TASK, minissérie da HBO lançada em 7 de setembro de 2025, é a mais recente criação de Brad Ingelsby, mente por trás do aclamado Mare of Easttown. Com Mark Ruffalo, Tom Pelphrey e Emilia Jones no elenco, a série de sete episódios mergulha em um drama policial ambientado nos subúrbios da Pensilvânia, misturando crime, trauma familiar e redenção. Mas será que ela atinge as alturas de seu antecessor? Nesta crítica, analisamos a trama, o elenco, a direção e se TASK merece um lugar na sua lista de maratonas.
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Uma trama densa e emocional
TASK segue Tom Brandis (Mark Ruffalo), um ex-padre e agente do FBI afastado das ruas após uma tragédia familiar. Ele é convocado para liderar uma força-tarefa que investiga uma série de assaltos violentos a casas de traficantes, liderados por Robbie Prendergrast (Tom Pelphrey), um pai de família que busca vingança contra uma gangue de motocicletas, os Dark Hearts. A história se desdobra em um jogo de gato e rato, com paralelos entre as vidas de Tom e Robbie, ambos marcados por luto e escolhas difíceis.
A série se destaca por priorizar os dramas humanos em vez de reviravoltas sensacionalistas. Ingelsby explora temas como culpa, perdão e os custos da vingança, com uma narrativa que, segundo a TIME, usa o formato policial para abordar “problemas humanos elementares”. No entanto, o ritmo lento dos primeiros episódios pode testar a paciência, como apontado pelo Hollywood Reporter, que considera a série “uma decepção” em alguns aspectos.
Elenco poderoso e personagens complexos
Mark Ruffalo entrega uma atuação sutil como Tom, um homem sobrecarregado por luto e responsabilidade. Sua interpretação, descrita pela Roger Ebert como “sua melhor em anos”, carrega o peso emocional de um pai enfrentando dilemas morais. Tom Pelphrey, como Robbie, é igualmente cativante, trazendo alma a um personagem que oscila entre desespero e violência. A IndieWire elogia sua capacidade de tornar Robbie “gentil, mas instável”.
Emilia Jones, como Maeve, sobrinha de Robbie, oferece uma performance comovente, ancorando a família fragmentada. O elenco de apoio, com Thuso Mbedu, Fabien Frankel e Alison Oliver como jovens agentes do FBI, e Martha Plimpton como a chefe fria de Tom, adiciona profundidade. Apesar disso, a quantidade de personagens secundários pode confundir inicialmente, exigindo atenção do espectador, como notado pela Micropsia.
Direção e ambientação imersivas
Dirigida por Jeremiah Zagar, TASK brilha pela fotografia impecável, que captura a crueza dos subúrbios da Filadélfia. A QueVer destaca a “impecável fotografia” que enquadra uma história “pesada, mas envolvente”. A ambientação reflete o tom sombrio, com cenários de classe trabalhadora que reforçam os temas de desigualdade e desespero. A trilha sonora, minimalista, intensifica os momentos de tensão e introspecção.
Zagar equilibra ação e drama, com cenas de assalto que, segundo a Collider, evocam a intensidade de The Town. No entanto, a série sofre com um ritmo desigual. O primeiro episódio, como observado pela Espinof, “parece que tudo acontece e, ao mesmo tempo, nada acontece”. A narrativa acelera na segunda metade, mas algumas reviravoltas, especialmente no final, parecem forçadas, conforme criticado pela Roger Ebert.
Comparação com Mare of Easttown
TASK carrega o DNA de Mare of Easttown, com seu foco em personagens atormentados e uma forte ambientação na Pensilvânia. No entanto, enquanto Mare era um mistério centrado em “quem matou”, TASK é um thriller de perseguição, como apontado pela Espinof. A série amplia o foco para dois núcleos familiares, o que enriquece a narrativa, mas dilui o carisma do protagonista de Ruffalo em comparação com Kate Winslet, segundo a Micropsia.
Comparada a outros dramas policiais, como Sons of Anarchy, TASK evoca um “humanismo fatalista”, conforme a TV Insider. Porém, não atinge a consistência de Succession ou The Undoing, como sugerido por algumas críticas, devido a momentos narrativos menos orgânicos. Ainda assim, seu estudo sobre trauma e redenção a diferencia de thrillers mais genéricos.
Pontos fortes e limitações
Os pontos fortes de TASK estão nas atuações de Ruffalo e Pelphrey, na ambientação autêntica e na profundidade emocional. A série brilha quando explora as consequências psicológicas dos crimes, como destacado pela Micropsia, que elogia seu foco nos “seres humanos” por trás da trama. A crítica social sobre comunidades marginalizadas também adiciona relevância.
As limitações incluem o ritmo lento inicial e reviravoltas que nem sempre parecem naturais, como criticado pela Roger Ebert. A complexidade dos personagens secundários pode sobrecarregar, e o final, embora emocionante, deixa algumas questões sem resposta, segundo a Hollywood Reporter. Para quem busca ação constante, a série pode parecer contemplativa demais.
Vale a pena assistir a TASK?
TASK é uma adição sólida ao catálogo da HBO, com atuações marcantes e uma narrativa que combina suspense e drama familiar. Fãs de Mare of Easttown ou Your Honor encontrarão semelhanças, mas a série exige paciência devido ao ritmo inicial lento. Ruffalo e Pelphrey elevam o material, e a ambientação na Pensilvânia cria uma atmosfera envolvente.
Se você gosta de thrillers psicológicos com foco em personagens, TASK é uma ótima escolha, como elogiado pela IndieWire por ser uma “parábola poderosa”. Para quem prefere ação ininterrupta, pode decepcionar, como apontado pelo Hollywood Reporter. É uma maratona que recompensa quem se entrega à sua profundidade emocional.
TASK é um drama policial que brilha pelas atuações de Mark Ruffalo e Tom Pelphrey e pela visão autoral de Brad Ingelsby. Apesar de um ritmo desigual e reviravoltas questionáveis, a série cativa com sua exploração de culpa, vingança e redenção. A ambientação na Filadélfia e o foco em personagens complexos a tornam uma opção envolvente para fãs de narrativas emocionais. Se você busca uma série que mistura suspense e coração, TASK vale a pena, mas prepare-se para uma jornada intensa e contemplativa.
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