ROBIN HOOD A ORIGEM-critica

Crítica de Robin Hood: A Origem | Vale a Pena Assistir o Filme?

Robin Hood: A Origem (2018), dirigido por Otto Bathurst, é uma tentativa moderna de reinventar a lenda do herói que rouba dos ricos para dar aos pobres. Com Taron Egerton, Jamie Foxx e Jamie Dornan no elenco, o filme promete ação, aventura e uma abordagem contemporânea. Disponível na Amazon Prime Video, Telecine e para aluguel na Apple TV, Google Play e YouTube, a produção busca atrair fãs do mito clássico e novos públicos. Mas será que entrega uma experiência memorável? Nesta crítica, analisamos a trama, o elenco, a direção e se o filme vale seu tempo.

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Uma abordagem moderna com tropeços

Robin Hood: A Origem reimagina Robin de Loxley (Taron Egerton) como um cruzado que retorna a Nottingham após a guerra. Ele descobre que o xerife (Ben Mendelsohn) oprime o povo com impostos abusivos. Com a ajuda de Yahya, também chamado de John (Jamie Foxx), Robin se torna um vigilante, roubando dos corruptos para devolver ao povo. A trama adiciona Marian (Eve Hewson) e Will Scarlet (Jamie Dornan) em um triângulo amoroso que tenta dar profundidade emocional.

A premissa moderniza a lenda com elementos de ação estilizada, lembrando blockbusters como Batman Begins. No entanto, o roteiro de Ben Chandler e David James Kelly é confuso, misturando estética medieval com anacronismos, como roupas modernas e armas que parecem automáticas. Críticas no Rotten Tomatoes apontam que o filme não decide se é uma aventura séria ou uma fantasia exagerada, resultando em uma narrativa desequilibrada.

Elenco carismático, mas mal aproveitado

Taron Egerton entrega uma performance energética como Robin, trazendo carisma e agilidade às cenas de ação. Sua química com Jamie Foxx, que interpreta um John intenso e mentor, é um dos pontos altos. Foxx adiciona peso emocional, mas seu personagem é limitado por diálogos genéricos. Ben Mendelsohn, como o xerife, repete o papel de vilão sádico visto em Rogue One, mas sem novidade. Eve Hewson e Jamie Dornan, como Marian e Will, têm pouco espaço para brilhar, com arcos românticos previsíveis, conforme notado pelo The Guardian.

O elenco é talentoso, mas o roteiro não explora suas nuances. Personagens secundários, como Frei Tuck (Tim Minchin), são subutilizados, funcionando mais como alívio cômico do que como parte integrante da história. A falta de desenvolvimento emocional, especialmente no triângulo amoroso, impede uma conexão mais profunda com o público.

Direção vibrante com falhas visuais

Otto Bathurst, conhecido por Peaky Blinders, traz um estilo dinâmico, com sequências de ação que misturam câmera lenta e coreografias intensas. As cenas de arquearia, inspiradas em jogos de videogame, são visualmente empolgantes, mas o uso excessivo de efeitos digitais, como explosões exageradas, parece artificial, segundo o Variety. A ambientação de Nottingham, com uma estética que mistura medieval e industrial, é intrigante, mas anacronismos, como figurinos modernos, confundem a identidade do filme.

A trilha sonora de Joseph Trapanese é funcional, mas não memorável, falhando em capturar a essência épica da lenda. A edição rápida mantém o ritmo, mas cortes abruptos em momentos dramáticos prejudicam a coesão. Apesar da energia, a direção não compensa as falhas do roteiro.

Comparação com outras versões de Robin Hood

A lenda de Robin Hood já foi contada em filmes como Robin Hood: O Príncipe dos Ladrões (1991), com Kevin Costner, e a animação da Disney de 1973. Robin Hood: A Origem tenta se diferenciar com um tom moderno, mas não alcança o equilíbrio emocional do filme de Costner ou o charme da animação. Comparado a Rei Arthur: A Lenda da Espada (2017), outro épico modernizado, sofre com problemas semelhantes: estilo sobre substância.

O filme tenta abordar corrupção e desigualdade, temas relevantes em 2025, mas a crítica social é superficial, como notado pelo Collider. Enquanto O Príncipe dos Ladrões cria um herói carismático e uma narrativa coesa, A Origem se perde em ação exagerada e diálogos fracos, não conquistando o mesmo impacto cultural.

Pontos fortes e limitações

Os pontos fortes de Robin Hood: A Origem estão nas atuações de Egerton e Foxx, que trazem energia, e nas sequências de ação, que, apesar de exageradas, são divertidas. A tentativa de modernizar a lenda é ousada, apelando a um público mais jovem. No entanto, o roteiro confuso, anacronismos e a falta de profundidade emocional são grandes entraves. O final, que prepara uma sequência nunca realizada, deixa a história incompleta, frustrando espectadores, conforme fóruns no IMDb.

A produção, com orçamento de 100 milhões de dólares, arrecadou apenas 86 milhões globalmente, segundo o Box Office Mojo, refletindo sua recepção morna. Críticas no Metacritic destacam que o filme não inova, ficando preso entre ser uma aventura séria e uma paródia.

Vale a pena assistir a Robin Hood: A Origem?

Robin Hood: A Origem é uma opção para quem busca ação despretensiosa e gosta de reinterpretações modernas de contos clássicos. As atuações de Taron Egerton e Jamie Foxx e as cenas de ação garantem momentos de entretenimento. No entanto, o roteiro fraco, anacronismos e a falta de coesão narrativa decepcionam, especialmente para fãs das versões clássicas.

Robin Hood: A Origem tenta revitalizar uma lenda atemporal com ação moderna e um elenco carismático, mas tropeça em um roteiro confuso e uma direção que prioriza estilo sobre substância. Taron Egerton e Jamie Foxx são pontos altos, mas não salvam a narrativa de seus clichês e anacronismos.

Disponível na Amazon Prime Video e Telecine, o filme é ideal para uma sessão casual, mas não se compara a O Príncipe dos Ladrões ou mesmo a blockbusters modernos como The Dark Knight. Se você busca um thriller histórico mais robusto, O Último Duel (2021) pode ser uma escolha melhor. Robin Hood: A Origem diverte, mas não deixa marca.

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Magdalena Schneider
Magdalena Schneider
Artigos: 1894

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