Quem é LGBT em Stranger Things?

“Stranger Things” consolidou-se como um dos maiores fenômenos culturais da última década, cativando audiências com sua mistura envolvente de nostalgia oitentista, mistério sobrenatural e laços de amizade inquebráveis. Para além da aventura, a série se destaca por sua crescente e significativa representatividade LGBTQIA+. A pergunta “Quem é LGBT em Stranger Things?” não é apenas uma busca por personagens, mas um reconhecimento do impacto cultural que a série tem gerado, validando e empoderando identidades que, por muito tempo, foram marginalizadas ou invisibilizadas na mídia. Sob uma perspectiva feminista, essa abordagem inclusiva desmantela normas cis-heteronormativas e oferece espelhos para audiências diversas, promovendo uma compreensão mais rica e empática da experiência humana, que se estende à crucial presença de aliados.

A seguir, aprofundamos nos personagens e atores que trouxeram essa importante representatividade para o coração de Hawkins, e na figura do aliado que se tornou essencial.

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Will Byers

Will Byers

Will Byers, interpretado por Noah Schnapp, é um dos personagens centrais de “Stranger Things” desde o primeiro episódio. Sua jornada na série foi marcada por desafios sobrenaturais, mas também por uma profunda exploração de sua identidade. A sexualidade de Will foi gradualmente construída ao longo das temporadas, culminando na quarta temporada com a clara demonstração de seus sentimentos por seu melhor amigo, Mike Wheeler.

A confirmação de Noah Schnapp de que a paixão de Will por Mike é de fato amorosa validou as percepções de muitos fãs e deu profundidade à complexidade emocional do personagem. Will representa a luta interna e a beleza da aceitação de sentimentos que podem parecer diferentes ou assustadores, especialmente em um contexto onde a visibilidade LGBTQIA+ era limitada. Sua história ressoa com muitos jovens que, assim como ele, buscam entender e expressar quem são.

Robin Buckley

Robin Buckley

A introdução de Robin Buckley, interpretada por Maya Hawke, na terceira temporada, trouxe um novo dinamismo e, crucialmente, um novo ícone LGBTQIA+ para “Stranger Things”. A revelação de que Robin é lésbica, em uma cena memorável e comovente com Steve Harrington, foi um momento divisor de águas para a série.

O que torna a representação de Robin ainda mais significativa é que a decisão sobre sua sexualidade foi uma construção colaborativa, com a própria Maya Hawke contribuindo ativamente para moldar a personagem. Robin é inteligente, engraçada e complexa, e sua orientação sexual é uma parte intrínseca de quem ela é, mas não a define completamente. Ela se tornou um farol de visibilidade para mulheres lésbicas, desafiando estereótipos e mostrando que personagens queer podem ser amados e celebrados sem que sua sexualidade seja o único ponto de sua existência.

E Steve Harrington?

Steve Harrington

Steve Harrington (Joe Keery) começou “Stranger Things” como o estereótipo do “atleta” dos filmes dos anos 80 — fútil e superficial. No entanto, sua evolução ao longo das temporadas o transformou no coração e na alma da série. Sua jornada de amizade e apoio culmina em um dos momentos mais tocantes da terceira temporada, quando Robin se revela lésbica para ele.

A cena, que se passa em 4 de julho de 1985, ganha um peso adicional pelo contexto histórico da época. A homofobia era generalizada e a AIDS era um flagelo que assustava a sociedade, associada pejorativamente à comunidade LGBTQIA+. Diante da confissão de Robin, a tensão é palpável. Ela teme a rejeição, acreditando que Steve não quererá mais sua amizade após ele ter acabado de expressar seus próprios sentimentos por ela.

A resposta de Steve, no entanto, é de uma beleza e simplicidade raras. Em vez de se afastar, ele desvia a atenção da revelação, zombando da paixão de Robin por uma “total chata” (Tammy Thompson), fazendo-a rir e demonstrando uma aceitação incondicional. Steve não é homofóbico, nem amargurado por não ser correspondido. Ele continua a tratá-la com o mesmo carinho e apoio, solidificando seu papel como um aliado inesperado e fundamental. Ele nos mostra que a aliança não é apenas a ausência de preconceito, mas a presença ativa de bondade, respeito e amizade inabalável, um pilar vital para a comunidade LGBTQIA+ em qualquer época.

