D.P.A. 4 – O Fantástico Reino de Ondion, quarto filme da franquia Detetives do Prédio Azul, estreia hoje nos cinemas brasileiros. Dirigido por Mauro Lima, com roteiro de Flávia Lins e Silva e João Costa Van Hombeeck, o longa mistura aventura, mistério e fantasia para o público infantil. Com Emilly Puppim, Stéfano Agostini e Samuel Minervino no elenco principal, a produção leva os detetives Mel e Zeca a um mundo mágico em busca de Max. Em tempos de conteúdos digitais rápidos, será que essa jornada cinematográfica ainda encanta? Nesta análise, exploramos os acertos e nuances para famílias decidirem se vale a ida ao cinema.
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Premissa cativante para jovens exploradores
A trama começa com o sumiço misterioso de Max, o terceiro detetive do trio. Mel e Zeca, inseparáveis desde o primeiro filme, desconfiam de algo sobrenatural. Eles descobrem um portal para o Reino de Ondion, uma vila lúdica cheia de castelos, barracas de feira e enigmas ancestrais. Lá, enfrentam criaturas fantásticas e um mal ancestral que ameaça o equilíbrio do mundo.
Essa estrutura clássica de “portal para outro mundo” remete a As Crônicas de Nárnia, mas adaptada ao universo brasileiro. O roteiro injeta humor local, com referências a folclore e cotidiano suburbano, tornando a aventura acessível. O mistério central – quem raptou Max? – avança com pistas inteligentes, incentivando crianças a deduzirem junto. No entanto, o ritmo inicial é lento, priorizando setup emocional sobre ação imediata. Para pais, é um respiro; para os pequenos, pode testar a paciência nos primeiros 20 minutos.
Elenco mirim com química natural
Emilly Puppim retorna como Mel, a líder corajosa e curiosa, com uma maturidade que reflete seu crescimento na franquia. Aos 14 anos, ela equilibra determinação e vulnerabilidade, especialmente nas cenas de dúvida sobre a amizade. Stéfano Agostini, como Zeca, traz leveza cômica, com expressões faciais que roubam risadas sem forçar. Sua parceria com Puppim é o coração do filme, evocando cumplicidade real de irmãos.
Samuel Minervino, como Max, tem cenas limitadas, mas impactantes, revelando camadas de bravura. O elenco adulto, incluindo Claudia Netto e Gabriel Braga Nunes, adiciona peso. Netto, em papel de mentora mística, elogia o texto “inteligente” em entrevistas, e sua presença eleva o tom fantástico. Braga Nunes, irreconhecível como guardião de Ondion, surpreende as filhas no set, humanizando a produção. A química geral flui, mas diálogos expositivos ocasionalmente soam didáticos, como lições morais disfarçadas.
Direção visual que transporta
Mauro Lima, de O Candidato Honesto, dirige com maestria o equilíbrio entre real e fantástico. A transição do Prédio Azul para Ondion é fluida, com CGI acessível que não sobrecarrega. Os cenários – florestas encantadas, castelos flutuantes – capturam imaginação infantil sem exageros hollywoodianos. A fotografia de Lula Carvalho usa cores vivas para Ondion, contrastando com tons terrosos do mundo real, reforçando temas de descoberta.
O som é outro destaque: trilha de Alexandre de Faria mistura eletrônica lúdica com instrumentos folclóricos, criando imersão. Acessibilidade é prioridade, com legendas descritivas e áudio-descrição, alinhando ao público familiar. Ainda assim, algumas sequências de ação, como perseguições por portais, pecam por edição apressada, perdendo clareza em telas grandes.
Temas profundos em embalagem leve
Além da aventura, o filme aborda amizade inabalável e coragem perante o desconhecido. Max, raptado por um “mal” que representa medos internos, simboliza superação de traumas infantis. O roteiro de Lins e Silva, com toques poéticos, incentina empatia sem pregação. Críticas iniciais, como no AdoroCinema, elogiam o “truque fantástico” que entrelaça mistério policial com lição de vida.
Comparado aos antecessores, D.P.A. 4 amadurece: menos foco em gadgets, mais em dilemas emocionais. Diferente de Detetives do Prédio Azul 3, que era mais cômico, aqui a fantasia eleva a narrativa. Para 2025, com sobrecarga de animações digitais, o live-action brasileiro se destaca por representatividade: elenco diverso reflete Brasil multicultural.
Pontos fortes e ajustes necessários
Os acertos incluem engajamento infantil: enigmas interativos, como charadas visuais, estimulam reflexão ativa. A duração de 109 minutos é ideal, evitando fadiga. Produção da Globo Filmes garante qualidade técnica, com locações em estúdios que simulam imersão.
Limitações surgem no subtexto: o “mal” de Ondion, um ser sombrio, poderia explorar mais origens culturais, como lendas indígenas. Algumas piadas adultas passam despercebidas para crianças, mas enriquecem rewatch familiar. No geral, é uma evolução positiva, com nota 4/5 em previews do Omelete.
Vale a pena ir ao cinema?
Sim, para famílias com crianças de 6 a 12 anos. O filme diverte, educa e cria memórias compartilhadas, especialmente em salas IMAX para o espetáculo visual. Pais encontrarão alívio em mensagens positivas sobre resiliência. Em um ano de blockbusters globais, D.P.A. 4 celebra o cinema nacional acessível.
Se busca aventura leve com coração, compre o ingresso. Para teens, pode ser infantil demais; opte por streamings posteriores. Estreia hoje: não perca o portal para Ondion.
D.P.A. 4 – O Fantástico Reino de Ondion consolida a franquia como pilar do cinema infantojuvenil brasileiro. Com direção sensível de Mauro Lima e elenco afiado, ele transforma mistério em celebração da imaginação. Apesar de ritmos iniciais calmos, o conjunto encanta e inspira. Em 2025, é lembrete de que aventuras locais podem rivalizar com importados. Vale cada pipoca: um reino fantástico espera.
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