CRÍTICA de Uma Sexta-Feira Mais Louca Ainda | Vale a pena assistir?

Uma Sexta-Feira Mais Louca Ainda (2025), dirigido por Nisha Ganatra, é a aguardada sequência do icônico Sexta-Feira Muito Louca de 2003, que marcou gerações com Lindsay Lohan e Jamie Lee Curtis. Lançado no cinema, o filme traz de volta a dupla em uma nova troca de corpos, agora envolvendo quatro personagens. Com uma mistura de comédia, romance e emoção, a produção apela à nostalgia enquanto tenta conquistar novos públicos. Mas será que entrega a magia do original? Nesta crítica, analisamos a trama, o elenco, a direção e se vale a pena assistir.
Uma trama nostálgica com toques modernos
Uma Sexta-Feira Mais Louca Ainda retoma a essência do primeiro filme, baseado no romance de Mary Rodgers, mas expande a premissa. Anna Coleman (Lindsay Lohan), agora uma mãe solteira, está prestes a se casar com Eric (Manny Jacinto), um chef britânico.
Sua filha adolescente, Harper (Julia Butters), não se dá bem com a enteada de Eric, Lily (Sophia Hammons). Enquanto isso, Tess (Jamie Lee Curtis), avó de Harper, tenta mediar as tensões familiares. Um evento mágico, desencadeado por uma vidente (Vanessa Bayer), faz Anna trocar de corpo com Harper e Tess com Lily, criando o caos antes do casamento.

A história equilibra humor e coração, com conflitos familiares e um toque de modernidade, como a possível mudança para Londres. Embora siga batidas familiares, o roteiro de Jordan Weiss adiciona reviravoltas, como a rivalidade entre Harper e Lily, mantendo a narrativa fresca. No entanto, o final, segundo alguns fãs no Rotten Tomatoes, parece apressado, resolvendo conflitos complexos com soluções simples.
Elenco estelar com química contagiante
Lindsay Lohan e Jamie Lee Curtis são o coração do filme. Lohan, como Anna, transita entre a mãe responsável e a adolescente rebelde com facilidade, mostrando sua habilidade para comédia física. Curtis, como Tess no corpo de Lily, rouba cenas com reações hilárias à sua nova aparência jovem. A química entre elas, tão marcante no original, continua vibrante, especialmente em momentos de confronto e reconciliação.
Julia Butters e Sophia Hammons, como Harper e Lily, surpreendem. Butters, conhecida por Era Uma Vez em Hollywood, entrega vulnerabilidade, enquanto Hammons brilha ao interpretar a avó exigente no corpo de uma adolescente. Manny Jacinto adiciona charme como Eric, e cameos de Mark Harmon e Chad Michael Murray, reprisando papéis do original, encantam os fãs. Apesar do talento, alguns personagens secundários, como a vidente de Bayer, parecem subutilizados, conforme apontado pelo Collider.
Direção vibrante e nostalgia bem dosada
Nisha Ganatra, de Late Night, injeta energia na direção, capturando a essência das comédias adolescentes dos anos 2000 com um toque contemporâneo. A fotografia destaca a vibrante Los Angeles, com cenas em escolas e casamentos que evocam a estética do original. A trilha sonora, incluindo a reunião da banda fictícia Pink Slip, é um deleite nostálgico, como destacado pela Variety.
Ganatra equilibra humor físico, como as trocas de corpos, com momentos emocionais, como as reflexões de Anna sobre ser mãe. No entanto, a comédia às vezes é exagerada, com piadas que soam forçadas, segundo o TheWrap. A decisão de evitar tropos problemáticos do original, como estereótipos culturais, é acertada, mas a inclusão da vidente torna a narrativa um pouco caricata.
Comparação com o original e outros filmes
Uma Sexta-Feira Mais Louca Ainda honra o Sexta-Feira Muito Louca de 2003, com referências como a banda Pink Slip e o retorno de Jake (Murray), mas não supera o charme do original. Comparado a outras comédias de troca de corpos, como The Swap ou 17 Again, o filme se destaca pela química de Lohan e Curtis e pela abordagem familiar. No entanto, não alcança a profundidade emocional de dramas como A Culpa é das Estrelas, mesmo abordando temas como luto e aceitação.
A sequência apela aos fãs nostálgicos, como eu, que cresceram com o original, mas também atrai novos públicos com sua abordagem moderna. Críticas no IMDb elogiam os callbacks, mas apontam que o filme não inova tanto quanto poderia, ficando preso a uma fórmula previsível.
Pontos fortes e limitações
Os pontos fortes de Uma Sexta-Feira Mais Louca Ainda estão na química do elenco, na direção energética de Ganatra e na nostalgia bem executada. A reunião de Lohan e Curtis é um presente para os fãs, e as atuações de Butters e Hammons adicionam frescor. A trilha sonora e os cenários vibrantes reforçam o apelo.
Por outro lado, o filme sofre com um roteiro previsível e um final apressado, que resolve conflitos familiares de forma simplista. Algumas piadas, como as da vidente, não funcionam, e personagens secundários mereciam mais destaque. Apesar disso, a combinação de humor e emoção mantém o filme envolvente, como notado pelo Screen Daily.
Vale a pena assistir Uma Sexta-Feira Mais Louca Ainda?
Uma Sexta-Feira Mais Louca Ainda é uma sequência que entrega diversão, nostalgia e coração. Perfeito para fãs do original ou de comédias familiares, o filme brilha com as atuações de Lindsay Lohan e Jamie Lee Curtis, além da energia de Julia Butters e Sophia Hammons. Embora não reinvente o gênero, é uma adição divertida ao catálogo da Netflix, ideal para uma maratona de fim de semana.
Se você busca uma comédia leve com toques emocionais, Uma Sexta-Feira Mais Louca Ainda vale a pena. No entanto, se prefere narrativas mais inovadoras ou profundas, pode achar a história previsível. Para quem cresceu cantando as músicas de Pink Slip, é uma viagem nostálgica imperdível.
Uma Sexta-Feira Mais Louca Ainda é uma sequência que honra o legado de Sexta-Feira Muito Louca com humor, emoção e um elenco estelar. Apesar de um roteiro previsível e um final corrido, a química entre Lohan e Curtis, combinada com a direção vibrante de Ganatra, faz do filme uma experiência divertida. Perfeito para fãs de comédias adolescentes e nostalgia dos anos 2000, é uma escolha sólida para uma sessão leve na Netflix. Se você quer rir e se emocionar, Uma Sexta-Feira Mais Louca Ainda é uma aposta certeira.






