The Killer (2024), dirigido por John Woo, chega como uma releitura ousada de seu clássico de 1989. Com Nathalie Emmanuel no papel principal, o thriller de ação se passa em Paris e mistura tiroteios estilizados com dilemas morais. Lançado em 24 de setembro de 2024 na Amazon Prime Video, o filme dura 2h05min e está disponível na Netflix ou para aluguel em Apple TV, Google Play Filmes e TV, Amazon Prime Video e YouTube. Mas, em um ano repleto de remakes, ele se destaca ou decepciona? Nesta análise, destrinchamos os acertos e falhas para guiar sua escolha.
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Premissa atualizada, mas sem inovação
A trama segue Zee (Nathalie Emmanuel), uma assassina profissional que erra um contrato e desencadeia uma caçada implacável. Perseguida por um inspetor obcecado (Omar Sy) e traída por aliados, ela busca redenção enquanto desenterra segredos do passado. O roteiro de Josh Campbell e Brian Helgeland adapta o original de Woo, trocando Hong Kong por Paris e invertendo gêneros: a assassina agora é mulher, o mentor é um ex-militar irlandês (Sam Worthington).
A premissa promete tensão, com temas de lealdade e violência poética. No entanto, o enredo cai em clichês previsíveis. Reviravoltas, como a traição de um aliado, surgem sem surpresa, e o dilema moral de Zee – matar ou ser morta – ecoa o original sem adicionar camadas. O ritmo inicial acelera com perseguições, mas o meio arrasta em diálogos expositivos. Para fãs de ação, as sequências de tiro compensam; para outros, falta frescor.
Elenco carismático em papéis limitados
Nathalie Emmanuel brilha como Zee, trazendo agilidade física e vulnerabilidade emocional. Sua Zee é feroz, mas humana, contrastando com o estoicismo de Chow Yun-fat no original. Omar Sy, como o inspetor Penn, injeta carisma e humor sutil, tornando a perseguição cativante. Sam Worthington, com sotaque irlandês exagerado, oferece um mentor conflituoso, embora seu arco seja subdesenvolvido.
O elenco secundário, com atores como Tchéky Karyo e Said Taghmaoui, adiciona credibilidade francesa. Ainda assim, os personagens rasos impedem conexões profundas. Zee luta por redenção, mas sem backstory rica, sua jornada parece superficial. Emmanuel e Sy salvam o dia com química, mas o roteiro não explora o potencial deles.
Direção de Woo: estilo eterno, mas datado
John Woo, aos 77 anos, revisita sua obra com maestria técnica. As cenas de ação – pombos voando em slow-motion, duelos coreografados – evocam Hard Boiled. A fotografia de James Liston capta Paris noturna com neon e canais, criando um visual hipnótico. A trilha sonora, com batidas eletrônicas, impulsiona o caos.
Porém, o estilo de Woo parece fossilizado. As metáforas religiosas e a violência balé perdem impacto em 2024, soando datadas contra John Wick. A edição é fluida, mas transições abruptas quebram o fluxo. Woo prioriza espetáculo sobre emoção, resultando em um filme divertido, mas vazio. É um retorno nostálgico, não revolucionário.
Pontos fortes e limitações
Os acertos incluem ação visceral e Emmanuel como destaque. As sequências de luta, como o tiroteio em igreja, são puro Woo: elegante e excessivo. Paris como cenário eleva o glamour, e o elenco multicultural adiciona frescor.
As falhas pesam: enredo previsível, personagens unidimensionais e tom inconsistente. Diálogos forçados – “A morte é inevitável” – soam genéricos. O final, com redenção apressada, decepciona. Com orçamento modesto, faltam efeitos à la Mission: Impossible. É entretenimento passageiro, não reflexivo.
Vale a pena assistir The Killer?
The Killer diverte fãs de ação clássica. Se você ama Woo ou busca tiroteios coreografados, assista na Netflix ou alugue. Emmanuel e Sy elevam o material, tornando-o uma sessão leve de 2 horas. No entanto, evite se espera profundidade ou originalidade – o original de 1989 é superior.
Em 2025, com John Wick 5 no horizonte, este remake é nostálgico, mas não essencial. Nota: 6/10. Para uma maratona de ação, combine com Hard Target. Vale para curiosos; pule se busca inovação.
The Killer de John Woo é um remake respeitoso, mas desnecessário. Com ação estilizada e elenco sólido, ele reconfirma o legado de Woo, mas falha em transcender o original. Emmanuel brilha, Paris encanta, mas o enredo raso limita o impacto. Em um catálogo lotado de thrillers, é uma opção divertida, não imperdível. Assista se o estilo balé de Woo ainda mexe com você – caso contrário, volte ao clássico.
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