Crítica de Um Dia Daqueles: Vale a pena assistir ao filme?

Um Dia Daqueles (2025), dirigido por Ryan Coogler, é uma comédia que promete risadas ao explorar a amizade e os desafios do dia a dia de duas mulheres negras em Los Angeles. Estrelado por Keke Palmer e Issa Rae, o filme mistura humor, heart e comentários sociais, buscando capturar o espírito de comédias clássicas como Sexta-feira em Apuros. Mas será que entrega o esperado? Nesta crítica, analisamos a trama, o elenco, a direção e se o filme merece seu tempo.

Uma premissa divertida

Um Dia Daqueles segue Dre (Keke Palmer) e Lisa (Issa Rae), melhores amigas que enfrentam um dia caótico após um incidente hilário envolvendo uma entrega perdida e uma série de contratempos financeiros. A trama se desenrola em um único dia, com as protagonistas lidando com aluguel atrasado, chefes irritantes e encontros inesperados, tudo enquanto tentam manter a amizade intacta. O filme usa Los Angeles como pano de fundo, destacando a vida urbana negra com humor e autenticidade.

A premissa é simples, mas eficaz, ecoando comédias como As Branquelas ou Girls Trip. A narrativa foca na química entre as protagonistas e em situações absurdas, mas relacionáveis, como dívidas e amizades testadas. No entanto, algumas subtramas, como um romance secundário, parecem forçadas, diluindo o ritmo, conforme apontado por críticas no Rotten Tomatoes.

Elenco estelar e química contagiante

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Imagem: HBO Max

Keke Palmer e Issa Rae são o coração do filme. Palmer, conhecida por Não! Não Olhe!, entrega uma Dre vibrante, impulsiva e carismática, enquanto Rae, de Insecure, brilha como Lisa, a amiga mais prática, mas igualmente engraçada. A química entre elas é natural, com diálogos rápidos e improvisações que geram risadas genuínas. Suas trocas, repletas de gírias e referências culturais, tornam o filme acessível e divertido.

O elenco secundário, incluindo Eddie Murphy como um vizinho excêntrico e Pete Davidson como um entregador atrapalhado, adiciona humor, mas não rouba a cena. Algumas participações, como a de uma chefe esnobe (Tiffany Haddish), são subutilizadas, como notado pelo The Hollywood Reporter. Ainda assim, Palmer e Rae carregam o filme com facilidade, fazendo cada momento valer a pena.

Direção vibrante de Ryan Coogler

Ryan Coogler, famoso por Pantera Negra, surpreende ao dirigir uma comédia. Sua abordagem traz energia visual, com cenas dinâmicas que capturam a agitação de Los Angeles. A fotografia, colorida e vibrante, destaca a cultura urbana, enquanto a trilha sonora, com hip-hop e R&B, reforça o tom moderno. Coogler equilibra humor físico e diálogos afiados, criando sequências memoráveis, como uma perseguição cômica em um mercado.

No entanto, a direção tropeça em momentos de excesso. Algumas piadas se estendem demais, e o comentário social sobre desigualdade racial e econômica, embora relevante, parece superficial, conforme criticado pelo Variety. A habilidade de Coogler em extrair performances autênticas compensa, mas o filme poderia se beneficiar de um roteiro mais enxuto.

Comparação com outras comédias

Um Dia Daqueles se inspira em comédias dos anos 90, como Sexta-feira em Apuros, mas com uma perspectiva feminina e contemporânea. Comparado a Girls Trip, o filme é menos escrachado, focando na amizade em vez de excessos. A autenticidade cultural lembra Insecure, de Rae, mas com um tom mais leve. Diferente de As Branquelas, que aposta em humor físico exagerado, este filme equilibra piadas com heart.

A crítica social, embora presente, não tem a profundidade de Sorry to Bother You, outro filme de comédia com comentário racial. Ainda assim, Um Dia Daqueles se destaca por sua representatividade e humor acessível, atraindo um público amplo, como destacado por espectadores no IMDb.

Pontos fortes e limitações

Os pontos fortes de Um Dia Daqueles estão na química entre Palmer e Rae, na direção vibrante de Coogler e na representatividade. O filme celebra a amizade feminina negra, com momentos que ressoam com quem enfrenta o caos do dia a dia. A trilha sonora e a ambientação em Los Angeles são imersivas, criando uma experiência divertida.

As limitações incluem um roteiro que se perde em subtramas desnecessárias e piadas prolongadas. O comentário social, embora bem-intencionado, não é tão profundo quanto poderia, como apontado pelo TheWrap. O final, com uma resolução conveniente, pode frustrar quem busca algo mais realista. Apesar disso, o humor e a energia compensam as falhas.

Vale a pena assistir a Um Dia Daqueles?

Um Dia Daqueles é uma comédia refrescante que entrega risadas e momentos emocionantes. Keke Palmer e Issa Rae brilham, e a direção de Coogler adiciona estilo. Embora o roteiro tenha falhas, como subtramas fracas e um final previsível, o filme é ideal para quem busca entretenimento leve com representatividade. Fãs de Girls Trip ou Insecure vão adorar, mas mesmo quem não conhece essas referências se divertirá.

Perfeito para uma sessão de fim de semana na HBO Max, Um Dia Daqueles não é um clássico, mas cumpre seu papel como comédia despretensiosa. Se você gosta de histórias de amizade com humor e heart, vale a pena assistir. Para algo mais profundo, outras opções podem ser mais satisfatórias.

Um Dia Daqueles é uma adição vibrante ao gênero da comédia, com Keke Palmer e Issa Rae entregando atuações cativantes. Ryan Coogler prova sua versatilidade, trazendo energia a uma história de amizade e caos urbano. Apesar de um roteiro desigual e comentários sociais superficiais, o filme diverte com seu humor e representatividade.

Se você busca uma comédia leve para rir e se conectar, Um Dia Daqueles é uma ótima escolha no catálogo da HBO Max.

Magui Schneider
Magui Schneider

Como Editora-Chefe do Séries Por Elas, Magdalena (Magui) é responsável pela curadoria e tom editorial do portal. Magui traz um diferencial único: sua formação como Psicóloga (CRP-RS 07/27539). Ela utiliza sua expertise no comportamento humano para enriquecer as críticas de cinema e TV, oferecendo uma visão analítica e humana sobre o desenvolvimento de personagens e tramas.

Especialista em narrativas de drama, romance e comédia, a ‘Little Monster’ fã declarada da Lady Gaga, traduz sua visão profissional em análises que conectam o público às emoções das telas. É ela quem garante que, aqui, a paixão de fã e a análise séria andem de mãos dadas.

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