 de abril de 2017, um grupo de aproximadamente 60 criminosos do Primeiro Comando da Capital (PCC) invadiu um depósito da empresa de segurança Prosegur em Ciudad del Este, no Paraguai, roubando cerca de US$ 40 milhões (cerca de R$ 200 milhões na época).

O assalto foi executado com precisão militar: os criminosos bloquearam as ruas ao redor com veículos, detonaram explosivos C4 para acessar os cofres e utilizaram armas de guerra, incluindo fuzis e granadas. Durante a ação, um policial foi morto, e o grupo ainda contou com franco-atiradores posicionados para cobrir a fuga. Após o roubo, dividiram-se em células menores – alguns fugiram por terra, enquanto outros desapareceram pelo Rio Paraná em barcos velozes.

Apesar da intensa investigação, apenas três suspeitos foram mortos em confrontos posteriores. A maior parte do dinheiro jamais foi recuperada, e muitos dos envolvidos continuam foragidos. O caso expôs não apenas a sofisticação do crime organizado, mas também as dificuldades de cooperação entre as polícias do Paraguai, Brasil e Bolívia.

DNA do Crime recria esse episódio com detalhes impressionantes, mostrando desde o planejamento meticuloso até as falhas nas investigações. A série destaca ainda como a perícia de DNA foi crucial para conectar os criminosos a outros delitos – um avanço forense que se tornou um marco no combate ao crime organizado na região.

O papel do DNA na investigação

O título DNA do Crime não é apenas uma metáfora. A série destaca o uso de análise de DNA como ferramenta central na investigação policial, refletindo um marco na realidade. No caso real de 2017, a Polícia Federal brasileira e a Polícia Nacional paraguaia analisaram mais de 450 amostras de material genético coletadas no local do crime. Essa técnica, pouco comum no Brasil à época, foi crucial para identificar os responsáveis e conectar o assalto a outros crimes no país.

Na trama, os agentes federais seguem pistas genéticas para desvendar uma rede criminosa maior, que opera entre Brasil e Paraguai. A abordagem forense trouxe autenticidade à série, mostrando como a ciência pode ser uma aliada poderosa na luta contra o crime organizado. Esse foco no uso de tecnologia avançada diferencia DNA do Crime de outras produções policiais brasileiras, que frequentemente exploram a violência urbana sob perspectivas mais tradicionais.

Ficha técnica de DNA do Crime

  • Título original: DNA do Crime
  • Gênero: Ação, suspense, drama policial
  • Criação: Heitor Dhalia, Bernardo Barcellos, Leonardo Levis
  • Direção: Heitor Dhalia, Manoel Rangel
  • Roteiro: Bernardo Barcellos, Bruno Passeri
  • Produção: Manoel Rangel, Egisto Betti
  • Plataforma: Netflix
  • Estreia da 1ª temporada: 14 de novembro de 2023
  • Estreia da 2ª temporada: 4 de junho de 2025
  • Número de episódios: 8 por temporada
  • Duração média por episódio: 50 minutos
  • Classificação indicativa: 16 anos

A produção se destaca pela escala ambiciosa, comparável a grandes séries internacionais. Foram utilizados 1.829 armas cenográficas, 95 litros de sangue artificial e 146 veículos, incluindo carros, motos, caminhões, barcos e aviões, para criar sequências de ação impactantes. A série também contou com consultores policiais e ex-criminosos para garantir verossimilhança nas cenas e no retrato do universo criminal.

Elenco de DNA do Crime

Elenco de DNA do Crime

O elenco de DNA do Crime reúne nomes consagrados e novos talentos do cinema e da televisão brasileira. A química entre os atores principais é um dos pontos altos da série, garantindo atuações envolventes que equilibram ação e drama.

  • Maeve Jinkings (Suellen): Interpreta uma agente da Polícia Federal que retorna da licença-maternidade e enfrenta o desafio de provar seu valor em um ambiente dominado por homens. Jinkings entrega uma performance intensa, mesclando força e vulnerabilidade.
  • Rômulo Braga (Benício): Como o protagonista movido por um desejo de vingança após a morte de um colega, Braga traz profundidade a um personagem que quebra protocolos para alcançar justiça.
  • Thomás Aquino (Sem Alma): O vilão carismático e cruel rouba a cena com sua complexidade. Aquino, conhecido por Bacurau, cria um antagonista memorável.
  • Alex Nader (Isaac): Na segunda temporada, Nader assume o papel de líder da Quadrilha Fantasma, trazendo uma nova camada de tensão à trama.
  • Outros nomes: O elenco conta ainda com Guilherme Faria (Toreto), Miguel Nader e Pedro Caetano, que complementam a narrativa com atuações sólidas.

A escolha de atores com experiência em produções como O Som ao Redor, Bacurau e Irmandade reforça a qualidade de DNA do Crime, que aposta em talentos brasileiros para contar uma história de apelo global.

