Os Esquecidos (2015), dirigido por Timothy Woodward Jr., é um thriller de ação de baixo orçamento que tenta misturar amnésia, tiroteios e reviravoltas. Com Johnny Messner no centro da trama, ao lado de Dolph Lundgren e Danny Trejo, o filme de 84 minutos explora um homem acordando sem memória após um massacre. Lançado diretamente em DVD em 26 de maio de 2016, está disponível na Amazon Prime Video ou para aluguel na Apple TV e Google Play Filmes. Como fã de ação B, analiso se essa produção entrega adrenalina ou apenas decepção. Spoilers mínimos: foquei na essência para guiar sua escolha.
Premissa intrigante, mas cheia de furos
O enredo começa forte. Brian (Messner) desperta em um galpão isolado, ferido e sem recordar nada. Ao redor, corpos de policiais e criminosos. Ele carrega uma maleta com 10 milhões em diamantes roubados. Perseguido por agentes corruptos e bandidos, Brian reconstrói sua identidade enquanto foge.
A ideia de amnésia em um tiroteio – o título “4Got10” brinca com “forgot 10”, os 10 milhões – tem potencial para suspense psicológico. No entanto, o roteiro, de Nick Lyon, cai em clichês. Flashbacks irritantes interrompem o fluxo, adicionando pouco à trama. Reviravoltas surgem do nada, sem lógica, como criticado no IMDb e Fandango. O que poderia ser um “John Wick” low-cost vira uma perseguição genérica, sem tensão real. O ritmo acelera no final, mas o desfecho parece apressado e incompleto, deixando pontas soltas.
Elenco de peso, atuações irregulares
Johnny Messner carrega o filme como Brian. Sua intensidade física convence nas cenas de ação, transmitindo confusão e fúria. É o destaque, elevando um protagonista sem profundidade. Dolph Lundgren, como o agente Ed, traz carisma veterano. Seu olhar frio e frases curtas lembram papéis clássicos em Expendables, mas aqui ele parece subutilizado, preso a diálogos fracos.
Danny Trejo surge como Leo, um capanga sádico, em cenas breves que injetam ameaça. Sua presença é o chamariz para fãs de B-movies, mas o tempo de tela é curto. Outros, como Viva Bianca e Spencer Grammer, preenchem papéis secundários sem brilhar. As atuações são competentes para o orçamento, mas carecem de química. Messner e Lundgren funcionam em duelos verbais, mas o resto soa forçado, como notado na Home Theater Forum.
Direção técnica limitada, ação mediana
Timothy Woodward Jr., de American Siege, dirige com eficiência básica. A filmagem em locações austríacas simula um deserto americano, mas o visual é plano. A cinematografia de Mark Melville usa tons escuros para tensão, mas efeitos especiais ruins – explosões CGI visíveis – quebram a imersão, conforme resenhas no Direct to Video Connoisseur.
As sequências de ação misturam tiroteios e perseguições de carro. Destaques incluem um confronto em um armazém, com coreografia crua que lembra anos 90. No entanto, a edição é irregular: cortes rápidos mascaram falhas, mas o som mixado mal ecoa diálogos. A trilha de Frederik Wiedmann adiciona urgência, mas não compensa a falta de inovação. É entretenimento guilty pleasure, mas longe de polido.
Pontos fortes e fraquezas evidentes
Os acertos residem na premissa simples e no elenco icônico. Messner entrega energia, e os tiroteios oferecem diversão descartável. Lundgren e Trejo garantem valor para colecionadores. A duração curta – 84 minutos – evita tédio prolongado.
Fraquezas dominam: plot sem sentido, flashbacks confusos e efeitos baratos. O humor não intencional, como diálogos cômicos, pode divertir, mas o todo é incoerente. Avaliações no Rotten Tomatoes (3.8/10) e IMDb (4.0/10) refletem isso: “low-budget garbage” no Fandango, mas “fair bang for buck” na Home Theater Forum.
Vale a pena assistir?
Para uma noite preguiçosa, sim – se você ama ação B e ignora falhas. É rápido, com explosões e estrelas nostálgicas. Na Amazon Prime, acessível sem custo extra. Alugue na Apple TV por R$ 14,99 se quiser testar.
Evite se busca trama inteligente ou produção premium. Melhor que nada para fãs de Lundgren, mas pule se prefere qualidade. Uma visão única basta; não reverta.
Os Esquecidos é um thriller de ação esquecível, mas com charme trash. Messner e Lundgren salvam o low-budget de ser irrelevante, mas roteiro frouxo e direção mediana limitam o apelo. Em 2025, serve como relíquia de era DTV. Vale para curiosos de B-movies; caso contrário, opte por clássicos. Uma pipoca rápida, sem pretensões.
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