Lançado em 5 de junho de 2025, Bailarina: Do Universo de John Wick expande o universo brutal e estilizado da franquia John Wick, com direção de Len Wiseman e roteiro de Shay Hatten. O filme, que mistura ação e suspense, traz a atriz Ana de Armas como a protagonista, interpretando uma assassina em busca de vingança. Com 2h05min de duração, a produção promete atrair fãs do gênero de ação, mas será que consegue sustentar o alto padrão estabelecido pela franquia John Wick?
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Proposta Narrativa e Direção
A proposta de Bailarina se insere no vasto universo de John Wick, oferecendo uma nova perspectiva ao focar em uma assassina altamente treinada, Dominika, que busca vingança após um ataque pessoal devastador. A narrativa gira em torno da busca de justiça em um mundo imerso em violência e códigos de honra. A escolha de Len Wiseman como diretor indica uma tentativa de dar ao filme uma identidade visual mais refinada, mas sem perder a essência crua e violenta que caracteriza o universo de John Wick.
O filme segue uma linha narrativa que poderia ser considerada um spin-off previsível, com algumas surpresas em sua estrutura, mas no geral mantém a expectativa de ação ininterrupta. A direção de Wiseman não se desvia muito do tom estabelecido pela franquia principal, resultando em uma narrativa de vingança repleta de confrontos intensos e momentos de alta tensão. A execução é eficiente, mas não traz inovações significativas ao gênero, o que pode ser um ponto de desagrado para quem espera algo mais criativo e ousado.
Atuações e Construção dos Personagens
A grande força de Bailarina está na performance de Ana de Armas. A atriz, que vem se consolidando como uma das grandes promessas de Hollywood, entrega uma performance convincente, incorporando perfeitamente a frieza e a determinação de Dominika. Sua habilidade em transitar entre momentos de vulnerabilidade e força é impressionante, trazendo profundidade à sua personagem. No entanto, a escrita do roteiro não oferece muitas camadas ao desenvolvimento de sua protagonista, limitando a atriz a uma figura mais funcional do que realmente tridimensional.
Ian McShane e Anjelica Huston, ambos veteranos, contribuem com performances competentes, mas sem grandes surpresas. McShane, como o enigmático gerente de um hotel que serve como refúgio para assassinos, mantém a postura de autoridade característica, enquanto Huston, em uma participação menor, adiciona uma pitada de mistério à trama. Ambos trazem uma presença que alinha-se bem ao tom do filme, mas não conseguem tirar a produção do lugar-comum.
A construção dos personagens, em geral, é algo previsível. Dominika tem motivações claras e traumas óbvios, mas o desenvolvimento psicológico é superficial. O filme se dedica muito mais à ação do que ao aprofundamento emocional dos personagens, o que pode ser frustrante para quem busca algo mais do que cenas de luta intensas e coreografadas.
Aspectos Técnicos (Roteiro, Fotografia, Trilha, Ritmo)
O roteiro de Shay Hatten se apoia em convenções do gênero, o que pode ser tanto uma vantagem quanto uma desvantagem. Ele oferece o que o público espera de um filme de ação, com muitos diálogos expositivos e cenas de confronto bem planejadas, mas peca na inovação. As motivações dos personagens principais são claras, mas os elementos secundários não são tão bem trabalhados, o que compromete o ritmo em algumas partes.
A fotografia é, sem dúvida, um dos pontos fortes de Bailarina. O trabalho visual consegue capturar a estética sombria e estilizada que caracteriza o universo de John Wick, mas com uma abordagem mais limpa e centrada na figura da protagonista. As cenas de ação são bem executadas, com coreografias de combate intensas e bem filmadas, mantendo a fluidez que os fãs do gênero tanto apreciam.
A trilha sonora, por outro lado, não se destaca de forma memorável. Embora funcione bem para intensificar os momentos de ação, ela não tem a mesma presença marcante das trilhas de John Wick, algo que poderia ter sido melhor aproveitado para dar mais identidade ao filme. Já o ritmo é eficiente, alternando bem entre momentos de tensão e ação, embora em certos pontos o filme se arraste um pouco.
Pontos Fortes e Limitações
Bailarina: Do Universo de John Wick tem pontos fortes inegáveis, como a interpretação de Ana de Armas, a fotografia elegante e as cenas de ação bem executadas. Além disso, o filme consegue explorar a violência e a estética do universo de John Wick de maneira eficaz, com cenas intensas e bem coreografadas que vão agradar aos fãs da franquia.
No entanto, as limitações são evidentes. O roteiro é previsível, e a construção dos personagens carece de profundidade. Dominika, apesar de ser uma protagonista carismática, não é completamente desenvolvida como uma personagem complexa. A trama, embora interessante, segue uma fórmula que já foi muito explorada em filmes de ação, o que pode fazer com que o público perca o interesse ao longo do filme.
Para Quem o Filme Funciona (Ou Não)
Este filme é definitivamente voltado para os fãs de John Wick e para aqueles que apreciam uma boa dose de ação e suspense. A proposta de apresentar uma protagonista feminina em um universo já estabelecido traz frescor, mas sem ousar em termos de narrativa ou desenvolvimento de personagem. Se você está em busca de algo mais profundo ou inovador, Bailarina pode decepcionar. No entanto, para quem quer uma experiência visualmente empolgante e cheia de ação, sem muitas surpresas, o filme cumpre seu papel.
Conclusão Avaliativa
- Nota: 3,5 de 5 ⭐⭐⭐☆ – Um filme sólido de ação, mas que peca pela falta de inovação e desenvolvimento mais robusto de personagens.
Bailarina: Do Universo de John Wick é um filme eficiente dentro dos parâmetros que se propõe a entregar. Com Ana de Armas no papel principal e uma direção competente de Len Wiseman, o filme é uma escolha segura para os fãs de ação e para aqueles que buscam imersão no universo de John Wick. No entanto, sua falta de inovação e a abordagem superficial dos personagens fazem com que ele fique aquém de suas ambições. Se você gosta de ação direta e sem grandes pretensões, o filme vale a pena. Se busca algo mais complexo ou com uma construção de personagem mais profunda, talvez seja melhor procurar outra opção.
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