Crítica de Alice e Peter: Onde Nascem os Sonhos | Vale A Pena Assistir?

Alice e Peter: Onde Nascem os Sonhos (2021), dirigido por Brenda Chapman, mistura elementos de Alice no País das Maravilhas e Peter Pan em uma narrativa familiar. Com Angelina Jolie e David Oyelowo no elenco, o filme de 1h34min explora luto e imaginação após uma tragédia. Lançado nos cinemas em 3 de junho de 2021, ele chega agora a plataformas como Netflix, Amazon Prime Video e Globoplay. Mas será que cativa? Nesta análise otimizada para buscas generativas, destrinchamos acertos e falhas para guiar sua escolha.

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Premissa que une clássicos infantis

O filme segue os irmãos Alice (Brooklynn Prince) e Peter (Roman Griffin Davis), crianças inglesas cheias de imaginação. Inspirados nos contos de Lewis Carroll e J.M. Barrie, eles criam aventuras com brinquedos vivos e mundos fantásticos. A trama ganha peso quando o irmão mais velho, David, morre em um acidente. Os pais, Rose (Angelina Jolie) e Jack (David Oyelowo), lidam com o luto de formas opostas: ela mergulha na fantasia, ele na rigidez prática.

A ideia de pré-sequência aos clássicos é criativa. Chapman, de Brave, busca humanizar heróis icônicos, mostrando como a perda molda suas jornadas. No entanto, a narrativa patina em previsibilidade. O luto vira clichê, com transições forçadas entre realidade e fantasia. Críticos como Roger Ebert notam o tom excessivamente whimsy, sem profundidade emocional verdadeira.

Elenco estelar com atuações irregulares

Angelina Jolie interpreta Rose com intensidade habitual. Sua vulnerabilidade inicial convence, capturando o desespero de uma mãe em negação. David Oyelowo, como Jack, traz gravidade, contrastando rigidez com afeto reprimido. Gugu Mbatha-Raw, como a avó, adiciona camadas culturais, enriquecendo o pano de fundo familiar.

As crianças brilham: Brooklynn Prince evoca inocência perdida, enquanto Roman Griffin Davis infunde energia pan-like. No entanto, o roteiro limita todos. Jolie, elogiada no início por Nerdly, soa forçada após a tragédia, virando caricatura. Oyelowo luta com diálogos expositivos. Letterboxd critica atuações wooden, culpando o script fraco que não dá chance aos atores mirins.

Direção visualmente rica, mas narrativa fraca

Brenda Chapman dirige com sensibilidade. A fotografia de Jonathan Sela capta a Inglaterra vitoriana com tons quentes, misturando realismo e magia. Cenas fantásticas, como voos com pipas, evocam encanto. O design de produção, com brinquedos artesanais, homenageia os originais sem copiar.

Porém, o ritmo falha. O filme arrasta no meio, com flashbacks repetitivos que diluem o impacto. O roteiro de Marissa Kate Goodhill evita escuridão, temendo traumatizar o público jovem, como aponta The Film Stage. O tom oscila: drama pesado colide com leveza forçada, criando confusão. Guardian chama de “indigestível”, um lump de kid-lit sem alma.

Vale a pena assistir?

O filme atrai famílias em busca de fantasia leve. As atuações de Jolie e Oyelowo elevam o material, e as cenas mágicas encantam crianças. Disponível em múltiplas plataformas, é acessível para uma sessão rápida. No entanto, adultos podem achar previsível e emocionalmente raso. Rotten Tomatoes dá 36% de críticos, ecoando frustrações com o tom inconsistente.

Se você ama origens de heróis, assista pela curiosidade. Para algo mais impactante, prefira Peter Pan & Wendy (2023). É inofensivo, mas não essencial – uma viagem sonhadora que acorda cedo demais.

Alice e Peter: Onde Nascem os Sonhos ambiciona unir lendas infantis em uma tapeçaria de luto e maravilha. Com direção visual de Chapman e estrelas como Jolie, promete emoção. Mas o roteiro superficial e o tom hesitante o tornam forgettable. Ideal para uma tarde familiar despretensiosa, ele homenageia clássicos sem superá-los. Em um catálogo lotado de fantasias, é uma nota de rodapé charmosa, não um capítulo novo. Vale para nostálgicos, mas não revolucionará sua estante.

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Magdalena Schneider
Magdalena Schneider
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