A segunda temporada de DNA do Crime

A segunda temporada de DNA do Crime, lançada em 4 de junho de 2025, mantém a essência da primeira, mas eleva a aposta com crimes ainda mais audaciosos. A trama se inspira em casos reais como o assalto ao Banco Central de Fortaleza, em 2005, onde criminosos escavaram um túnel de 80 metros para roubar mais de R$ 164 milhões. Outros eventos, como o ataque em Araçatuba (2021) e a caçada de Confresa (2023), também servem de base para episódios que exploram o chamado “novo cangaço”, uma modalidade de crime em que quadrilhas cercam cidades para realizar grandes roubos.

A narrativa acompanha a ascensão de Isaac como líder da Quadrilha Fantasma, enquanto Suellen e Benício enfrentam desafios pessoais e profissionais para desmantelar a organização criminosa. A temporada mantém o ritmo frenético, com sequências de ação ainda mais elaboradas e uma abordagem mais profunda sobre corrupção e dilemas éticos.

Terceira temporada confirmada

A terceira temporada de DNA do Crime, confirmada pela Netflix em 3 de julho de 2025, promete intensificar a trama policial que conquistou o mundo, mantendo-se no Top 10 em mais de 70 países. A série, inspirada em crimes reais como o assalto à Prosegur em Ciudad del Este (2017), deve explorar novas conexões criminosas transnacionais, corrupção policial e conflitos na tríplice fronteira, com o uso de DNA como peça-chave nas investigações. Os protagonistas Suellen (Maeve Jinkings), Benício (Rômulo Braga) e Isaac (Alex Nader) retornam, enfrentando dilemas mais profundos e novos antagonistas, enquanto a ausência de Sem Alma (Thomás Aquino) abre espaço para possíveis flashbacks ou novos vilões.

Com produção da Paranoïd e direção de Heitor Dhalia, a temporada manterá o padrão cinematográfico, com sequências de ação ambiciosas gravadas em locações reais. Embora a data de estreia não esteja definida, especula-se que os episódios cheguem entre meados e o final de 2026. O sucesso das temporadas anteriores, com milhões de horas assistidas e impacto cultural, como o aumento do turismo em regiões de filmagem, reforça DNA do Crime como um marco do audiovisual brasileiro, comparável a Narcos e El Chapo, mas com uma identidade única.

Impacto cultural e sucesso global

DNA do Crime alcançou um feito raro para produções brasileiras: figurar no Top 10 da Netflix em mais de 70 países, incluindo Argentina, Equador, Jamaica e Venezuela. Na semana de estreia da primeira temporada, a série acumulou 50,8 milhões de horas assistidas, consolidando-se como a produção de língua não inglesa mais vista na plataforma. A segunda temporada também obteve destaque, com 2,1 milhões de visualizações em sua primeira semana, impulsionando até mesmo a reexibição da temporada inicial.

O sucesso de DNA do Crime reflete o crescente interesse global por uma história real de policiais. A combinação de um enredo envolvente, direção precisa e atuações marcantes conquistou tanto o público brasileiro quanto internacional. Além disso, a produção reforça a capacidade do audiovisual brasileiro de criar narrativas complexas, com potencial para competir com grandes séries americanas e europeias.

Por que assistir DNA do Crime?

A série se destaca por explorar um lado pouco abordado do crime no Brasil: os assaltos transnacionais na região da tríplice fronteira. Diferentemente de produções como Cidade de Deus ou Tropa de Elite, que focam na violência urbana e no tráfico de drogas, DNA do Crime mergulha no universo dos mega-assaltos e da investigação forense. Esse enfoque inovador, aliado à alta qualidade técnica, posiciona a série como um marco no gênero policial brasileiro.

Outro diferencial é a ambientação. A tríplice fronteira, com sua mistura de culturas e tensões geopolíticas, oferece um pano de fundo rico e dinâmico. A série também aborda temas universais, como lealdade, justiça e os limites da moralidade, o que amplia seu apelo para além do público brasileiro.

DNA do Crime é mais do que uma série de ação policial: é uma produção que combina inspiração em fatos reais com uma narrativa fictícia envolvente, explorando o potencial da ciência forense e os desafios do crime organizado. Com um elenco talentoso, direção de alto nível e uma trama que mantém o espectador na ponta da cadeira, a série se consolidou como um fenômeno global. Seja pelo realismo das cenas de ação ou pela complexidade dos personagens, DNA do Crime prova que o audiovisual brasileiro pode brilhar no cenário internacional. Para quem busca um thriller policial instigante, a série é uma escolha imperdível.

Priscilla Kinast
Priscilla Kinast

Administradora de Empresas e Jornalista Registrada(0020361/RS).
Sempre fui a nerd da turma na escola.
Apaixonada por filmes e séries, ciência e tecnologia.
Futurista e entusiasta das infinitas possibilidades da vida!

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