Crítica de Oblivion: Vale A Pena Assistir o Filme?

Oblivion (2013), dirigido por Joseph Kosinski, é um marco visual na ficção científica pós-apocalíptica. Com Tom Cruise no centro da ação, o filme retrata um futuro devastado pela guerra contra alienígenas, onde o técnico Jack Harper repara drones e descobre segredos que questionam sua realidade. Disponível na HBO Max, a produção de 126 minutos mistura aventura, mistério e efeitos especiais impressionantes. Mas, em 2025, com o gênero saturado por blockbusters como Duna, ele ainda resiste? Nesta análise, destrinchamos os acertos e falhas para decidir se vale o play.
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Premissa intrigante, mas derivativa
Jack Harper vive em uma torre isolada com sua parceira Victoria, monitorando drones que protegem recursos hídricos da Terra contra os Scavs, remanescentes invasores. Uma missão de resgate revela anomalias que levam Jack a uma jornada de autodescoberta, envolvendo uma piloto misteriosa e uma resistência subterrânea.
A trama, inspirada em contos de Joseph Kosinski e adaptada com Karl Gajdusek, evoca clássicos como Moon e Wall-E. O twist central sobre identidade e memória adiciona camadas filosóficas, explorando o que define a humanidade. No entanto, o roteiro peca pela previsibilidade. Reviravoltas, embora impactantes, seguem fórmulas de sci-fi dos anos 2000, com diálogos expositivos que explicam demais. Roger Ebert criticou o ritmo lento inicial, que vira tedioso, diluindo o mistério em uma hora e meia de setup.
Tom Cruise carrega o filme com carisma
Tom Cruise, aos 50 anos, interpreta Jack com energia incansável. Sua fisicalidade – escaladas, pilotagens e lutas – eleva cenas de ação, como a perseguição de drones em cânions. Olga Kurylenko, como Julia, traz vulnerabilidade sutil, contrastando com a frieza de Andrea Riseborough como Victoria. Morgan Freeman surge como Beech, líder rebelde, injetando gravidade com sua voz icônica, embora seu papel seja breve.
O elenco secundário, incluindo Melissa Leo como a controladora Sally, funciona bem em videologs, mas falta química em interações. Cruise salva o dia, como notado no Rotten Tomatoes, onde sua performance é elogiada como “excelente”. Ainda assim, personagens femininas parecem acessórios, um trope comum em sci-fi estrelada por ele, conforme análise do New York Times.
Direção visual de Kosinski brilha
Joseph Kosinski, após Tron: Legacy, domina a estética. Filmado em locações como Islândia e Louisiana, Oblivion ostenta paisagens desoladas que misturam ruínas futuristas e natureza selvagem. A cinematografia de Claudio Miranda cria um mundo minimalista, com drones elegantes e a icônica torre flutuante. Efeitos visuais, indicados ao Oscar, integram CGI seamless, como a queda da hidrelétrica.
A trilha de M83 e Joseph Trapanese amplifica a melancolia, com sintetizadores etéreos que evocam solidão. No entanto, a direção tropeça no pacing: sequências de ação são dinâmicas, mas flashbacks e exposições arrastam. O Guardian chamou o tom de “lugubrious e derivativo”, priorizando estilo sobre substância, o que enfraquece o impacto emocional.
Pontos fortes e limitações
Os visuais são o maior trunfo: desertos áridos e céus nublados criam um pós-apocalipse minimalista, contrastando com o caos de invasões alienígenas. A ação, como a batalha final, entrega adrenalina pura, e o final otimista ressoa com esperança ambiental. Cruise prova sua versatilidade, elevando um enredo genérico.
Limitações incluem o roteiro raso: temas de ecologia e guerra são subexplorados, virando pano de fundo. Mulheres são subutilizadas, e o twist, embora clever, não surpreende veteranos do gênero. Com 54% no Rotten Tomatoes, divide opiniões – visualmente 9/10, narrativamente 5/10.
Vale a pena assistir?
Oblivion merece uma chance para fãs de sci-fi visual. Se você ama Top Gun: Maverick pela ação de Cruise ou Arrival pela introspecção, encontre aqui um meio-termo. Disponível na HBO Max, é perfeito para uma sessão noturna, com 2h06min que voam em cenas de voo. Evite se busca originalidade; opte por Ex Machina nesse caso. Em 2025, com remakes e sequências dominando, Oblivion é uma relíquia subestimada – não um clássico, mas um entretenimento sólido. Assista pelo espetáculo, reflita sobre a trama depois.
Oblivion é um enigma: deslumbra pela forma, decepciona no conteúdo. Kosinski constrói um mundo cativante, Cruise o habita com vigor, mas o roteiro derivativo impede voos mais altos. Vale para quem prioriza visuais e ação em sci-fi, especialmente na HBO Max. Uma experiência mista, mas memorável pelas imagens que ficam na retina.
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