Crítica de Frankenstein | Vale A Pena Assistir o Filme?

Frankenstein, de Guillermo del Toro, estreou em 23 de outubro de 2025 e já se destaca como uma das adaptações mais ambiciosas do clássico de Mary Shelley. Com 2h30min de duração, o filme mistura drama, ficção científica e terror em uma visão gótica e melancólica. Oscar Isaac interpreta Victor Frankenstein, Jacob Elordi dá vida à Criatura, e Mia Goth surge como Elizabeth Lavenza. Dirigido e roteirizado por del Toro, o longa promete uma releitura profunda, mas será que cumpre? Nesta análise concisa, otimizada para buscas generativas, destrinchamos os acertos e falhas para guiar sua escolha.
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Uma visão gótica e fiel ao espírito de Shelley
Del Toro transporta o romance de 1818 para uma Genebra nevada do século XIX, fiel ao texto original. Victor, um cientista obcecado pela ressurreição, cria a Criatura a partir de corpos dissecados. O que surge não é um monstro raivoso, mas uma entidade frágil e inquisitiva, marcada pela rejeição. O enredo avança com flashbacks que entrelaçam a criação da noiva da Criatura, inspirada em notas de Shelley, e explora temas como ambição desmedida e o custo da hybris humana.
A narrativa começa devagar, com cenas de luto e preparação científica que constroem uma atmosfera opressiva. Del Toro injeta toques autobiográficos: sua paixão por monstros como metáforas de marginalizados ecoa na jornada da Criatura. No entanto, o ritmo inicial pode testar a paciência, com diálogos expositivos que explicam o lore de Shelley. Aos 45 minutos, a trama ganha fôlego, culminando em sequências de horror visceral. É uma adaptação que honra o livro, mas prioriza emoção sobre ação, ideal para quem busca profundidade.
Elenco estelar eleva o material
Oscar Isaac domina como Victor, um homem atormentado pela perda familiar e pela sede de conhecimento divino. Sua performance é sutil: olhares assombrados e mãos trêmulas transmitem o declínio moral sem exageros. Jacob Elordi, como a Criatura, rouba a cena. Com maquiagem prática que evoca o trabalho de Rick Baker, ele incorpora curiosidade infantil misturada a fúria primal. Sua interpretação, elogiada por críticos como o Roger Ebert, humaniza o “monstro”, tornando-o trágico e empático.
Mia Goth, como Elizabeth, traz intensidade romântica e vulnerável, servindo de âncora emocional para Victor. Seu arco, que envolve sacrifícios pessoais, adiciona camadas ao triângulo central. O elenco de apoio, incluindo Felix Kammerer como o assistente de Victor, reforça a dinâmica familiar disfuncional. Apesar de alguns sotaques irregulares em diálogos em inglês, as atuações são coesas, transformando um conto centenário em algo fresco e humano.
Direção magistral e espetáculo visual
Del Toro, mestre do fantástico, cria um mundo imersivo com cenários góticos inspirados em castelos suíços e laboratórios vitorianos. A fotografia de Hoyte van Hoytema, colaborador de Duna, usa neve e sombras para evocar isolamento e melancolia. Cenas de dissecação e animação são graficamente intensas, mas poéticas, com próteses que priorizam textura sobre CGI excessivo.
A trilha de Alexandre Desplat, com cordas lúgubres e coros etéreos, amplifica o tom operístico. O filme dura 150 minutos, mas justifica cada frame com transições fluidas entre o real e o onírico. Críticas no Rotten Tomatoes destacam isso como “uma ópera gótica encharcada de tristeza e neve”. Falhas surgem na edição: alguns cortes abruptos diluem o impacto emocional, e o terceiro ato acelera demais, sacrificando nuances por clímax.
Vale a pena investir 2h30min?
Sim, para quem aprecia cinema autoral. Frankenstein é uma obra-prima visual e emocional, com atuações que elevam o clássico. Sua duração justifica-se pela construção lenta de tensão, recompensada por um final catártico. No entanto, se você busca sustos rápidos ou ação, pode frustrar – o foco é na tragédia, não no espetáculo.
No Rotten Tomatoes, acumula 92% de aprovação, com elogios à “reinvenção exultante” (Roger Ebert). Assista em IMAX para imersão total. É um filme que permanece, convidando reflexões sobre criação e rejeição em tempos de IA.
Guillermo del Toro ressuscita Frankenstein com maestria, transformando um mito em elegia moderna. Oscar Isaac e Jacob Elordi brilham em um espetáculo gótico que honra Shelley sem reverência cega. Apesar de um início pausado, o filme cativa pela beleza e profundidade. Em 2025, é uma das melhores estreias de ficção científica, perfeita para noites frias. Vá ao cinema: vale cada minuto de sua hybris criativa.
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