Crítica de O Clube do Crime das Quintas-Feiras: Vale a pena assistir o filme?

O Clube do Crime das Quintas-Feiras, dirigido por Chris Columbus, é uma adaptação do best-seller homônimo de Richard Osman, lançado pela Netflix em 28 de agosto de 2025. Com um elenco estelar, incluindo Helen Mirren, Pierce Brosnan, Ben Kingsley e Celia Imrie, o filme promete uma mistura de comédia, mistério e drama ambientada em uma comunidade de aposentados. Mas será que cumpre as expectativas? Descubra a seguir.

Uma premissa divertida com potencial de franquia

O Clube do Crime das Quintas-Feiras acompanha quatro aposentados – Elizabeth (Helen Mirren), Ron (Pierce Brosnan), Ibrahim (Ben Kingsley) e Joyce (Celia Imrie) – que vivem na luxuosa comunidade de Coopers Chase, na Inglaterra. Apaixonados por resolver casos antigos de assassinatos, eles formam o Clube do Crime das Quintas-Feiras. Quando um promotor imobiliário é encontrado morto, o grupo se vê envolvido em seu primeiro caso real, enfrentando segredos, suspeitos e perigos inesperados.

A premissa é encantadora, combinando humor britânico com suspense policial. A ideia de idosos investigando crimes lembra séries como Only Murders in the Building, mas com um toque de charme inglês. No entanto, como apontado no IMDb, a adaptação corta partes do livro, o que enfraquece alguns motivos dos personagens e acelera o desfecho, deixando a narrativa menos coesa. Ainda assim, o filme captura o espírito leve e quirky do romance, ideal para fãs de mistérios aconchegantes.

Elenco estelar e química cativante

O grande trunfo de O Clube do Crime das Quintas-Feiras é seu elenco. Helen Mirren brilha como Elizabeth, uma ex-espiã com inteligência afiada e profundidade emocional, especialmente em cenas com seu marido, Stephen (Jonathan Pryce), que enfrenta demência. Pierce Brosnan surpreende como Ron, um ex-líder sindical com um sotaque cockney que, apesar de críticas no IMDb, adiciona carisma. Ben Kingsley e Celia Imrie completam o quarteto com atuações sólidas, trazendo humor e empatia.

O elenco de apoio, com David Tennant, Naomi Ackie e Richard E. Grant, enriquece a trama, embora alguns papéis, como o de Tennant, sejam subutilizados, conforme notado pela AV Club. A química entre os protagonistas é inegável, capturando a camaradagem descrita no livro. Mirren, em particular, eleva o filme, transformando Elizabeth em uma heroína pela qual vale torcer, segundo o The Guardian.

Direção competente, mas com falhas de ritmo

Chris Columbus, conhecido por Harry Potter e Esqueceram de Mim, entrega uma direção visualmente agradável. A fotografia de Giles Keyte destaca a beleza da zona rural inglesa, criando uma atmosfera acolhedora que contrasta com o mistério. A produção da Amblin Entertainment, de Steven Spielberg, adiciona um toque de qualidade, com cenários detalhados e uma trilha sonora que reforça o tom leve.

No entanto, o ritmo é irregular. O primeiro ato é lento, como criticado no IMDb, enquanto o final parece apressado, falhando em desenvolver os motivos dos vilões. Columbus equilibra humor e drama, mas a adaptação, escrita por Katy Brand e Suzanne Heathcote, perde nuances do livro, segundo o Rotten Tomatoes. Apesar disso, o filme mantém um charme acessível, perfeito para um público amplo.

Comparação com o livro e outras produções

A adaptação de O Clube do Crime das Quintas-Feiras é fiel ao espírito do livro, mas simplifica a trama complexa de Osman. Fãs do romance, conforme o IMDb, elogiam a escalação de Mirren e Imrie, mas lamentam a ausência de detalhes que enriquecem os personagens. Comparado a Only Murders in the Building, o filme é menos serial, mas compartilha a vibe de amadores resolvendo crimes com humor.

No contexto de 2025, O Clube do Crime das Quintas-Feiras se destaca entre thrillers leves, como Death on the Nile (Disney+), mas não alcança a sofisticação de Glass Onion (Netflix). Sua mistura de comédia e mistério o torna ideal para quem busca entretenimento despretensioso, mas fãs de tramas densas podem achar a narrativa superficial.

Os pontos fortes do filme incluem o elenco carismático, a ambientação encantadora e o humor britânico. Mirren e Brosnan elevam o material, enquanto a direção de Columbus garante uma experiência visualmente atraente. A abordagem leve, com momentos emocionantes, como as cenas de Elizabeth e Stephen, adiciona coração, conforme destacado pela amkstation.com.

As limitações estão no ritmo e na adaptação. O corte de subtramas do livro, como apontado no IMDb, deixa o enredo menos robusto. Algumas escolhas de elenco, como o sotaque de Brosnan, dividem opiniões, e o final apressado decepciona, segundo o The Hollywood Reporter. O filme é divertido, mas não atinge o potencial de uma franquia marcante.

Vale a pena assistir a O Clube do Crime das Quintas-Feiras?

O Clube do Crime das Quintas-Feiras é uma opção agradável para quem busca um mistério leve com humor e um elenco de peso. Helen Mirren e seus colegas entregam atuações memoráveis, e a ambientação em Coopers Chase é um deleite visual. Apesar de falhas no ritmo e na adaptação, o filme é perfeito para uma sessão descontraída, como sugerido no Netflix Tudum. Fãs do livro podem sentir falta de profundidade, mas a essência do grupo de idosos detetives é preservada.

Se você gosta de Only Murders in the Building ou The Exotic Marigold Hotel, este filme é uma escolha acertada. Para quem prefere thrillers intensos, pode parecer leve demais. Com 75% de aprovação no Rotten Tomatoes, é um entretenimento sólido, mas não revolucionário.

O Clube do Crime das Quintas-Feiras oferece uma combinação divertida de comédia, mistério e emoção, impulsionada por um elenco estelar e uma direção competente. Embora sofra com um ritmo irregular e uma adaptação simplificada, o filme captura o charme do livro de Richard Osman, tornando-se uma opção atraente no catálogo da Netflix. Ideal para quem busca entretenimento leve com um toque britânico, é uma sessão agradável, mas não inesquecível. Se você ama histórias de detetives amadores e humor sutil, vale a pena assistir.

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Magui Schneider
Magui Schneider

Como Editora-Chefe do Séries Por Elas, Magdalena (Magui) é responsável pela curadoria e tom editorial do portal. Magui traz um diferencial único: sua formação como Psicóloga (CRP-RS 07/27539). Ela utiliza sua expertise no comportamento humano para enriquecer as críticas de cinema e TV, oferecendo uma visão analítica e humana sobre o desenvolvimento de personagens e tramas.

Especialista em narrativas de drama, romance e comédia, a ‘Little Monster’ fã declarada da Lady Gaga, traduz sua visão profissional em análises que conectam o público às emoções das telas. É ela quem garante que, aqui, a paixão de fã e a análise séria andem de mãos dadas.

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