O Troll da Montanha 2, lançado em 1º de dezembro de 2025 na Netflix, marca o retorno do diretor norueguês Roar Uthaug ao universo de monstros folclóricos. Com 1h42min de duração, o filme mistura aventura, ação e fantasia em uma escala maior que o original de 2022. Ine Marie Wilmann retoma o papel de Nora Tidemann, a paleontóloga traumatizada pelo primeiro encontro com a criatura. Ao lado de Mads Sjogård Pettersen e Kim S. Falck-Jørgensen, a produção expande a mitologia nórdica com um troll colossal em busca de vingança. Mas, em um ano de blockbusters de monstros, o filme entrega espetáculo ou apenas ruído? Nesta crítica, analisamos os acertos e falhas para ajudar você a decidir se vale o play.
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Premissa e enredo ampliados
A sequência começa com um flashback à infância de Nora, onde seu pai narra lendas de trolls massacrados por São Olaf, o rei cristão que os caçou no século XI. Anos após o caos do primeiro filme, Nora vive isolada, desacreditada pelas autoridades. Um novo troll, ainda mais imenso e furioso – apelidado de Jotun ou Megatroll –, escapa de um sítio secreto do governo norueguês. Ele não é um bruto aleatório: busca retaliação contra os descendentes humanos que profanaram sua espécie, ecoando temas de colonialismo e opressão religiosa.
O roteiro de Espen Aukan constrói uma trama mais sombria, com Nora reunindo uma equipe improvável: o ex-marido Andreas (Kim Falck-Jørgensen), agora pai protetor, e o capitão Kris (Mads Sjogård Pettersen), um militar cético. Juntos, eles rastreiam a besta pelas montanhas nevadas e fiordes da Noruega, enquanto burocratas em Oslo debatem encobrimentos. O clímax envolve batalhas épicas, incluindo uma invasão a um resort de esqui, misturando destruição kaiju com toques de humor negro.
A premissa expande o folclore norueguês de forma criativa, ligando trolls a lendas históricas. No entanto, o enredo tropeça em previsibilidade: reviravoltas, como a conexão de Nora com os trolls, são sinalizadas cedo demais. O ritmo inicial é lento, focando em diálogos expositivos, e o final apressado deixa pontas soltas, como a cena pós-créditos que grita por um terceiro filme.
Elenco e atuações convincentes
Ine Marie Wilmann é o coração da produção como Nora. Sua performance evolui de sobrevivente relutante para líder determinada, capturando o peso psicológico do trauma. Wilmann equilibra vulnerabilidade com fúria, especialmente em cenas de confronto emocional com Andreas. Mads Sjogård Pettersen, como o capitão Kris, injeta carisma cínico, roubando momentos com seu humor seco – um alívio em meio ao caos.
Kim S. Falck-Jørgensen, como Andreas, traz ternura paternal, mas seu arco romântico com Nora soa forçado, ecoando clichês de família disfuncional. O elenco de apoio, incluindo burocratas e cientistas, adiciona camadas: um general ambicioso questiona a ética da caça aos trolls, humanizando o conflito. As atuações elevam o material, mas diálogos expositivos limitam o brilho, tornando algumas cenas teatrais demais.
Direção e efeitos visuais impactantes
Roar Uthaug, de A Onda e Tomb Raider, sabe escalar a ação. Ele transforma a Noruega em um playground de destruição: avalanches provocadas por pisadas titânicas, helicópteros derrubados e uma sequência noturna em Oslo que evoca Godzilla vs. Kong. A direção equilibra espetáculo com intimidade, usando takes longos para mostrar o terror da escala do troll – uma criatura de 100 metros com presas que perfuram montanhas.
Os efeitos visuais, da Goodbye Kansas Studios, impressionam no geral. O design do Jotun é aterrorizante, com pelagem irregular e olhos flamejantes que remetem a lendas vikings. No entanto, o CGI vacila em close-ups: texturas de pele parecem plásticas, e interações com humanos carecem de peso. A trilha sonora de Marco Beltrami amplifica a tensão, mas o humor inserido – como piadas sobre “turismo troll” – nem sempre encaixa, criando um tom irregular.
Comparação com o primeiro filme
O original de 2022 era uma surpresa modesta: orçamento baixo, foco em survival horror e mitologia autêntica, com um troll de 8 metros como ameaça pessoal. O Troll da Montanha 2 ambiciona mais, virando kaiju blockbuster com orçamentos maiores – estimados em 20 milhões de dólares. Uthaug troca intimidade por espetáculo, o que agrada fãs de monstros gigantes, mas perde a urgência do primeiro.
Enquanto o antecessor explorava luto familiar, a sequência aprofunda temas ecológicos e culturais: trolls como vítimas de genocídio cristão, criticando o progresso humano. Ainda assim, falta a coesão narrativa do original. Críticos como o Roger Ebert notam que a expansão dilui o impacto, tornando-o “tedioso em comparação”. Para sequências, supera Godzilla: Rei dos Monstros em autenticidade cultural, mas não em inovação.
Pontos fortes e limitações
Os acertos brilham na ação: a batalha no resort de esqui mistura comédia escura com violência gráfica, como o troll injetando terror em esquiadores. A mitologia expandida enriquece o universo, com referências a jotuns e ymir que recompensam fãs de folclore. Wilmann e Pettersen ancoram o emocional, e as locações norueguesas – filmadas em Dovrefjell e Budapest para interiores – criam imersão visual.
As fraquezas pesam: pacing irregular, com atos iniciais arrastados e clímax sobrecarregado. O CGI inconsistente e reviravoltas previsíveis frustram, como apontado pela Decider (“pule”). O humor, embora norueguês em essência, soa forçado em um thriller de monstros. Com 1h42min, poderia ser 20 minutos mais curto, evitando repetições de perseguições.
Vale a pena assistir?
- Nota: 3/5. Uma besta que ruge, mas não morde fundo.
O Troll da Montanha 2 divide opiniões: Rotten Tomatoes dá 45% dos críticos, mas 70% do público, elogiando o espetáculo. Para fãs do primeiro ou de kaiju como Pacific Rim, é diversão guilty pleasure – assista pela destruição e mitologia. No entanto, se busca profundidade ou originalidade, decepciona com sua fórmula genérica.
Em um catálogo Netflix lotado, é uma sessão rápida para noites frias, mas não essencial. Melhor que sequências como Venom 2, mas aquém de Godzilla Minus One. Se curte monstros nórdicos, aperte o play; caso contrário, volte ao original.
O Troll da Montanha 2 é um passo ambicioso, mas irregular, no universo de Uthaug. Com ação colossal e atuações sólidas, ele entretém superficialmente, expandindo lendas norueguesas em escala épica. Ainda assim, pacing fraco e CGI irregular impedem que seja memorável. Vale para quem ama destruição kaiju, mas o original permanece superior. Com a pós-créditos, um terceiro parece inevitável – torçamos por refinamento.
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