Crítica de Alvo da Máfia (2025): Vale A Pena Assistir o Filme?

Alvo da Máfia, dirigido por Wych Kaosayananda, é um thriller de ação que mergulha no mundo dos assassinos profissionais. Com Jack Kesy no papel principal, o filme segue um matador de aluguel que tenta escapar do crime após sobreviver a uma emboscada. Disponível na Netflix, o longa de 88 minutos promete tiroteios intensos e dilemas morais. Mas entrega apenas clichês enlatados? Abaixo, analiso os acertos e falhas para guiar sua escolha.

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Premissa clássica com toques previsíveis

Bang, o protagonista implacável, trabalha para o chefe do crime Cutter. Após uma tentativa de assassinato que o deixa ferido, ele decide reformar. O plano? Matar Cutter e sumir com uma fortuna escondida. A trama retrocede para mostrar os eventos que levam ao caos, misturando flashbacks com perseguições atuais.

A ideia de um assassino em busca de redenção não é nova. Filmes como John Wick elevaram o subgênero com coreografias precisas. Aqui, o roteiro de Kaosayananda opta por simplicidade brutal: traições, tiroteios e uma pitada de romance. O suspense surge das alianças frágeis, mas as reviravoltas são telegráficas. Espectadores no Rotten Tomatoes notam que o filme acerta ao questionar lealdades, mas erra ao ignorar motivações profundas. Em 88 minutos, sobra tempo para violência gráfica, mas falta para desenvolver o arco de Bang.

Elenco liderado por Kesy, mas sem brilho

Jack Kesy interpreta Bang com intensidade física. Conhecido por Deadpool 2, ele convence nas cenas de ação, distribuindo socos e balas com fúria contida. Sua expressão estoica reflete o cansaço do personagem, mas beira o monótono. Críticos da City on Fire elogiam sua presença, mas lamentam a falta de emoção – Bang raramente sorri ou duvida.

Peter Weller, icônico como RoboCop, rouba cenas como Cutter. Seu vilão é carismático e sádico, com diálogos afiados que ecoam clássicos dos anos 80. Tristin Mays adiciona vulnerabilidade como a interesse romântica de Bang, enquanto Kane Kosugi, filho de Donnie Yen, brilha em lutas corpo a corpo. Steve Bastoni completa o time com um detetive corrupto. O elenco esforça-se, mas o roteiro os prende a estereótipos. Sem química forte, as interações soam forçadas, como apontado em resenhas do Action-Flix.

Direção de Kaosayananda: Estilo B com excessos

Wych Kaosayananda, apelidado de Kaos, dirige com energia caótica. Fã de ação asiática, ele injeta influências de Hong Kong em sequências de tiroteio. As filmagens em locações australianas simulam uma metrópole sombria, com neon e becos úmidos. A violência é gráfica: cabeças explodem, sangue jorra em câmera lenta.

No entanto, o tom oscila. Momentos de tensão dão lugar a exageros cômicos involuntários, como vilões que monologam demais. A edição é irregular, com cortes rápidos que confundem mais do que empolgam. O Original Cin descreve como “tão ruim que é quase assistível”, destacando o orçamento baixo em efeitos visuais. Kaos acerta na brutalidade, mas falha no equilíbrio, transformando o thriller em um produto direto para streaming.

Pontos fortes e limitações evidentes

Os acertos incluem a ação visceral. Tiroteios em armazéns e perseguições de carro mantêm o pulso acelerado. Weller eleva o material, e o final twistado surpreende, mesmo previsível. A duração curta evita inchaço, perfeita para uma sessão rápida.

As limitações pesam mais. Personagens unidimensionais frustram: Bang é só raiva, sem camadas. O som é medíocre, com diálogos abafados em cenas barulhentas. Mulheres, como Mays, servem de acessórios, reforçando machismo datado. O Film Combat Syndicate critica o “stoicismo vazio” de Kesy, que não sustenta o peso emocional. No geral, é um filme que entretém superficialmente, mas não marca.

Vale a pena assistir a Alvo da Máfia?

Para entusiastas de ação low-budget, sim. Se você curte tiroteios sem pausas e vilões chewy como Weller, o filme diverte como guilty pleasure. Disponível em VOD desde julho de 2025, é ideal para noites preguiçosas. Com 3/10 no Rotten Tomatoes, não espere Oscar – espere balas voando.

Se busca narrativas profundas, pule. Opte por John Wick 4 para ação estilizada ou The Raid para coreografias asiáticas. Alvo da Máfia é trash divertido, mas esquecível. Assista se o tédio bater forte; senão, há opções melhores no streaming.

Alvo da Máfia tenta reviver o thriller de assassinos com fúria bruta, mas cai em armadilhas genéricas. Kaosayananda entrega violência empolgante, e Kesy segura a frente com estoicismo. Weller brilha como vilão clássico. Ainda assim, roteiro fraco e tom irregular limitam o impacto. Em um ano de blockbusters, é uma pérola B para fãs do gênero. Vale para quem tolera falhas em troca de adrenalina pura. Caso contrário, busque refúgio em clássicos. O crime nunca dorme, mas este filme cochila demais.

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Magdalena Schneider
Magdalena Schneider
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