Crítica de Os Roses: Até que a morte os separe | Vale a pena assistir o filme?

Os Roses: Até Que a Morte os Separe (2025), dirigido por Jay Roach, é uma releitura moderna do clássico A Guerra dos Roses (1989). Estrelado por Olivia Colman e Benedict Cumberbatch, com Andy Samberg no elenco de apoio, o filme mistura comédia ácida e drama emocional para retratar a desintegração de um casamento aparentemente perfeito. Com um roteiro afiado de Tony McNamara, a produção promete humor britânico e reflexões sobre relações contemporâneas. Mas será que entrega? Nesta crítica otimizada para SEO, analisamos a trama, o elenco, a direção e se o filme vale seu tempo.
Uma premissa de amor e ódio
Os Roses acompanha Ivy (Olivia Colman), uma chef de cozinha, e Theo (Benedict Cumberbatch), um arquiteto, que parecem viver o sonho americano na Califórnia com seus dois filhos. A fachada de perfeição rui quando o museu projetado por Theo desmorona, virando meme na internet, enquanto o restaurante de Ivy ganha fama com uma crítica elogiosa. A inversão de papéis profissionais desencadeia uma guerra conjugal, com alfinetadas sarcásticas, sabotagens mesquinhas e uma escalada de ressentimentos.
Inspirado no livro de Warren Adler, o filme atualiza a história dos anos 80, focando em pressões modernas como sucesso profissional e ego. Diferente do original, que abraçava o exagero, esta versão busca um tom mais realista, misturando humor e tragédia. No entanto, como apontado pela Esquina da Cultura, o roteiro às vezes recai em estereótipos, o que pode alienar parte do público.
Elenco estelar com química explosiva
Olivia Colman brilha como Ivy, combinando sarcasmo afiado com vulnerabilidade. Sua habilidade de transitar entre comédia e drama, como visto em A Favorita, faz dela o coração do filme. Benedict Cumberbatch, como Theo, equilibra arrogância e fragilidade, oferecendo momentos de humor e desespero. A química entre os dois é inegável, descrita por Roach como “alquímica”, e sustenta as cenas mais intensas, como o jantar repleto de mágoas.
Andy Samberg, como Barry, e Kate McKinnon, como Amy, formam um casal secundário que tenta injetar humor americano, mas suas atuações, embora carismáticas, parecem deslocadas. Outros coadjuvantes, como Allison Janney (Eleanor) e Ncuti Gatwa (Jeffrey), são subutilizados, com subtramas que pouco adicionam à narrativa central.
Direção e roteiro com altos e baixos
Jay Roach, de Entrando Numa Fria, dirige com um toque leve, mas nem sempre acerta o tom. A produção da Searchlight Pictures é visualmente atraente, com cenas que capturam a opulência da casa dos Roses e a vibrante São Francisco. A trilha sonora reforça o clima de tensão e ironia, especialmente nas trocas verbais entre Ivy e Theo. O roteiro de Tony McNamara, indicado ao Oscar por Pobres Criaturas, é repleto de diálogos cortantes, mas perde força na segunda metade, com momentos de humor forçado.
A tentativa de equilibrar comédia e drama resulta em uma “tragédia shakespeariana disfarçada de comédia”. No entanto, algumas cenas, como Theo contaminando um prato de Ivy com um ralador de queijo, beiram o absurdo e podem incomodar.
Comparação com o original e outros filmes
Os Roses se distancia do exagero caricatural de A Guerra dos Roses (1989), com Michael Douglas e Kathleen Turner, optando por um tom mais humano. Enquanto o original usava humor físico, como pratos voando, a nova versão foca em sabotagens emocionais, refletindo pressões contemporâneas, como desigualdade de reconhecimento. Comparado a comédias ácidas como Entre Facas e Segredos, Os Roses é menos consistente, mas mais emocional, especialmente nas cenas de confronto.
Críticas sugerem que o filme não inova tanto quanto promete, mas sua abordagem moderna do divórcio ressoa com públicos que enfrentam dilemas similares. Fãs do original podem apreciar a homenagem, mas alguns, como o Blog de Hollywood, sentiram desconforto com a intensidade do ódio conjugal.
Pontos fortes e limitações
Os pontos altos de Os Roses estão na dupla Colman e Cumberbatch, cuja sinergia eleva o filme, e no roteiro de McNamara, que brilha nos diálogos sarcásticos. A cena do jantar é um exemplo perfeito, misturando humor e ressentimento. A produção visual e a crítica às dinâmicas de poder no casamento também são acertos.
As limitações incluem o tom inconsistente, que oscila entre comédia e drama sem equilíbrio, e personagens secundários mal aproveitados. Em suma, o filme resvala em piadas machistas, especialmente na vilanização de Ivy, o que pode soar datado. O final, embora impactante, deixa um gosto agridoce, como um “aviso” sobre relações.
Vale a pena assistir a Os Roses?
Os Roses é uma comédia ácida que diverte e incomoda, ideal para quem gosta de humor britânico e histórias sobre relações disfuncionais. Olivia Colman e Benedict Cumberbatch entregam atuações brilhantes, sustentando uma narrativa que reflete sobre amor, ego e fracasso. Apesar de tropeços no tom e coadjuvantes fracos, o filme entretém com seu sarcasmo e momentos emocionais, como destacado pela Veja SP.
Se você ama A Favorita ou Succession, a mistura de drama e humor cáustico pode agradar. Para quem espera uma comédia leve, o tom sombrio pode surpreender. Disponível nos cinemas desde 28 de agosto de 2025, Os Roses é uma boa pedida para uma sessão reflexiva, mas não é um clássico instantâneo.
Os Roses: Até Que a Morte os Separe reinventa um clássico com atuações memoráveis de Olivia Colman e Benedict Cumberbatch. O roteiro de Tony McNamara e a direção de Jay Roach criam uma experiência divertida e desconfortável, explorando a fragilidade do amor moderno. Apesar de falhas no tom e personagens secundários, como Andy Samberg, o filme entrega risadas e reflexões. Para fãs de comédias inteligentes e dramas conjugais, vale a pena conferir nos cinemas.
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