Qual é o Filme da Sessão da Tarde Hoje, 29/04? Que Horas Começa?

Nesta quarta-feira, 29 de abril de 2026, a TV Globo exibe na Sessão da Tarde, a partir das 15h30, o longa-metragem Planeta dos Macacos: A Origem (Rise of the Planet of the Apes). Dirigido pelo britânico Rupert Wyatt e lançado originalmente em agosto de 2011, o filme redefine a franquia de ficção científica ao apresentar a gênese do conflito entre humanos e símios, destacando-se pela performance técnica de Andy Serkis no papel de César e pelo roteiro assinado por Rick Jaffa e Amanda Silver.

O filme escolhido para a tarde de hoje marca o renascimento de uma das sagas mais icônicas do cinema. Através de uma abordagem cientificamente plausível e emocionalmente densa, a obra narra como o uso de um medicamento experimental para o tratamento do mal de Alzheimer acaba por conceder inteligência humana a um chimpanzé, desencadeando uma revolução que alterará para sempre o destino da Terra.

Planeta dos Macacos: A Origem | Do Clássico ao Reboot Necessário

Planeta dos Macacos- A Origem
Imagem: 20 Century Fox

A franquia Planeta dos Macacos estabeleceu seu lugar na cultura pop em 1968, com o clássico protagonizado por Charlton Heston. Após diversas sequências e uma tentativa de refilmagem em 2001 dirigida por Tim Burton — protagonizada por Mark Wahlberg, mas que não obteve a recepção esperada por parte da crítica e do público —, a marca precisava de uma reestruturação profunda.

A mudança de paradigma ocorreu em 2011, quando Rupert Wyatt optou por não realizar um remake tradicional, mas sim um reboot focado nas origens. Em vez de iniciar a história em um futuro já dominado pelos macacos, a produção buscou responder à pergunta fundamental: como o domínio símio começou? A solução encontrada pelos roteiristas evitou o uso de monstros ou vilões caricatos, ancorando a narrativa em uma crítica social e científica assustadoramente atual.

A Ciência por trás da Revolução

O enredo central gira em torno de Will Rodman, interpretado por James Franco, um cientista brilhante motivado por uma causa pessoal: curar seu pai, Charles (John Lithgow), que sofre de um estágio progressivo de perda de memória. No laboratório farmacêutico onde trabalha, Rodman desenvolve o ALZ-112, um composto experimental que demonstra resultados extraordinários em chimpanzés, elevando suas capacidades cognitivas.

Após um incidente que leva ao cancelamento do programa, Will resgata um filhote de chimpanzé que recebeu o medicamento geneticamente através da mãe. Criado em um ambiente doméstico e batizado de César, o animal desenvolve autoconsciência e a habilidade de se comunicar por sinais, tornando-se o coração emocional da narrativa.

Andy Serkis: A Revolução da Captura de Movimentos

Um dos pilares técnicos que elevam o filme ao status de referência é a utilização da tecnologia de Captura de Movimentos (Performance Capture). Andy Serkis, veterano na técnica após dar vida ao Gollum em O Senhor dos Anéis, entrega em Planeta dos Macacos: A Origem uma atuação física e visceral.

A qualidade da interpretação de Serkis foi tão impactante que, na época do lançamento, gerou um debate global sobre a elegibilidade de atores em meios digitais para categorias de premiações tradicionais como o Oscar. Através de gestos sutis, postura e, principalmente, do olhar, o ator consegue transmitir a dor, a confusão e a eventual liderança de César, mesmo sem o uso de diálogos verbais na maior parte da trama.

O Legado e a Continuidade da Saga

O sucesso de bilheteria e crítica pavimentou o caminho para uma das trilogias mais sólidas da era moderna.

  • Desempenho Financeiro: Arrecadação superior a US$ 481 milhões mundialmente.
  • Sequências Diretas: Planeta dos Macacos: O Confronto (2014) e Planeta dos Macacos: A Guerra (2017).
  • Expansão Recente: Em 2024, a saga retornou aos cinemas com Planeta dos Macacos: O Reinado, que explora o universo décadas após os eventos vividos por César.

Impactos e Consequências

A produção de Rupert Wyatt alterou a forma como o público se relaciona com personagens gerados por computador. Ao inverter a lógica emocional e colocar o espectador para torcer pelo “antagonista” não-humano, o filme provocou uma reflexão profunda sobre ética científica e o tratamento de seres sencientes.

Culturalmente, o filme provou que o espetáculo visual dos efeitos especiais de ponta pode (e deve) estar a serviço de uma história com profundidade psicológica. O racha entre o mundo humano e o instinto de liberdade de César não é apenas um artifício de roteiro, mas uma análise sobre rejeição e a inevitabilidade do conflito quando a empatia falha.

Conclusão

Planeta dos Macacos: A Origem permanece, quinze anos após seu lançamento, como um marco de inteligência no cinema de entretenimento. Ao equilibrar a tragédia pessoal de Will Rodman com a ascensão épica de César, o filme oferece uma experiência completa que vai além da ficção científica tradicional.

É um estudo sobre paternidade, ambição e a busca por identidade, consolidando-se como a porta de entrada indispensável para entender a complexa mitologia de Westeros e a evolução dos blockbusters contemporâneos.

FAQ Estruturado

Que horas começa a Sessão da Tarde hoje?

Está prevista para iniciar às 15h30 (horário de Brasília), logo após a novela Terra Nostra.

Qual é a história do filme de hoje?

Um cientista testa um remédio para Alzheimer em macacos; um deles, César, ganha inteligência superior e lidera uma rebelião.

Quem interpreta o macaco César?

O ator Andy Serkis, através da tecnologia de captura de movimentos e performance.

O filme está disponível no streaming?

Sim, a trilogia completa e os filmes novos estão disponíveis em plataformas de streaming para quem deseja continuar a história.

Qual a sequência de Planeta dos Macacos: A Origem?

O filme é seguido por O Confronto (2014), A Guerra (2017) e o recente O Reinado (2024).

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Magui Schneider
Magui Schneider

Como Editora-Chefe do Séries Por Elas, Magdalena (Magui) é responsável pela curadoria e tom editorial do portal. Magui traz um diferencial único: sua formação como Psicóloga (CRP-RS 07/27539). Ela utiliza sua expertise no comportamento humano para enriquecer as críticas de cinema e TV, oferecendo uma visão analítica e humana sobre o desenvolvimento de personagens e tramas.

Especialista em narrativas de drama, romance e comédia, a ‘Little Monster’ fã declarada da Lady Gaga, traduz sua visão profissional em análises que conectam o público às emoções das telas. É ela quem garante que, aqui, a paixão de fã e a análise séria andem de mãos dadas.

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