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Filme Dia D Tem Cenas Pós-Créditos?

O cinema mundial se prepara para um evento monumental neste fim de semana. O lendário diretor Steven Spielberg está de volta à ficção científica com o aguardado Dia D, que estreia oficialmente na próxima quinta-feira, 11 de junho de 2026. Com um elenco estelar liderado por Emily Blunt, Josh O’Connor e Colin Firth, o longa promete resgatar o melhor do estilo que consagrou o cineasta. No entanto, em tempos onde o público se acostumou a esperar até as luzes do cinema acenderem, uma dúvida domina as redes: vale a pena continuar na poltrona?

Diferente das grandes franquias de super-heróis que moldaram a indústria recente, Dia D não tem cenas pós-créditos. Com uma duração robusta de 2 horas e 25 minutos, a produção opta por entregar uma experiência narrativa com início, meio e fim, fechando sua jornada emocional de forma completa antes que sobem os créditos finais ao som da trilha marcante de John Williams.

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Sobre o Filme Dia D

Para entender o peso de Dia D, precisamos olhar para o passado. O roteiro assinado por David Koepp, baseado em uma história do próprio Steven Spielberg, evoca o DNA de clássicos indiscutíveis como Contatos Imediatos do Terceiro Grau (1977) e E.T.: O Extraterrestre (1982).

Se em 1993, com Jurassic Park, o diretor já misturava deslumbramento com os perigos da ganância corporativa e, em 2002, trouxe a paranoia de Minority Report, agora, prestes a completar 80 anos de idade, o cineasta une a inocência visual de outrora a uma maturidade reflexiva sobre os segredos e as manipulações do poder governamental.

Trama do Filme

A trama nos joga diretamente na ação sem qualquer introdução lenta, apresentando um cenário onde a humanidade descobre que não está sozinha no universo exatamente no momento em que o próprio planeta caminha em direção à destruição.

Os Principais Elementos em Tópicos

  • A Conspiração: Uma agência secreta do governo chamada WARDEX esconde provas de visitas extraterrestres desde o governo de Richard Nixon.
  • O Fugitivo: Um gênio da cibernética que passou oito anos preso decide expor a farsa de cinco décadas e rouba um dispositivo alienígena.
  • O Fenômeno: Uma meteorologista de TV local começa a manifestar habilidades inexplicáveis e a falar uma língua incompreensível.
  • A Perseguição: Uma caçada humana implacável que cruza os Estados Unidos em sequências de ação milimetricamente coreografadas.

Alianças Secretas e Conflitos de Poder

O vilão da história é interpretado por Colin Firth, que vive Noah Scanlon, o líder frio e implacável da WARDEX. Ele inicia o filme sequestrando Jane Blankenship (Eve Hewson), uma ex-noviça que serve como bússola moral da trama, para atingir o namorado dela, Daniel Kellner (Josh O’Connor). Daniel é o ex-hacker que roubou a poderosa tecnologia alienígena que o governo pagava para ele proteger, movido pelo ideal de que o mundo tem o direito de saber a verdade.

Na sua fuga, Daniel encontra apoio em Hugo Wakefield (Colman Domingo), o diretor de ativos biológicos da agência que passou para a clandestinidade com uma dúzia de funcionários. A caçada atinge seu ápice em locais públicos e isolados, incluindo uma fazenda na Virgínia Ocidental e uma fuga espetacular onde os personagens saltam de um carro em movimento para um trem em alta velocidade, perseguidos pelo chefe de segurança Boyd (Henry Lloyd-Hughes).

O Mistério de Kansas City

Do outro lado do país, em Kansas City, a vida da meteorologista Margaret Fairchild (Emily Blunt) vira de cabeça para baixo. Após um pássaro cardeal vermelho entrar em seu apartamento, ela passa a falar russo e coreano fluentemente, além de conseguir entrar na mente das pessoas pelo olhar.

Durante uma transmissão ao vivo na TV, Margaret entra em transe e começa a emitir sons estranhos de cliques. Esse dialeto bizarro é reconhecido instantaneamente por Daniel como um código alienígena. Guiada por Hugo, ela destrói seu telefone e foge ao lado do namorado confuso, Jackson (Wyatt Russell), iniciando uma jornada para descobrir a conexão cósmica que a une a Daniel.

Conclusão

Ao optar por não incluir cenas pós-créditos, o filme respeita o ritmo da sua própria conclusão. Trata-se de uma narrativa propulsiva baseada em conceitos como empatia, verdade e espiritualidade. Mesmo que a ideia de alienígenas se manifestarem como animais comuns flerte com o exagero visual em computação gráfica, o saldo final é uma obra cinematográfica obrigatória que amadurece os temas que o diretor explora há cinco décadas.

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