Crítica de Younger: Vale A Pena Assistir a Série?

Younger, série americana de comédia e drama criada por Darren Star, rodou por sete temporadas entre 2015 e 2021. Disponível na Netflix e Amazon Prime Video, ela segue Liza Miller, uma divorciada de 40 anos que finge ter 26 para reconquistar o mercado de trabalho na indústria editorial de Nova York. Com Sutton Foster no papel principal, o elenco inclui Debi Mazar, Miriam Shor e Hilary Duff. Em 2025, a produção continua atraindo novos fãs em maratonas. Mas será que resiste ao tempo? Nesta crítica, avalio sua leveza, personagens e relevância atual.

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Premissa leve e atemporal

A trama gira em torno de Liza, mãe solteira que, após anos fora do emprego, enfrenta o ageísmo. Um tatuador a convence de que parece jovem. Com maquiagem e atitude, ela se passa por millennial e consegue um emprego na Empirical Press. O que começa como uma farsa vira jornada de autodescoberta, misturando carreira, amizades e romances.

Darren Star, de Sex and the City, acerta no tom frothy. A série critica o preconceito etário no mundo editorial sem ser panfletária. Episódios curtos, de 22 minutos, facilitam o binge. No entanto, a premissa envelhece mal. Em 2025, com debates sobre IA e diversidade no trabalho, o disfarce de Liza parece datado. Críticos no Rotten Tomatoes elogiam os primeiros anos (98% de aprovação), mas notam repetições em tramas românticas.

Elenco carismático e química afiada

Sutton Foster é o coração da série. Sua Liza equilibra ingenuidade e astúcia, com timing cômico impecável. Debi Mazar, como a amiga Maggie, rouba cenas com seu sarcasmo lésbico e leal. Miriam Shor brilha como Diana Trout, a editora excêntrica e insegura, que evolui de caricatura para ícone. Hilary Duff, como Kelsey, traz frescor millennial, enquanto Nico Tortorella e Charles Michael Davis disputam o triângulo amoroso com química palpável.

O elenco secundário enriquece o mundo. Peter Hermann, como o editor Charles, adiciona tensão dramática. A dinâmica feminina, especialmente entre Liza e Diana, destaca amizades verdadeiras. No IMDb, fãs elogiam a autenticidade, mas alguns criticam a falta de diversidade racial, um ponto fraco em uma Nova York multicultural. Ainda assim, as atuações elevam diálogos espirituosos.

Temporadas iniciais brilham, finais tropeçam

As primeiras quatro temporadas fluem com humor afiado e sátira à publishing world. Episódios como o lançamento de um livro viral capturam o caos criativo. A série explora temas como reinventar-se após os 40, com toques feministas leves. Em 2020, o Guardian a chamou de “romcom essencial”, comparando a Bridget Jones.

A partir da quinta, repetições surgem. Romances cíclicos e mentiras acumuladas cansam. A sétima temporada, de 2021, é o ponto baixo: ritmo apressado, resolução forçada do triângulo amoroso e paródia desajeitada de ativismo (como uma Greta Thunberg fake). No Metacritic, a nota cai para 70, com queixas de final anticlimático. Apesar disso, o adeus à pandemia em sets de Nova York pós-Covid adiciona nostalgia em 2025.

Temas relevantes em 2025

Younger discute ageísmo de forma divertida, ecoando debates atuais sobre carreiras longevas. Liza representa mulheres que pausam por maternidade e voltam transformadas. A sátira à cultura millennial – apps de namoro, influencers – ainda ressoa, agora com TikTok em vez de Instagram. No entanto, a visão idealizada de Nova York ignora desigualdades reais, como apontado pelo New York Times em 2021.

A série toca em identidade e autenticidade, mas superficialmente. Críticos no Reddit notam o unrealismo: uma 40-en-crendo como 26 não convence em close-ups. Em tempos de #MeToo e diversidade, falta profundidade em representações queer e raciais, limitando seu apelo progressista.

Vale a pena assistir Younger?

Younger é binge ideal para quem busca escape leve. As primeiras temporadas entretêm com risos e coração, perfeitas para fins de semana chuvosos. Sutton Foster cativa, e o mundo editorial vicioso diverte. No entanto, evite a maratona completa se detesta repetições – pare na quarta temporada.

Para fãs de romcoms como How I Met Your Mother, vale cada episódio. Em 2025, na Netflix, é acessível e nostálgico. Nota: 7/10. Leve, mas não essencial. Se prioriza profundidade, opte por Fleabag. Caso busque fluff inteligente, aperte play.

Younger captura o encanto de recomeços com humor e coração. Darren Star cria um universo bubbly que critica ageísmo sem pesar. Sutton Foster e elenco brilham, mas repetições e final fraco marcam o legado. Sete temporadas de leveza nova-iorquina, ainda relevante em 2025 para quem ama romcoms. Assista pelas risadas, reflita sobre identidade. Uma delícia guilty pleasure que envelhece com graça.

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Magui Schneider
Magui Schneider

Como Editora-Chefe do Séries Por Elas, Magdalena (Magui) é responsável pela curadoria e tom editorial do portal. Magui traz um diferencial único: sua formação como Psicóloga (CRP-RS 07/27539). Ela utiliza sua expertise no comportamento humano para enriquecer as críticas de cinema e TV, oferecendo uma visão analítica e humana sobre o desenvolvimento de personagens e tramas.

Especialista em narrativas de drama, romance e comédia, a ‘Little Monster’ fã declarada da Lady Gaga, traduz sua visão profissional em análises que conectam o público às emoções das telas. É ela quem garante que, aqui, a paixão de fã e a análise séria andem de mãos dadas.

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