It – Capítulo 2, lançado em 5 de setembro de 2019, encerra a adaptação cinematográfica do clássico de Stephen King. Dirigido por Andy Muschietti e roteirizado por Gary Dauberman, o filme tem 2h50min de duração e foca no terror psicológico. Com Bill Skarsgård reprisando Pennywise, e adultos como James McAvoy e Jessica Chastain, a produção explora traumas da infância. Disponível na Amazon Prime Video, GloboPlay, HBO Max, Mercado Play e Netflix, ou para alugar na Apple TV e Google Play Filmes e TV. Mas será que justifica o tempo? Nesta análise, destrinchamos acertos e falhas.
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Premissa que expande o terror, mas alonga demais
A trama avança 27 anos após os eventos de It – Capítulo 1. Os Perdedores, agora adultos, retornam a Derry quando crianças começam a desaparecer. Mike (Isaiah Mustafa) convoca o grupo para confrontar Pennywise novamente. Flashbacks à infância, com os jovens atores do primeiro filme, intercalam a narrativa adulta, revelando medos profundos e rituais de coragem.
A estrutura, inspirada no livro de King, busca profundidade emocional. O palhaço assume formas aterrorizantes, como aranhas gigantes ou cabeças decapitadas, simbolizando traumas pessoais. No entanto, o ritmo sofre com o excesso de duração. Cenas estendidas de comédia, como a sequência do bazar chinês, diluem o suspense. Críticos, como no Roger Ebert, notam que o filme vira uma “viagem épica trippy”, mas perde foco, trocando sustos por humor forçado.
Elenco adulto forte, mas química irregular
James McAvoy brilha como Bill Denbrough, o líder atormentado por culpa. Sua vulnerabilidade em cenas de hipnose cativa, ecoando o luto pelo irmão. Jessica Chastain, como Beverly, traz intensidade feminina, especialmente no confronto com abusos passados. Bill Hader rouba cenas como Richie, misturando humor autodepreciativo com dor reprimida – sua performance rendeu elogios no IMDb por equilibrar leveza e tragédia.
Bill Skarsgård, como Pennywise, mantém o magnetismo maligno, com maquiagem aprimorada que o torna mais grotesco. No entanto, a química do grupo adulto falha em momentos chave. Jay Ryan (Ben) e James Ransone (Eddie) entregam atuações sólidas, mas interações parecem desconectadas, como apontado no Guardian. Os flashbacks com os jovens atores, como Sophia Lillis, resgatam emoção, mas o contraste destaca a rigidez dos adultos.
Direção visual impressionante, mas narrativa inchada
Andy Muschietti repete o estilo de Capítulo 1, com CGI grandioso e uma Derry opressiva. Sequências como o clube dos Perdedores submerso evocam nostalgia aterrorizante. A trilha de Benjamin Wallfisch amplifica o caos, com cordas dissonantes em ataques de Pennywise. O orçamento de US$ 70 milhões transparece em efeitos, como a transformação final do vilão.
Contudo, o roteiro de Dauberman alonga o material. O que poderia ser 2 horas vira 2h50min de repetições: medos individuais se arrastam, e o ritual de luta contra o mal é previsível. Rotten Tomatoes elogia a escala, mas critica a falta de sustos genuínos – o filme prioriza espetáculo sobre medo primal. No Reddit, fãs lamentam que o humor dilui o horror, tornando-o “boa, mas odiada” por não igualar o impacto do primeiro.
Pontos fortes e limitações evidentes
Os visuais e atuações adultas são trunfos. Hader e Chastain elevam diálogos fracos, e Skarsgård garante que Pennywise permaneça icônico. A mensagem sobre amizade superando trauma ressoa, especialmente em uma era de saúde mental. O filme homenageia clássicos de horror, com ecos de O Iluminado em labirintos mentais.
Limitações pesam: o pacing lento frustra, com cenas de comédia que quebram imersão. Efeitos CGI envelhecem mal em revisitas, e o final, embora catártico, ignora sutilezas do livro. IMDb usuários elogiam a filmagem, mas criticam a intensidade menor que o antecessor. Para um terror de 2019, é sólido, mas não essencial.
Vale a pena assistir?
It – Capítulo 2 entretém fãs do primeiro, com seu elenco estelar e espetáculo visual. Assista se ama o universo de King ou busca um terror leve com toques épicos – perfeito para maratonas temáticas. No YouTube, Chris Stuckmann destaca sua diversão apesar de falhas. Porém, evite se espera sustos intensos; o humor o torna mais blockbuster que pesadelo.
Em plataformas como Netflix, é acessível para noites de Halloween. Com 6.5/10 no IMDb e 62% no Rotten Tomatoes, é mediano: bom o suficiente para 2h50min, mas não memorável. Para terror puro, prefira o original ou minisérie de 1990.
It – Capítulo 2 expande o legado de King com ambição, mas sofre com excesso. Muschietti entrega visuais grandiosos e atuações marcantes, especialmente de Hader e Skarsgård, mas o ritmo inchado e tom misto diluem o impacto. É uma sequência divertida, não aterrorizante – ideal para fãs, mas não para novatos no gênero. Em 2025, revisite para nostalgia, sabendo que o verdadeiro horror está na memória do primeiro capítulo.
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