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Crítica de Samaritano: Vale a pena assistir o filme?

Samaritano (2022), dirigido por Julius Avery e roteirizado por Bragi F. Schut, é um thriller de ação e ficção científica disponível na Amazon Prime Video. Estrelado por Sylvester Stallone, o filme apresenta uma abordagem sombria ao gênero de super-heróis, inspirada em histórias em quadrinhos da Mythos Comics. Com uma premissa que mistura suspense, drama e reviravoltas, Samaritano tenta se destacar em um mercado saturado de filmes de heróis. Mas será que entrega uma experiência memorável? Nesta crítica, analisamos a trama, o elenco, a direção e se o filme merece seu tempo.

Uma premissa intrigante, mas familiar

Em Samaritano, Sam Cleary (Javon “Wanna” Walton), um adolescente de Granite City, acredita que seu vizinho recluso, Joe Smith (Sylvester Stallone), é o lendário super-herói Samaritano, dado como morto após uma batalha contra seu rival, Nemesis, há 25 anos. Com o crime crescendo e a cidade à beira do caos, Sam tenta convencer Joe a retornar como herói. A trama explora a relação entre os dois, enquanto o vilão Cyrus (Pilou Asbæk) planeja usar o legado de Nemesis para semear o caos.

A história, baseada em quadrinhos de Schut, Marc Olivent e Renzo Podesta, promete uma visão “sombria” dos super-heróis, mas cai em clichês do gênero, como o herói relutante e o vilão estereotipado. Apesar de uma reviravolta interessante no final, destacada por críticas no AdoroCinema, a narrativa é previsível, com desenvolvimento raso, conforme apontado pela Omelete. A premissa é envolvente, mas a execução não inova, ficando aquém de obras como The Boys ou Chronicle.

Elenco liderado por Stallone

Sylvester Stallone, aos 76 anos, é o maior atrativo como Joe Smith. Sua presença carrega o filme, trazendo a força de ícones como Rocky e Rambo, mas com um tom mais contido. Críticas elogiam Stallone como o único elemento memorável, embora alguns notem que ele parece desinteressado em partes. Javon “Wanna” Walton, como Sam, é carismático, mas seu personagem é genérico, ecoando o trope do “jovem fã” visto em outros filmes.

Pilou Asbæk, como Cyrus, entrega uma atuação sólida, mas o vilão é unidimensional, com motivações vagas. O elenco secundário, incluindo Dascha Polanco e Moisés Arias, é subutilizado, com papéis que não aprofundam a trama. A química entre Stallone e Walton sustenta o filme, mas a falta de desenvolvimento dos personagens limita o impacto emocional.

Direção e produção medianas

Julius Avery, de Operação Overlord, tenta criar uma atmosfera tensa, mas a direção é inconsistente. A introdução estilizada, inspirada em quadrinhos, é visualmente interessante, mas o ritmo cai nos atos iniciais, com cenas repetitivas. As sequências de ação, concentradas no final, são competentes, mas carecem da energia de blockbusters como Vingadores. O CGI é funcional, mas não impressiona, especialmente comparado aos padrões da Marvel ou DC.

A produção, uma parceria entre Metro-Goldwyn-Mayer e Balboa Productions, reflete um orçamento modesto. Granite City é bem retratada como uma metrópole decadente, mas a fotografia não explora plenamente o potencial sombrio da história. A trilha sonora é discreta, falhando em elevar a tensão. A direção de Avery acerta no tom inicial de paranoia, mas não sustenta o suspense.

Comparação com outros filmes do gênero

Samaritano tenta se diferenciar de gigantes como Homem-Aranha ou Batman com uma abordagem realista, mas não alcança a ousadia de The Boys ou a inovação de WandaVision. Comparado a Logan, que explora um herói envelhecido, Samaritano é menos emocional e profundo. A relação mentor-aprendiz entre Joe e Sam lembra Corpo Fechado, mas falta a sutileza de M. Night Shyamalan.

O filme aborda temas como redenção e moralidade, mas de forma superficial. A crítica social, como a desigualdade em Granite City, é mencionada, mas não explorada. Para fãs de super-heróis, Samaritano pode parecer uma versão diluída de narrativas mais robustas.

Pontos fortes e limitações

Os pontos fortes de Samaritano incluem a presença de Stallone, que carrega o filme com carisma, e a reviravolta final, que surpreende. A ambientação urbana e a premissa de um herói aposentado são intrigantes, mas a execução decepciona. O roteiro de Schut é criticado pela Omelete e pelo Rotten Tomatoes (38% de aprovação) por ser raso e repleto de clichês. As cenas de ação são escassas, e o vilão Cyrus não convence.

A falta de desenvolvimento dos personagens e o ritmo lento nos primeiros atos tornam o filme cansativo. A reviravolta, embora inteligente, não compensa a narrativa previsível e a ausência de um clímax impactante. Para um filme de 101 minutos, ele parece mais longo do que deveria.

Vale a pena assistir a Samaritano?

Samaritano atrai fãs de Stallone e espectadores casuais, alcançando destaque na Amazon Prime em 2022. No entanto, com 38% no Rotten Tomatoes e 45/100 no Metacritic, as críticas apontam uma experiência mediana. É uma opção para quem busca um thriller leve de super-heróis, com um toque de nostalgia dos anos 80. Porém, se você espera a profundidade de Logan ou a ação de Vingadores, pode se decepcionar.

O filme é ideal para uma sessão descompromissada, especialmente para fãs de Stallone. Para uma experiência mais inovadora, séries como The Boys ou filmes como Corpo Fechado são escolhas melhores. Samaritano entretém, mas não deixa uma marca duradoura.

Samaritano tenta oferecer uma visão fresca ao gênero de super-heróis, mas cai em clichês e uma execução inconsistente. Sylvester Stallone é o maior atrativo, mas o roteiro raso e a falta de ação impactante limitam o filme. A reviravolta final e a ambientação urbana têm potencial, mas não salvam a narrativa de sua previsibilidade. Para fãs de thrillers leves ou admiradores de Stallone, vale uma chance. Se você busca inovação ou profundidade, o catálogo da Amazon Prime tem opções mais robustas.

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Magdalena Schneider
Magdalena Schneider
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