next_o-proximo

Crítica de Next (O Próximo): Vale a pena assistir ao filme?

Next (O Próximo), dirigido por Lee Tamahori, é um thriller de ficção científica baseado no conto The Golden Man, de Philip K. Dick. Estrelado por Nicolas Cage, Julianne Moore e Jessica Biel, o filme apresenta um conceito intrigante: um homem capaz de prever o futuro. Apesar do potencial, a execução deixa a desejar, resultando em um filme que não faz jus à sua premissa. Vale a pena assistir? Nesta crítica, exploramos a trama, o elenco, a direção e os pontos fortes e fracos para ajudar você a decidir.

Uma premissa promissora, mas mal explorada

Em Next (O Próximo), Nicolas Cage interpreta Cris Johnson, um mágico de Las Vegas com a habilidade de ver dois minutos no futuro. Ele usa esse dom para ganhar dinheiro em apostas, mantendo-o em segredo. Quando a agente do FBI Callie Ferris (Julianne Moore) descobre seu talento, ela o recruta para impedir um ataque terrorista envolvendo uma bomba nuclear. Enquanto isso, Cris se apaixona por Liz Cooper (Jessica Biel), que aparece em suas visões, complicando sua missão.

A ideia de prever o futuro é fascinante, evocando obras de Philip K. Dick como Minority Report. No entanto, o filme simplifica o conceito, usando-o mais como um artifício para cenas de ação do que para explorar dilemas filosóficos. Críticas no Rotten Tomatoes destacam que o roteiro, escrito por Gary Goldman, Jonathan Hensleigh e Paul Bernbaum, é confuso, com reviravoltas mal explicadas e um final abrupto que frustra o espectador.

Elenco talentoso, mas subutilizado

Nicolas Cage, conhecido por papéis excêntricos, entrega uma atuação sólida como Cris. Sua intensidade carrega o filme, especialmente nas cenas em que usa sua habilidade para escapar de perigos. No entanto, o roteiro não dá profundidade ao personagem, limitando-o a um herói genérico. Julianne Moore, como Callie, é convincente como uma agente obstinada, mas sua personagem carece de motivações claras, como apontado pelo Roger Ebert. Jessica Biel, como Liz, tem pouco a fazer além de ser o interesse amoroso, uma crítica recorrente no IMDb.

O elenco secundário, incluindo Peter Falk em uma participação pequena, é desperdiçado. A falta de química entre Cris e Liz, conforme notado pelo Variety, enfraquece o arco romântico, que parece forçado. Apesar do talento, os atores lutam contra um roteiro que prioriza ação em vez de desenvolvimento de personagens.

Direção e produção sem brilho

Lee Tamahori, diretor de 007: Um Novo Dia para Morrer, tenta injetar energia em Next com sequências de ação, como uma perseguição em um cassino e uma cena de desvio de projéteis. A fotografia de David Tattersall captura a vibração de Las Vegas, mas a estética é genérica, com efeitos visuais datados para 2007, como apontado pelo The Guardian. A trilha sonora de Mark Isham é funcional, mas não memorável.

O maior problema é o ritmo. O filme alterna entre momentos de tensão e cenas desnecessárias, como o romance apressado de Cris e Liz. A edição confusa, especialmente no clímax, deixa o espectador perdido, com uma reviravolta final que parece mais um truque narrativo do que uma resolução satisfatória. Críticas no Metacritic destacam que Next não explora o potencial de sua premissa, resultando em um thriller mediano.

Comparação com outras adaptações de Philip K. Dick

Next (O Próximo) é uma das muitas adaptações de Philip K. Dick, mas fica aquém de sucessos como Blade Runner ou Minority Report. Enquanto essas obras exploram temas profundos, como identidade e determinismo, Next se contenta com um enredo de ação genérico. A habilidade de Cris é usada de forma criativa em algumas cenas, como quando ele visualiza múltiplos futuros, mas essas ideias são subdesenvolvidas, conforme observado pelo Slant Magazine.

Comparado a thrillers de ação de 2007, como Atirador, Next carece de intensidade e originalidade. Sua tentativa de misturar romance, suspense e ficção científica não encontra equilíbrio, resultando em uma narrativa que não satisfaz nenhum gênero completamente. Fãs de Dick podem se decepcionar com a simplificação de seu conto original.

Pontos fortes e limitações

Os pontos fortes de Next (O Próximo) incluem a premissa intrigante e a atuação de Nicolas Cage, que mantém o filme assistível. Algumas sequências de ação, como Cris evitando perigos com sua precognição, são visualmente criativas. A ideia de explorar o futuro em curtos intervalos é única, mas mal aproveitada.

As limitações são significativas. O roteiro é raso, com diálogos genéricos e um romance forçado. O final, criticado pelo Entertainment Weekly como “insatisfatório”, deixa perguntas sem resposta. A falta de profundidade nos personagens e a produção datada tornam o filme menos impactante em 2025, especialmente em comparação com thrillers modernos no catálogo da Netflix.

Vale a pena assistir Next (O Próximo)?

Next (O Próximo) atraiu atenção na época de seu lançamento, mas não envelheceu bem. Disponível em plataformas de streaming como Netflix e Amazon Prime em 2025, o filme pode entreter fãs de Nicolas Cage ou thrillers leves. A premissa de prever o futuro é divertida, e as cenas de ação oferecem momentos de adrenalina. No entanto, o roteiro fraco, o romance mal desenvolvido e o final abrupto decepcionam, como apontado por usuários no Reddit.

Se você gosta de adaptações de Philip K. Dick ou thrillers como Déjà Vu, Next pode ser uma escolha despretensiosa para uma sessão casual. Para quem busca profundidade ou suspense mais elaborado, opções como Source Code ou Tenet são mais satisfatórias. Next é um passatempo, mas não um clássico.

Next (O Próximo) tinha potencial para ser um thriller memorável, com uma premissa intrigante e um elenco talentoso. Nicolas Cage e Julianne Moore entregam atuações sólidas, mas o filme é prejudicado por um roteiro confuso, direção inconsistente e um final frustrante. Como adaptação de Philip K. Dick, fica aquém de suas inspirações, faltando a profundidade que o autor exige. Se você busca um filme leve de ação e ficção científica, Next (O Próximo) pode entreter. Para uma experiência mais impactante, há opções melhores no gênero.

Siga o Séries Por Elas no Twitter e no Google News, e acompanhe todas as nossas notícias!

Magdalena Schneider
Magdalena Schneider
Artigos: 2851

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *