22 Milhas (2018), dirigido por Peter Berg, é um thriller de ação que coloca Mark Wahlberg no centro de uma missão tensa e explosiva. Com um elenco que inclui Lauren Cohan, Iko Uwais e John Malkovich, o filme promete adrenalina e intriga geopolítica. Ambientado em um cenário fictício no Sudeste Asiático, a trama acompanha uma equipe de elite tentando escoltar um informante por 22 milhas perigosas. Mas será que o filme entrega a ação e suspense prometidos? Nesta crítica, analisamos a trama, o elenco, a direção e se 22 Milhas merece seu tempo.
Uma premissa de alta octanagem
22 Milhas segue James Silva (Mark Wahlberg), líder de uma unidade secreta da CIA chamada Overwatch. Sua missão é escoltar Li Noor (Iko Uwais), um policial com informações cruciais sobre um ataque iminente, por 22 milhas até um ponto de extração em uma cidade fictícia chamada Indocarr. Enfrentando emboscadas, traições e um prazo apertado, a equipe luta para sobreviver enquanto forças inimigas os perseguem.
A premissa é direta, com potencial para um thriller intenso. A ideia de uma corrida contra o tempo em um ambiente hostil é cativante, remetendo a filmes como Black Hawk Down. No entanto, o roteiro, escrito por Lea Carpenter, é criticado por sua narrativa confusa e diálogos expositivos, conforme apontado por críticos no Rotten Tomatoes e The Guardian. A falta de contexto sobre a política da Indocarr e os motivos dos vilões deixa a história desconexa.
Elenco forte, mas subutilizado
Mark Wahlberg entrega uma atuação enérgica como Silva, um agente impulsivo com tiques nervosos e monólogos acelerados. Sua performance, embora intensa, é criticada por ser unidimensional, como notado pelo Variety. Lauren Cohan, como Alice Kerr, traz emoção ao papel de uma agente lidando com um divórcio, mas sua personagem é mal explorada. Iko Uwais, estrela de The Raid, impressiona nas cenas de luta, mas seu papel como Li Noor é limitado por falas mínimas e pouca profundidade, conforme apontado pelo Empire.
John Malkovich, como o controlador Bishop, adiciona um toque cínico, mas aparece pouco. Ronda Rousey, em um papel secundário, tem presença física, mas não impacto narrativo. A falta de química entre os membros da equipe, como destacado pelo The Hollywood Reporter, enfraquece a dinâmica do grupo, tornando difícil torcer por eles.
Direção frenética, mas caótica
Peter Berg, conhecido por Lone Survivor e Patriots Day, imprime um estilo visceral em 22 Milhas. A câmera trêmula e os cortes rápidos criam uma sensação de urgência, especialmente nas sequências de ação, como tiroteios e perseguições de carros. As coreografias de luta, lideradas por Uwais, são um destaque, com movimentos precisos e brutais que lembram John Wick. A trilha sonora de Jeff Russo intensifica o clima tenso.
No entanto, a direção é criticada por sua edição confusa, conforme o AV Club. Cenas de ação, embora empolgantes, são difíceis de acompanhar devido aos cortes excessivos. A tentativa de Berg de misturar ação com intriga geopolítica falha, pois o filme não explica as motivações dos antagonistas, como notado pelo IndieWire. A estética hiperativa pode agradar fãs de ação pura, mas aliena quem busca uma narrativa coesa.
Comparação com outros thrillers de ação
22 Milhas tenta se encaixar no panteão de thrillers táticos como Zero Dark Thirty ou Captain Phillips, mas fica aquém. Enquanto esses filmes equilibram ação e narrativa, 22 Milhas prioriza a adrenalina em detrimento da história. Comparado a The Raid, que também estrelou Uwais, falta a 22 Milhas a simplicidade brutal que tornou o filme indonésio um clássico. Críticas no Metacritic destacam que a tentativa de criar um universo para sequências, com a Overwatch, parece forçada e prejudica a experiência standalone.
Em 2018, filmes como Mission: Impossible – Fallout elevaram o padrão de ação, tornando 22 Milhas menos impressionante. Ainda assim, para fãs de tiroteios e combates corpo a corpo, o filme oferece momentos de entretenimento, como apontado por alguns usuários no IMDb.
Pontos fortes e limitações
Os pontos fortes de 22 Milhas estão nas sequências de ação, especialmente as lutas de Uwais, e na intensidade de Wahlberg. A premissa de uma missão contrarrelógio é envolvente, e a produção técnica, incluindo explosões e efeitos práticos, é competente. No entanto, o filme é prejudicado por um roteiro fraco, com diálogos forçados e uma trama confusa. A falta de desenvolvimento dos personagens e a edição caótica, como criticado pelo Roger Ebert, tornam o filme menos memorável. O final, que tenta preparar uma sequência, é abrupto e insatisfatório.
Vale a pena assistir a 22 Milhas?
22 Milhas é um thriller de ação que entrega adrenalina, mas falha em narrativa e profundidade. As cenas de luta e a energia de Wahlberg são pontos altos, mas a história confusa e os personagens subdesenvolvidos desapontam. Fãs de The Raid ou John Wick podem apreciar as sequências de combate, mas a edição frenética e a falta de coesão, como apontado pelo The Wrap, limitam o impacto. No catálogo da Netflix, onde o filme ganhou popularidade em 2025, é uma opção para quem busca ação descompromissada.
Se você prefere thrillers com histórias robustas, como Sicario, 22 Milhas pode frustrar. Para uma sessão leve, com pipoca e sem grandes expectativas, ele cumpre o papel. Contudo, não espere um clássico ou uma experiência marcante.
22 Milhas tenta ser um thriller de ação explosivo, mas é prejudicado por um roteiro confuso e uma direção caótica. Apesar das atuações esforçadas de Mark Wahlberg e Iko Uwais, e de sequências de luta bem coreografadas, o filme não alcança o nível de seus inspiradores. Ideal para quem busca ação rápida e despretensiosa, ele decepciona quem espera profundidade ou coerência. No vasto catálogo da HBO Max e Prime Video, 22 Milhas é uma escolha mediana, divertida para uma noite casual, mas facilmente esquecível.
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