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Crítica de Traição Entre Amigas: Vale A Pena Assistir o Filme?

Traição Entre Amigas, dirigido por Bruno Barreto e baseado no livro de Thalita Rebouças, estreia nos cinemas em 11 de dezembro de 2025. Com 1h59min de duração, o drama acompanha Penélope (Larissa Manoela) e Luiza (Giovanna Rispoli), amigas inseparáveis da adolescência cujas vidas divergem após uma traição. Gabrielle Joie completa o trio principal. O roteiro de Rebouças e Marcelo Saback atualiza a obra de 2000 para 2025, misturando amadurecimento, romance e perdão. Mas o filme convence ou fica no superficial? Nesta análise, destrinchamos os acertos e tropeços.

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Premissa que Une Passado e Presente

A trama inicia com Penélope e Luiza em Curitiba, unidas por sonhos compartilhados. Uma escolha impulsiva rompe o laço, levando Penélope a Nova York em busca de carreira como atriz. Luiza mergulha na música, lidando com autodescoberta. Anos depois, o reencontro força confrontos com culpas antigas. Sem spoilers, o enredo alterna linhas temporais, explorando como erros da juventude ecoam na vida adulta.

A adaptação mantém a essência do livro, mas injeta frescor com cenários urbanos. Curitiba ganha destaque, com suas ruas e um trem icônico para Morretes simbolizando transições. O ritmo inicial acelera, capturando a efervescência teen. No entanto, transições bruscas entre épocas podem confundir, como notado em resenhas do O Globo. Ainda assim, a premissa cativa por sua honestidade sobre amizades que moldam identidades.

Elenco Jovem com Brilho Maduro

Larissa Manoela, como Penélope, revela um lado adulto impressionante. Sua personagem impulsiva ganha camadas de vulnerabilidade, especialmente em diálogos em inglês que soam autênticos, apesar de sua fluência limitada. Giovanna Rispoli, interpretando Luiza, equilibra melancolia e raiva internalizada com canções originais que tocam fundo. A química entre as duas é magnética, contrastando visuais – vermelho para Penélope, azul para Luiza – que reforçam personalidades opostas.

Gabrielle Joie adiciona leveza como amiga confidente, enquanto André Luiz Frambach e Nathalia Garcia brilham em arcos românticos. A cena entre Penélope e Anya (Garcia) destaca uma química lésbica sutil e forte, superando outros pares. Dan Ferreira, como Vicente, traz carisma maduro a um homem negro em meio a dilemas éticos. As atuações elevam o material, transformando clichês em momentos reais. Críticos do R7 elogiam o “lado adulto” das protagonistas, marcando uma virada em suas carreiras.

Direção Segura e Visual Acolhedor

Bruno Barreto dirige com tranquilidade experiente, longe do eixo Rio-SP. A fotografia de Curitiba e Nova York cria contraste vibrante: a cidade paranaense respira intimidade, enquanto a Big Apple pulsa com oportunidades e solidão. O trem para Morretes oferece respiro poético, com fades que revelam conflitos internos. A montagem, apesar de cortes abruptos, sustenta o fluxo emocional.

A produção da Imagem Filmes investe em som e trilha que amplificam sentimentos sem exageros. Diálogos misturam gírias atuais, como “heterotop”, para atrair jovens, mas evitam didatismo. Barreto trata temas sensíveis – gravidez, aborto, bissexualidade – com leveza, sem militância forçada. Como elogia Cora Ronai no O Globo, “nada se impõe, tudo se oferece”. O resultado é um drama acolhedor, que flui como conversa entre amigas.

Temas de Amadurecimento e Perdão

O filme mergulha em caminhos paralelos da mulher: carreira versus família, independência versus laços afetivos. A traição inicial, envolvendo um rapaz, evolui para autotraição, questionando limites da amizade. Penélope descobre sexualidade e ambição; Luiza, identidade através da música. O aborto é tratado como escolha sem julgamento, focando desejos e decisões.

A mensagem central – recomeçar não apaga erros, mas dá novo sentido à dor – ressoa. Como diz a crítica do On Pop Life, “amadurecer é lidar com o que não deu certo”. O reencontro cura feridas, priorizando diálogos sobre plot twists. Isso diferencia o filme de teen movies rasos, oferecendo reflexões sobre narrativas que criamos sobre quem amamos, per o R7.

Pontos Fortes e Limitações

Os acertos dominam: atuações frescas, roteiro inteligente e ambientação inovadora fora do eixo tradicional. A dinâmica feminina é o coração, com surpresas que evitam previsibilidade. A trilha sonora, com músicas de Luiza, adiciona emoção orgânica. O filme surpreende ao equilibrar leveza e profundidade, ideal para plateias mistas.

Limitações surgem no melodrama ocasional. A raiva de Luiza por uma traição “desproporcional” faz Penélope parecer vítima injusta, como aponta o Observatório da UFF. Diálogos com gírias soam forçados para apelar a teens, e o conflito escala além do necessário. Cortes apressados quebram imersão, e alguns arcos românticos, como com Vicente, ficam subdesenvolvidos. Ainda assim, esses tropeços não ofuscam o todo.

Vale a Pena Assistir Traição Entre Amigas?

Traição Entre Amigas é uma surpresa acolhedora em 2025. Para fãs de Larissa Manoela e Giovanna Rispoli, marca o amadurecimento delas em papéis complexos. O drama convida reflexões leves sobre amizade e erros, sem pesar. Com direção segura de Barreto e roteiro que atualiza o livro com sensibilidade, ele vence o “despertador”, como diz Cora Ronai – um filme que prende do início ao fim.

Se busca teen drama com alma adulta, vá aos cinemas. Não é perfeito, mas emociona e diverte, provando que traições podem virar lições. Nota geral: 4/5. Uma sessão que cura o cinéfilo cansado de fórmulas.

Traição Entre Amigas transforma um livro de 2000 em cinema vibrante. Com atuações marcantes, temas maduros e Curitiba como estrela coadjuvante, ele celebra o perdão sem clichês. Bruno Barreto entrega um drama que respira vida real, convidando o público a revisitar amizades próprias. Em tempos de narrativas superficiais, este filme oferece coração. Assista e sinta o reencontro curar.

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