O Que Acontece com o Alexandre no Final de A Viagem?

Em reprise no Vale a Pena Ver de Novo desde outubro de 2025, A Viagem continua a cativar plateias com sua mistura de drama, espiritismo e reviravoltas morais. Escrita por Ivani Ribeiro em 1994 para a Globo, a trama espiritual explora o além-vida e a redenção humana. No centro, Alexandre (Guilherme Fontes), o vilão obcecado por vingança, passa de antagonista sombrio a figura de arrependimento profundo. Este artigo revela o desfecho dele. Baseado na narrativa original e no contexto da exibição atual, mergulhamos na jornada do personagem – sem spoilers além do essencial.
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A Jornada de Alexandre
Alexandre surge como o grande antagonista de A Viagem. Morto jovem, ele vaga pelo Vale dos Suicidas, um limbo espiritual criado por Ivani Ribeiro para punir almas atormentadas. Sua obsessão? Vingar-se dos que julga responsáveis por sua tragédia familiar. Ao longo dos capítulos, ele interfere no mundo dos vivos, manipulando eventos com astúcia sobrenatural. Essa possessão afeta múltiplos personagens, gerando caos emocional e familiar.
No início da reprise, espectadores relembram como Alexandre orquestra desavenças. Ele influencia Guiomar (Laura Cardoso), a matriarca excêntrica, para criar atritos com Raul (Miguel Falabella), o guia espiritual bem-intencionado. Essa dinâmica destaca o conflito entre bem e mal, com Alexandre usando o ciúme como arma. A novela, exibida originalmente em 1994, usava efeitos visuais modestos para cenas etéreas, mas o impacto psicológico permanece forte em 2025.
A trama avança com Alexandre moldando Tato (Felipe Martins), o filho rebelde de Otávio (Antonio Fagundes). O jovem, inicialmente inocente, vira alvo de possessões que o levam a atitudes impulsivas. Otávio, médico dedicado, sofre ao ver o filho distante. Essa linha narrativa explora temas de paternidade e influência invisível, ecoando o espiritismo kardecista que permeia a obra de Ribeiro.
Interferências no Romance
Um dos arcos mais tensos envolve Téo (Maurício Mattar) e Lisa (Andréa Beltrão). O casal, central na trama terrena, enfrenta obstáculos diretos de Alexandre. Inaceitando o amor deles, o espírito possessivo transforma Téo em homem violento. Cenas de ciúme exacerbado e brigas intensas marcam a reprise, com Beltrão entregando uma Lisa resiliente e Mattar um Téo atormentado.
Essa manipulação reflete o rancor de Alexandre contra os rivais do passado. Ele vê no romance um eco de suas próprias perdas, projetando dor alheia. A novela equilibra tensão com toques de humor, como as trapalhadas de Raul ao tentar mediar. Em 2025, com debates sobre saúde mental na TV, essas cenas ganham nova leitura: possessão como metáfora para traumas não resolvidos.
A reprise no Vale a Pena Ver de Novo, faixa que revive clássicos como Vale Tudo, atrai 15% mais audiência que a média, per dados Kantar Ibope. Fãs no X comentam: “Alexandre possessor é icônico – mas o final redime tudo”.
A Influência Redentora
A virada de Alexandre não surge do vácuo. Morta precocemente, Diná (Christiane Torloni), a protagonista bondosa, torna-se sua principal conselheira espiritual. Do além, ela insiste para o irmão abandonar as interferências. Suas visitas etéreas, filmadas com filtro azul etéreo, simbolizam luz no escuro. Torloni, em entrevista à Folha em 1994, destacou: “Diná representa o perdão que todos buscamos”.
Alberto (Cláudio Cavalcanti), guia sábio, reforça o caminho positivo. Juntos, eles confrontam Alexandre em sequências visionárias, cheias de simbolismo espírita. Essa tríade – mal, bem e equilíbrio – é assinatura de Ivani Ribeiro, inspirada em Nosso Lar, de Chico Xavier. Na reprise, essas cenas emocionam, com Cavalcanti reprisando o mentor sereno.
O processo de redenção acelera nos capítulos finais. Alexandre questiona suas ações, vendo o sofrimento causado. Essa introspecção, rara em vilões novelescos, eleva a trama além do entretenimento.
O Desfecho Espiritual
Arrependido, Alexandre abandona a vingança. Ele deixa o Vale dos Suicidas, o purgatório cinzento, rumo ao paraíso. Essa transição visual é marcante: o personagem troca o visual sombrio – cabelos desgrenhados, roupas escuras – por trajes brancos imaculados. Simboliza pureza conquistada, com cenas em colônia espiritual Nosso Lar, referência direta ao espiritismo.
Conduzido por guias, ele chega a um plano de luz e harmonia. Lá, reflete sobre erros passados. O visual renovado, com Fontes mais sereno, contrasta o Alexandre inicial, reforçando temas de transformação
No último capítulo, Alexandre busca reconciliação plena. Ele pede perdão a Valdomiro (Nildo Parente), o homem que matou em vida – ato pivotal de sua queda. Essa confissão, em cena tocante, fecha ciclos de ódio.
O gesto final? Desejo de reencarnar como filho de Lisa e Téo, o casal que tanto sabotou. Agora unidos, eles recebem a bênção espiritual. Essa reencarnação promete reparação: Alexandre volta à Terra para curar feridas causadas. Ivani Ribeiro usa o conceito espírita para enfatizar evolução da alma.
A reprise encerra em dezembro de 2025, com picos de audiência previstos. Fontes da Globo confirmam: final integral, sem cortes. Para assistir: Globoplay tem integral, com extras de bastidores.
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