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Convenção das Bruxas CRÍTICA: O Medo como Espelho da Coragem e o Colo que Salva o Mundo

Você se lembra do frio na barriga que sentia quando criança ao ouvir uma história de terror debaixo das cobertas? Convenção das Bruxas, dirigido pelo consagrado Robert Zemeckis, resgata exatamente essa sensação, mas com uma roupagem visualmente deslumbrante. Disponível para aluguel nas plataformas Amazon Prime Video, Claro TV+, Mercado Play, Google Play Filmes e TV e YouTube, o filme traz de volta o universo do escritor Roald Dahl.

Embora muitos fiquem presos à comparação com o clássico de 1990, esta nova versão merece sua atenção por um motivo muito íntimo. Ela fala sobre como o amor familiar e o acolhimento são os nossos maiores escudos contra os monstros da vida real. Vale cada minuto do seu tempo, especialmente se você assistir com o coração aberto para a fantasia.

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Matriarcado, Proteção e a Resiliência no Olhar de uma Avó

No portal Séries Por Elas, nós sempre buscamos a alma das personagens femininas e a forma como elas ocupam espaço na tela. Nesta versão de Convenção das Bruxas, a estrutura da narrativa ganha uma força extraordinária por meio da representatividade e do poder do matriarcado. A escalação de Octavia Spencer como a Vovó não é um detalhe simples. Ela transforma a personagem em um pilar de sabedoria ancestral, cura e afeto incondicional.

O filme conversa profundamente com as mulheres de hoje. Ele mostra o peso do cuidado e a força de uma mulher que, mesmo enfrentando seu próprio luto e problemas de saúde, assume a responsabilidade de guiar uma criança traumatizada. A Vovó de Octavia Spencer é o retrato da resiliência feminina: ela cozinha com amor, canta para espantar a tristeza e, quando o perigo surge, não hesita em lutar.

Por outro lado, temos a vilã interpretada por Anne Hathaway. A Grande Bruxa Alta é o oposto do afeto. Ela representa a vaidade extrema, o egoísmo e a aversão à pureza da infância. Esse embate entre a vilã caricata e a avó acolhedora cria uma metáfora muito bonita sobre os desafios das mães e cuidadoras contemporâneas. Afinal, proteger os nossos filhos de um mundo exterior que muitas vezes se mostra hostil e cruel é a nossa maior missão diária.

“O verdadeiro poder de uma mulher não está na mágica que ela carrega, mas no tamanho do abraço que ela oferece.”

O Brilho do Elenco e a Magia que Assusta e Encanta

O roteiro, assinado por Robert Zemeckis, Kenya Barris e o mestre do terror fantástico Guillermo del Toro, caminha por uma linha tênue e muito interessante. Ele equilibra a comédia familiar com o horror infantil puro. A história do garoto órfão, vivido com doçura pelo jovem Jahzir Kadeem Bruno, ganha contornos dramáticos profundos na primeira metade do filme. É impossível não se emocionar com o processo de cura do menino ao lado de sua avó.

As atuações são o grande motor da produção. Anne Hathaway entrega uma performance absolutamente magnética, exagerada e deliciosamente grotesca. Ela se diverte no papel da vilã, usando um sotaque marcante e expressões corporais que hipnotizam a câmera.

A maquiagem e os efeitos digitais ajudam a criar uma figura que realmente pode dar pequenos pesadelos aos mais novos, mas que diverte os adultos. O reencontro de Hathaway com Stanley Tucci, que interpreta o gerente do hotel Mr. Stringer, traz uma pitada de nostalgia deliciosa para quem ama o cinema dos anos 2000.

Visualmente, o filme é um deleite para os olhos. A fotografia abandonou o tom sombrio das versões antigas e abraçou as cores vivas, quentes e saturadas do sul dos Estados Unidos na década de 1960. O figurino impecável e a direção de arte transformam o hotel de luxo em um cenário de sonhos.

A trilha sonora de Alan Silvestri dita o ritmo da aventura com maestria. Ela cresce nos momentos de tensão e se torna doce e emocionante nas cenas caseiras. Zemeckis usa sua vasta experiência com animação para nos colocar na perspectiva dos ratinhos com agilidade e dinamismo. No entanto, o roteiro peca um pouco pelo excesso de narração, explicando em palavras o que nós já estamos vendo na tela. Ainda assim, a química do elenco principal sustenta a narrativa com muita dignidade.

“Às vezes, a vida nos transforma em sobreviventes antes mesmo de aprendermos a lutar.”

O Veredito do Coração

<strong>NOTA: 4/5</strong>

Convenção das Bruxas pode não ter a mesma atmosfera sombria que marcou a infância dos anos 90, mas tem algo igualmente valioso: alma. É uma história divertida, visualmente impecável e que celebra os laços de sangue e de amor. Um filme perfeito para assistir ao lado de quem a gente ama, lembrando que nenhum feitiço é capaz de derrotar o verdadeiro acolhimento.

  • Onde Assistir (Oficial): Amazon Prime Video, Claro TV+, Mercado Play, Google Play Filmes e TV, e YouTube (Modalidade de Aluguel).

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