Sorria 2 (2024), dirigido por Parker Finn, é a sequência do surpreendente terror psicológico Sorria. Estrelado por Naomi Scott, o filme mergulha no universo da fama e do trauma, elevando a maldição do sorriso a novos patamares. Com uma produção mais ambiciosa e um terror mais visceral, a sequência promete sustos e reflexões. Mas será que supera o original? Nesta crítica, analisamos a trama, o elenco, a direção e se Sorria 2 vale seu tempo.
Nota de conteúdo sensível: Este texto contém descrições de cenas e temas relacionados ao suicídio, que podem ser perturbadores ou sensíveis. Recomendamos cautela na leitura, especialmente para pessoas que enfrentam questões emocionais ou psicológicas. Se você estiver passando por um momento difícil, procure apoio. No Brasil, o Centro de Valorização da Vida (CVV) oferece atendimento gratuito e sigiloso, 24 horas por dia, pelo telefone 188 ou pelo site www.cvv.org.br.
Trama de Sorria 2

Sorria 2 segue Skye Riley (Naomi Scott), uma estrela pop que se prepara para uma turnê mundial após um ano marcado por um acidente de carro fatal e vício em substâncias. Após testemunhar o suicídio de Lewis Fregoli (Lukas Gage), um ex-colega de escola, Skye é perseguida pela entidade sobrenatural do sorriso, que a atormenta com visões perturbadoras. A trama explora sua luta para distinguir realidade de alucinação enquanto enfrenta a pressão da fama e os fantasmas de seu passado.
Diferente do primeiro filme, centrado em uma psiquiatra, Sorria 2 amplia o escopo, colocando o horror no mundo público da celebridade. A narrativa combina sustos sobrenaturais com uma crítica à cultura da fama, mostrando a solidão de Skye sob os holofotes. Apesar de algumas repetições do original, como o conceito de passar a maldição, o filme entrega um final ousado que, segundo o Universo Cinema, “absolve falhas menores” com sua intensidade.
Naomi Scott brilha em um elenco desigual
Naomi Scott é o coração de Sorria 2, entregando uma performance visceral como Skye. Inspirada em ícones como Lady Gaga e Britney Spears, ela captura a vulnerabilidade e o desespero de uma estrela em colapso. Sua atuação, elogiada pela Echo Boomer, é física e emocional, com destaque para coreografias intensas e momentos de pavor genuíno. Lukas Gage, como Lewis, impressiona em uma cena de morte brutal, descrita pelo Universo Cinema como uma das mais impactantes do ano.
O elenco secundário, porém, é menos memorável. Rosemarie DeWitt, como a mãe de Skye, tem momentos fortes, mas sua personagem é subutilizada. Outros, como Joshua (Miles Gutierrez-Riley) e Gemma (Dylan Gelula), são esquecíveis, servindo mais como alívio cômico ou ferramentas narrativas. Kyle Gallner, reprisando Joel, conecta a sequência ao original, mas seu papel é breve. A força de Scott compensa essas lacunas, mantendo o espectador investido.
Direção e produção elevam o terror
Parker Finn, que também escreveu o roteiro, demonstra evolução em Sorria 2. A cinematografia de Charlie Sarroff usa ângulos criativos e longos takes, criando uma atmosfera claustrofóbica. A trilha de Cristobal Tapia de Veer intensifica o horror, com o uso do daxophone, um instrumento peculiar, adicionando um tom inquietante. As cenas de palco, com coreografias e iluminação vibrante, contrastam com os momentos sombrios, como destacado pelo Geekinout.
O filme é mais gore e caótico que o original, com sustos menos previsíveis, segundo o Caderno Pop. No entanto, Finn abusa de truques como jump scares e câmeras invertidas, o que pode irritar alguns espectadores, conforme notado pelo Universo Cinema. A produção, filmada em Nova York, captura a energia frenética da cidade, mas a duração de 2 horas e 7 minutos parece excessiva, um ponto criticado por várias análises.
Comparação com o primeiro filme e o gênero
Sorria 2 amplia o conceito do original, mas mantém semelhanças com Chamado do Mal e O Chamado, como apontado pela IndieWire sobre o primeiro Sorria. Enquanto o original era mais contido, focado no trauma pessoal, a sequência explora o horror em um cenário público, com paralelos à solidão de celebridades como Amy Winehouse. Comparado a outros terrores de 2024, como Longlegs ou Alien: Romulus, Sorria 2 se destaca pela performance de Scott e pelo final impactante, mas não inova tanto quanto A Substância, segundo a Echo Boomer.
A conexão com o primeiro filme é clara, com Joel (Kyle Gallner) iniciando a narrativa. No entanto, alguns fãs no Reddit sentiram que a sequência repete a fórmula do original, embora em maior escala. Ainda assim, a crítica social sobre fama e trauma adiciona profundidade, tornando o filme mais do que um simples terror.
Pontos fortes e limitações
Os pontos fortes de Sorria 2 incluem a atuação de Naomi Scott, a cinematografia criativa e o final ousado, que muitos no Reddit consideraram “fenomenal”. O filme equilibra terror psicológico e corporal, com cenas gore marcantes, como a morte de Lewis. A crítica à cultura da fama é um diferencial, explorando a pressão sobre artistas.
As limitações estão na duração longa e no uso excessivo de jump scares, que podem cansar, conforme o Universo Cinema. Os coadjuvantes fracos e algumas reviravoltas previsíveis, como notado pelo Geekinout, também são pontos negativos. Apesar disso, a execução técnica e a intensidade mantêm o filme envolvente.
Vale a pena assistir a Sorria 2?
Sorria 2 é uma sequência que aprimora o original, com uma produção mais ambiciosa e uma atuação estelar de Naomi Scott. O filme brilha nos cinemas, com 85% de aprovação no Rotten Tomatoes e bilheteria de US$ 138 milhões. Fãs de terror no Reddit recomendam a experiência em tela grande, destacando sustos e a atmosfera.
Se você gostou de Sorria ou de filmes como Chamado do Mal, Sorria 2 é uma escolha sólida, especialmente para quem aprecia terror psicológico com toques de crítica social. No entanto, a duração longa e os coadjuvantes fracos podem frustrar quem busca uma narrativa mais enxuta. Para uma sessão de sustos intensos, vale a pena, mas não espere uma revolução no gênero.
Sorria 2 é um terror psicológico que entrega sustos, emoção e uma crítica afiada à fama. Naomi Scott rouba a cena, enquanto Parker Finn eleva a produção com visuais marcantes e um final impactante. Apesar de tropeços, como coadjuvantes fracos e excesso de jump scares, o filme é uma adição forte à franquia, com potencial para um terceiro capítulo, como confirmado por Finn.







