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Crítica de Invocação do Mal 3: Vale a pena assistir ao filme?

Invocação do Mal 3: A Ordem do Demônio (2021), dirigido por Michael Chaves, é o terceiro capítulo da franquia principal que acompanha os investigadores paranormais Ed e Lorraine Warren. Com Vera Farmiga e Patrick Wilson reprisando seus papéis, o filme mergulha em um caso real dos anos 80, envolvendo possessão demoníaca e um julgamento por homicídio. Apesar do sucesso comercial, a sequência dividiu críticos e fãs. Vale a pena assistir? Nesta crítica, exploramos a trama, o elenco, a direção e se o filme mantém o terror da série.

Uma trama baseada em fatos reais

Invocação do Mal 3 foca no caso de Arne Cheyenne Johnson, acusado de assassinato em 1981, alegando possessão demoníaca. Ed e Lorraine Warren (Patrick Wilson e Vera Farmiga) investigam o caso, que começa com a possessão de um menino, David Glatzel, e evolui para uma conspiração envolvendo uma maldição satânica. Diferente dos filmes anteriores, centrados em casas assombradas, este explora um thriller sobrenatural com tons de investigação criminal.

A premissa é intrigante, mas a execução tropeça. A narrativa tenta equilibrar terror, drama judicial e romance, mas perde o foco, como apontado pelo Rotten Tomatoes. Reviravoltas, como a introdução de uma ocultista, são promissoras, mas resolvidas de forma apressada, segundo o TheWrap. Ainda assim, a conexão com eventos reais mantém o interesse, especialmente para fãs da franquia.

Elenco carismático sustenta a história

Vera Farmiga e Patrick Wilson continuam sendo o coração da franquia. Como Lorraine e Ed, eles trazem química e profundidade, destacando o amor do casal em meio ao caos sobrenatural. Farmiga, em particular, brilha nas cenas de visões psíquicas, enquanto Wilson retrata Ed com vulnerabilidade, lidando com problemas de saúde. Sua dinâmica é um ponto alto, como elogiado pelo Collider, mantendo o público investido.

O elenco secundário, incluindo Julian Hilliard como David e Ruairi O’Connor como Arne, é competente, mas subutilizado. A antagonista, vivida por Eugenie Bondurant, tem presença visual, mas seu arco é raso, conforme criticado pelo Variety. A força do filme está nos protagonistas, mas a falta de desenvolvimento dos coadjuvantes limita o impacto emocional.

Direção de Michael Chaves: Um novo tom

Com James Wan apenas como produtor, Michael Chaves (A Maldição da Chorona) assume a direção, trazendo uma abordagem diferente. O filme troca o terror claustrofóbico dos anteriores por um estilo mais expansivo, com cenas de investigação e flashbacks. A fotografia de Michael Burgess cria uma atmosfera sombria, especialmente nas sequências de rituais, mas os sustos são menos eficazes, como notado pelo The Hollywood Reporter.

Chaves tenta inovar com elementos de thriller policial, mas a edição irregular e o ritmo desigual prejudicam a tensão. Cenas de possessão são visualmente impactantes, mas carecem da intensidade visceral de Invocação do Mal 2. A trilha sonora de Joseph Bishara mantém a assinatura da franquia, mas não compensa a falta de momentos genuinamente assustadores.

Comparação com a franquia e o gênero

Invocação do Mal 3 é o capítulo mais fraco da trilogia principal. Enquanto o primeiro filme (2013) definiu o terror moderno com sua casa assombrada e o segundo (2016) intensificou a mitologia com a Freira, este terceiro parece menos coeso. A tentativa de misturar terror com drama judicial lembra O Exorcismo de Emily Rose, mas sem a mesma profundidade.

Comparado a outros filmes de 2021, como Maligno de James Wan, Invocação do Mal 3 é menos ousado. A franquia derivada, como Annabelle e A Freira, também sofre de comparações, mas mantém a familiaridade que atrai fãs. O filme é mais acessível que spin-offs, mas não recaptura a magia dos originais.

Pontos fortes e limitações

Os pontos fortes do filme estão na química entre Farmiga e Wilson e na premissa baseada em um caso real. As cenas de rituais e visões psíquicas são visualmente marcantes, e o foco no romance dos Warren adiciona calor à narrativa. A ambientação dos anos 80, com figurinos e cenários autênticos, reforça a imersão.

No entanto, as limitações são evidentes. O terror é menos assustador, com sustos previsíveis, e o roteiro de David Leslie Johnson-McGoldrick não explora o potencial da conspiração satânica. O final, embora emocional, é apressado, como criticado pelo Screen Rant, e a vilã carece de desenvolvimento. A falta de inovação no gênero também pesa, especialmente para quem espera o impacto dos filmes anteriores.

Vale a pena assistir a Invocação do Mal 3?

Invocação do Mal 3 não atinge a excelência dos antecessores, mas ainda oferece momentos de tensão e emoção. Vera Farmiga e Patrick Wilson carregam o filme, e a história baseada em fatos reais atrai curiosos. Com 29,1 milhões de visualizações na HBO Max em 2021, segundo a Nielsen, o filme mantém apelo comercial, mas as críticas mistas (56% no Rotten Tomatoes) refletem sua inconsistência.

Para fãs da franquia ou do gênero terror, é uma escolha decente para uma sessão despretensiosa. Se você busca sustos intensos ou uma narrativa inovadora, pode se decepcionar. Comparado a Hereditário ou Corra!, falta profundidade, mas a familiaridade dos Warren garante entretenimento. Uma única sessão é suficiente, especialmente se você aprecia o casal protagonista.

Invocação do Mal 3: A Ordem do Demônio tenta expandir a franquia com um thriller sobrenatural, mas não recaptura a magia dos filmes anteriores. A química de Vera Farmiga e Patrick Wilson e a premissa baseada em fatos reais são pontos altos, mas o ritmo irregular e sustos fracos limitam o impacto. Ideal para fãs dos Warren ou do terror leve, o filme é uma adição aceitável ao gênero, mas não essencial. Se você busca uma história envolvente com toques de nostalgia, vale a pena assistir. Para algo mais aterrorizante, outros títulos da HBO Max ou Prime Video podem ser melhores escolhas.

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Magdalena Schneider
Magdalena Schneider
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