Lançado em 2019, A Maldição da Chorona é um filme de terror que mergulha no universo de Invocação do Mal. Dirigido por Michael Chaves em sua estreia em longas, com roteiro de Tobias Iaconis e Mikki Daughtry, o longa conta com Linda Cardellini no papel principal, ao lado de Roman Christou e Raymond Cruz. A trama se passa em Los Angeles nos anos 1970 e segue Anna Tate-Garcia, uma assistente social viúva que ignora os avisos de uma mãe acusada de negligência infantil. Logo, sua família é perseguida por uma entidade maligna conhecida como La Llorona, a Chorona, que busca roubar crianças para substituir as suas. Mas será que A Maldição da Chorona se inspira em uma história real? Descubra a seguir.
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Sinopse de A Maldição da Chorona
Anna Garcia cuida sozinha de seus filhos, Chris e Sam, após a morte de seu marido, um policial. No trabalho, ela investiga o caso de Patricia, uma mãe imigrante mexicana que perdeu os filhos de forma trágica. Patricia avisa Anna sobre La Llorona, uma força maligna que ela invocou acidentalmente em um ato de desespero. Ignorando o alerta, Anna leva sua família para o local do incidente. Chris é atraído pelo choro da entidade e sofre queimaduras misteriosas. Logo, o espírito invade a casa dos Garcia, deixando marcas idênticas em Sam e ameaçando a vida das crianças.
Desesperada, Anna busca ajuda no Padre Perez, um curandeiro católico interpretado por Tony Amendola, que já apareceu em Annabelle. Ele revela que La Llorona é uma alma penada amaldiçoada, presa à Terra por seus pecados. Com a orientação de Rafael, um curandeiro folclórico (Raymond Cruz), Anna usa um pingente sagrado para combater a Chorona. O filme mistura jumpscares, atmosfera sombria e elementos culturais latinos, conectando-se ao universo de Invocação do Mal por meio de referências sutis.
A Maldição da Chorona se Baseia em uma História Real?
A Maldição da Chorona não se baseia em um evento histórico específico ou em uma narrativa biográfica real. Em vez disso, inspira-se diretamente na lenda folclórica mexicana de La Llorona, uma figura que remonta ao século XVI. Essa história oral, passada de geração em geração, mistura elementos de mitos indígenas astecas com influências coloniais espanholas. Não há um incidente documentado que sirva como base exata para o filme, mas a lenda em si é considerada “real” no sentido cultural, com relatos de avistamentos e choros noturnos que aterrorizam comunidades há séculos.
O filme adapta a lenda para um contexto moderno, ambientado em 1973, mas preserva o cerne: uma mulher traída que mata seus filhos e agora vaga como fantasma, chorando “¡Ay, mis hijos!” (Oh, meus filhos!). Essa fidelidade ao folclore dá ao longa uma sensação de autenticidade, mesmo sendo uma obra de ficção. Críticos notam que a entidade é retratada com respeito à tradição, evitando estereótipos excessivos.
A Origem da Lenda de La Llorona: Folclore Mexicano do Século XVI
A lenda de La Llorona surge na Cidade do México colonial, por volta de 1550. Moradores da antiga Tenochtitlán relatavam ser acordados à noite por um choro agonizante de mulher, ecoando pelas ruas. Daí o nome: “La Llorona”, a Chorona ou Mulher que Chora. A versão mais difundida conta de uma bela mulher indígena ou mestiça, chamada Maria, que se apaixona por um homem nobre espanhol. Eles se casam e têm dois filhos, mas o amante a abandona por uma mulher de sua classe social.
Enciumada e enlouquecida, Maria afoga os filhos em um rio para se vingar do amado. Arrependida, ela se suicida nas águas, mas é negada no céu e no inferno. Condenada a vagar eternamente, La Llorona busca substituir seus filhos raptando crianças de outras famílias, especialmente à beira de rios ou lagos. Essa narrativa serve como lição moral: um aviso para mães infiéis e crianças desobedientes.