Noah Schnapp é gay?

A vida imita a arte, e no caso de Noah Schnapp, interpretar Will Byers foi um catalisador para sua própria jornada de autodescoberta. Em janeiro de 2023, Noah, então com 18 anos, publicou um vídeo no TikTok revelando ser gay. A mensagem honesta e direta – “Quando finalmente contei aos meus amigos e familiares que era gay depois de passar 18 anos com medo no armário e tudo o que eles disseram foi ‘nós sabemos'” – ecoou globalmente.

Noah Schnapp publicamente afirmou que a experiência de dar vida a Will o ajudou a se aceitar, destacando a profunda conexão entre seu papel e sua vida pessoal. “Eu estaria em um lugar completamente diferente se não tivesse Will para interpretar, e para abraçar e me ajudar a me aceitar”, disse ele. A coragem de Noah ao se assumir, amplificada pelo apoio recebido de fãs e colegas, demonstra o poder transformador da representatividade e como as histórias que contamos na tela podem impactar e validar vidas reais. Ele se tornou uma voz importante para a comunidade LGBTQIA+ jovem.

Maya Hawke é lésbica?

Maya Hawke não apenas interpretou Robin com brilhantismo, mas também se tornou uma defensora vocal da representatividade LGBTQIA+ na mídia. Ela expressou o desejo de que a história de Robin pudesse ajudar as pessoas a se apaixonarem por “garotas que amam garotas e garotos que amam garotos”. Sua dedicação em construir uma personagem autêntica e multifacetada, aliada à sua postura de apoio à diversidade, reforça o compromisso da série com a inclusão.

A contribuição de Maya para a criação de Robin, uma personagem lésbica bem-recebida em uma das séries mais populares do mundo, é um exemplo poderoso de como artistas podem usar suas plataformas para impulsionar mudanças sociais e promover a aceitação.

Finn Wolfhard é gay?

Finn Wolfhard

É importante mencionar Finn Wolfhard, que interpreta Mike Wheeler, o objeto do afeto de Will Byers. Embora seu personagem esteja envolvido em uma das principais tramas LGBTQIA+ da série, Finn Wolfhard mantém sua vida pessoal reservada e não definiu publicamente sua própria sexualidade. Ele tem um relacionamento conhecido com a atriz Elsie Richter. A especulação sobre a sexualidade de seu personagem e a sua própria vida é uma parte do fandom, mas a privacidade do ator deve ser respeitada. A série, no entanto, é intencional em suas construções narrativas, e a complexidade do relacionamento entre Will e Mike é parte integral da trama.

Um Legado de Inclusão e Empatia

“Quem é LGBT em Stranger Things?” não é mais uma pergunta simples de ser respondida. A série, através das jornadas de Will Byers e Robin Buckley, e da coragem de atores como Noah Schnapp e a defesa de Maya Hawke, estabeleceu um marco na representatividade LGBTQIA+ em produções de grande alcance. Ao abordar essas identidades com sensibilidade e profundidade, “Stranger Things” não apenas oferece entretenimento de qualidade, mas também se torna um agente de mudança, fomentando a empatia, a aceitação e a celebração da diversidade em todo o mundo. A série continua a pavimentar o caminho para um futuro onde todas as histórias são contadas e todas as identidades, valorizadas.

Priscilla Kinast
Priscilla Kinast

Priscilla (Pri), é a força estratégica que une dados e criatividade no Séries Por Elas. Jornalista (MTB 0020361/RS) e graduanda em Administração, ela combina o rigor da apuração com uma visão de negócios orientada para resultados.

Com uma sólida trajetória de mais de 15 anos na produção de conteúdo digital para websites, Pri atua como Analista de SEO e redatora, transformando sua paixão genuína por tecnologia e ficção científica em conteúdo de alto valor. Seu objetivo é garantir que a experiência do usuário seja impecável, entregando informação confiável e análises profundas, sem nunca perder a leveza e a conexão humana que a comunidade de fãs merece.

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