O Chamado da Floresta: História Real Por Trás do Filme

Lançado nos cinemas em 20 de fevereiro de 2020, O Chamado da Floresta é um drama de aventura familiar que mistura ação e emoção na gelada Yukon. Dirigido por Chris Sanders e roteirizado por Michael Green, o filme conta com Harrison Ford como o aventureiro John Thornton, Omar Sy como Perrault e Dan Stevens como o antagonista Hal. Baseado no clássico romance de Jack London de 1903, ele usa CGI para dar vida a Buck, o cão protagonista. Disponível na Netflix e Disney+, essa adaptação da 20th Century Studios destaca a jornada de um homem e seu companheiro peludo. E sim, a trama se inspira em eventos reais do Klondike Gold Rush, mas prioriza ficção para entreter. Confira os detalhes a seguir.
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Origens Literárias de O Chamado da Floresta
O Chamado da Floresta adapta o romance de Jack London, publicado em 1903. London, autor americano, escreveu a obra após experiências pessoais na Corrida do Ouro do Klondike, em 1897. Aos 21 anos, ele partiu para o Yukon canadense em busca de fortuna, mas encontrou fome, escorbuto e autodescoberta. Esses anos moldaram sua carreira literária, com cães de trenó como símbolos de sobrevivência.
O filme mantém o enredo central: Buck, um São Bernardo misturado com pastor escocês, é roubado de sua casa na Califórnia e levado para o Alasca. Lá, ele se adapta à vida selvagem, puxando trenós e formando laços com humanos como Thornton. Embora fictício, o romance usa o pano de fundo histórico da Corrida do Ouro para explorar temas de instinto primal e resiliência. London vendeu contos iniciais, como “Diablo – A Dog”, para revistas, refinando ideias sobre cães leais.
Buck: O Cão Fictício Inspirado em um Animal Real
Buck não é um cão histórico específico, mas London o modelou após um pet real. Durante sua estadia no Yukon, London alugou uma cabana de irmãos fazendeiros, Marshall Latham Bond e Louis Whitford Bond. Seu cão, uma mistura de São Bernardo e collie escocês, cativou o escritor com sua força e lealdade. London confirmou isso em relatos posteriores, descrevendo o animal como base para Buck – robusto, adaptável e feroz quando necessário.
No filme, Buck ganha vida via CGI, evitando riscos a animais reais, como em adaptações antigas de 1923 ou 1972. Essa escolha, elogiada por críticos, permite sequências épicas de corridas na neve sem crueldade. Harrison Ford, como Thornton, interage com o personagem digital, criando química palpável. Omar Sy e Cara Gee, como Perrault e Mercedes, adicionam camadas humanas, mas Buck permanece o coração.
A Corrida do Ouro do Klondike: O Cenário Histórico Fiel
O filme acerta em capturar a essência da Corrida do Ouro de 1896-1899, que atraiu 100 mil prospectores ao Yukon. Skagway, no Alasca, surge como porto chave, ponto de partida para trilhas perigosas. London navegou 3.200 km pelo Rio Yukon para voltar à Califórnia, infectado por escorbuto. Essa jornada inspirou cenas de rios congelados e nevascas implacáveis.
A Trilha do Cavalo Morto (White Pass) é outro acerto: apelidada assim por matanças de cavalos exaustos, ela forçou o uso de cães de trenó como Buck. No enredo, Hal ignora avisos de gelo derretendo, ecoando desastres reais onde muitos pereceram por imprudência. Thornton, vivido por Ford, representa o prospector sábio, contrastando com a ganância de Hal. Embora o filme não documente eventos exatos, usa esses detalhes para ambientar a aventura. Críticos, como no Screen Rant, notam que isso dá “respeitável contexto histórico” sem rigidez.
Diferenças com Adaptações Anteriores: Foco em Entretenimento
Diferente de Togo (2019), que reconta fatos reais de um cão herói, O Chamado da Floresta prioriza emoção sobre precisão. Adaptações passadas usavam cães reais, limitando cenas arriscadas; o CGI de 2020 permite escala épica, com Buck pulando ravinas e caçando. Isso diverge do romance, mas honra o espírito de London: uma fábula sobre retorno à natureza.
Ford retorna a aventuras como em Indiana Jones, adicionando nostalgia. Dan Stevens como Hal traz tensão, inspirado em prospectores rivais reais. O filme evita ser “documento histórico”, focando no vínculo homem-cão. No Rotten Tomatoes (61% de aprovação), é elogiado por equilibrar diversão familiar e drama.
O Chamado da Floresta inspira-se sim em histórias reais – do Gold Rush e de Buck –, mas brilha como fábula atemporal. Dirigido por Sanders, com Ford à frente, é diversão acessível na Netflix ou Disney+. Para fãs de aventuras caninas, é essencial.
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