Outras variantes ligam a lenda a La Malinche, intérprete e amante de Hernán Cortés durante a conquista do México em 1519. Traída pelo conquistador, que a abandonou após terem filhos, Malinche simboliza a dor da colonização e a perda cultural. Essa conexão adiciona camadas de crítica social à história, refletindo temas de traição e identidade.
Influências Indígenas e Versões Regionais da Chorona
A lenda tem raízes astecas, possivelmente inspirada em Cihuacóatl, deusa da fertilidade que chorava por crianças sacrificadas. Com a chegada dos espanhóis, o mito se fundiu com crenças católicas sobre almas penadas. No México, La Llorona é avistada em canais de Xochimilco ou rios de Guadalajara. Versões variam: em uma, Yoltzin perde os filhos em um incêndio e morre de tristeza, tornando-se o fantasma.
A lenda se espalhou pela América Latina. Na Venezuela, é La Sayona, uma viúva vingativa. No Brasil, ecoa em histórias como a Mula Sem Cabeça ou a Loira do Banheiro, mas sem o foco em crianças. Nos EUA, comunidades latinas em Texas e Califórnia relatam encontros, integrando-a ao folclore chicano. Esses relatos “reais” – testemunhos orais de choros e aparições – alimentam a crença popular, mesmo sem provas documentais.
La Llorona no Cinema: De 1933 a A Maldição da Chorona
A Chorona chegou aos cinemas cedo. O primeiro filme, La Llorona (1933), dirigido por Ramón Peón, foi o terror mexicano pioneiro, retratando-a como espectro vingativo. Em 1963, La Maldición de la Llorona foca em uma herdeira assombrada pela entidade. Animações e episódios de TV, como em Supernatural (2005), modernizaram a lenda.
A Maldição da Chorona integra o universo Conjuring, produzido por James Wan. É o sexto filme da franquia, ligando-se a Annabelle pelo Padre Perez. Michael Chaves, em estreia, usa jumpscares e sombria fotografia para evocar o folclore. Linda Cardellini brilha como Anna, transmitindo vulnerabilidade maternal. O filme arrecadou US$ 123 milhões globalmente, provando o apelo da lenda.
Temas Universais: Traição, Maternidade e o Sobrenatural
Além do terror, A Maldição da Chorona explora temas profundos. A traição de La Llorona reflete dores femininas em sociedades patriarcais. Sua maldição questiona o perdão e o arrependimento. Anna, como mãe solteira latina, enfrenta preconceitos, espelhando lutas de imigrantes. O filme critica o sistema social que ignora avisos culturais, levando a tragédias.
Esses elementos ressoam globalmente. A lenda adverte sobre perigos noturnos e impulsos destrutivos, comum em folclores como a Banshee irlandesa. No contexto atual, discute saúde mental materna e violência doméstica, tornando a história relevante.
Por Que A Maldição da Chorona Assusta Tanto?
O sucesso do filme vem da autenticidade cultural. Filmado com consultoria mexicana, respeita rituais como o uso de sementes de mostarda e orações. A entidade, com véu branco e mãos queimadas, evoca medo primal. Críticas elogiam a atmosfera, mas apontam previsibilidade. Ainda assim, é um terror acessível, ideal para fãs de Invocação do Mal. A lenda persiste porque toca medos ancestrais: perda de filhos e solidão eterna. Relatos modernos de avistamentos mantêm viva a “realidade” da Chorona.
A Maldição da Chorona inspira-se em uma lenda folclórica real do México, não em eventos biográficos concretos. A história de La Llorona, com séculos de evolução, oferece base rica para o terror sobrenatural. Com direção de Michael Chaves e atuações de Linda Cardellini e Raymond Cruz, o filme honra o mito enquanto entretém. Disponível na Netflix, é essencial para quem curte horrores culturais. Assista e ouça o choro – mas cuidado com as noites escuras.
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