Nino de Sexta a Segunda surge como uma das obras mais instigantes do cinema europeu contemporâneo, consolidando-se como um estudo de personagem que desafia as convenções do drama tradicional. Dirigido e roteirizado por Pauline Loquès, o longa-metragem mergulha na temporalidade fragmentada de um protagonista em crise.
A trama oferece uma narrativa que é, simultaneamente, um exercício de estilo e uma investigação profunda sobre a solidão urbana e os laços afetivos residuais. Ao evitar os clichês do sentimentalismo, a obra se posiciona como uma referência para o público que busca um cinema de reflexão e rigor estético.
Nino de Sexta a Segunda: O Tempo como Personagem
| Ficha Técnica | Detalhes |
| Título Original | Nino |
| Título de Exibição | Nino de Sexta a Segunda |
| Ano | 2026 |
| Direção e Roteiro | Pauline Loquès |
| Elenco Principal | Théodore Pellerin, William Lebghil, Salomé Dewaels |
| Gênero | Drama |
| Classificação | 14 anos |
| Onde Assistir | Salas de Cinema Selecionadas (Lançamento Nacional em 7 de maio) |
A trama de Nino de Sexta a Segunda acompanha Nino (Théodore Pellerin) durante um intervalo temporal específico e claustrofóbico. A narrativa não se apoia em um plot device de grandes acontecimentos, mas sim na microdinâmica das relações humanas. O “lugar” que a obra ocupa na cultura pop atual é o de resistência ao imediatismo; é um filme que exige presença. A diegese é construída sobre a espera e o movimento, explorando como a rotina entre uma sexta-feira e uma segunda-feira pode conter toda a extensão de uma metamorfose interna.
A relevância imediata do longa reside na sua capacidade de dialogar com a “crise do sentido” da juventude adulta, utilizando o cenário europeu como um pano de fundo que oscila entre o acolhimento e a indiferença. A diretora Pauline Loquès utiliza esse recorte temporal para questionar a produtividade emocional e a estagnação, tornando a jornada de Nino um espelho das ansiedades contemporâneas.
Arquétipos e Performance: O Peso da Interpretação
O brilho analítico do filme repousa na performance de Théodore Pellerin. Conhecido por sua intensidade física, Pellerin entrega um Nino que é um arco arquetípico do “estrangeiro de si mesmo”. Sob a lente da psicologia, o personagem opera em um estado de dissociação leve, onde suas motivações intrínsecas são obscurecidas por uma melancolia funcional. Ele transita entre a busca por validação e o desejo de isolamento, uma ambivalência que o ator traduz através de silêncios prolongados e olhares que evitam a câmera.
William Lebghil e Salomé Dewaels completam o triângulo emocional com precisão. Lebghil atua como o contraste pragmático à deriva de Nino, enquanto Dewaels encarna a possibilidade de uma conexão real, porém efêmera. A atuação do trio é técnica e despojada, permitindo que o público identifique as funções psicológicas de sombra e projeção que ocorrem nos diálogos sutilmente coreografados.
Confira o elenco abaixo:
- Théodore Pellerin como Nino
- William Lebghil como Sofian
- Salomé Dewaels como Zoé
- Jeanne Balibar como Mère de Nino
- Camille Rutherford como Camille
- Estelle Meyer como Lina
- Victoire Du Bois como Oncologue
- Balthazar Billaud como Solan
- Nahéma Ricci como Chloé
- Alexandre Desrousseaux como Raphaël
- Lola Felouzis como Fille bélier
Estética e Assinatura Visual: A Mise-en-scène do Vazio
A fotografia de Nino de Sexta a Segunda é um dos seus maiores trunfos. A paleta de cores evolui gradualmente: começa com os tons frios e azulados da noite de sexta-feira e termina com a luz crua e quase agressiva da manhã de segunda-feira. A direção de arte utiliza os espaços — apartamentos pequenos, ruas desertas e cafés — para enfatizar a escala humana reduzida diante da vastidão da cidade.
A trilha sonora é minimalista, priorizando o som ambiente para reforçar o realismo da obra. A direção de Loquès é firme na escolha de planos-sequência que respeitam o tempo da ação, criando uma assinatura visual que privilegia a contemplação em vez do corte rápido. É uma mise-en-scène que comunica o desamparo sem precisar de palavras.
Veredito Séries Por Elas: Onde e Por Que Assistir?
Nino de Sexta a Segunda é indispensável para quem compreende o cinema como uma extensão da experiência humana. O legado da obra será, sem dúvida, a forma como captura a transitoriedade do afeto. É um filme que não oferece respostas fáceis, mas que expande o repertório emocional do espectador, consolidando Pauline Loquès como uma voz essencial na cinematografia de 2026.
- Pontos Fortes: Direção autoral, atuação visceral de Théodore Pellerin e roteiro que valoriza o subtexto.
- Indicado para: Admiradores do drama psicológico europeu e espectadores que apreciam análises comportamentais profundas.
Aviso de Integridade: Valorize o cinema e a cultura. Assista a Nino de Sexta a Segunda nos cinemas ou através de plataformas de distribuição legal. O consumo oficial garante a continuidade de produções independentes e de alta qualidade técnica.
FAQ Estruturado
“Nino de Sexta a Segunda” é baseado em um livro?
Não, o roteiro é uma criação original de Pauline Loquès, focado em estudos de comportamento.
Qual o significado do título?
O título refere-se ao período de 72 horas em que a vida do protagonista sofre um abalo emocional interno.
O filme é indicado para quem gosta de ação?
Não, é um drama psicológico focado em diálogos e desenvolvimento de personagem.
Onde o filme foi gravado?
As filmagens ocorreram majoritariamente na França, explorando locações urbanas autênticas.
Quem é o protagonista?
O ator canadense Théodore Pellerin, premiado internacionalmente por sua versatilidade.
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